Mr. Smith

Yamaha Revstar 502



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ncarmona    574
há 21 minutos, F.Coelho disse:

Nos dias que correm não se justifica dar 600 euros por uma guitarra.

Tem-se assistido a um decréscimo da qualidade dos materiais.

No caso das Yamaha só poderei dizer que as madeiras "made in twain" da erg 121 e da pacifica que "destruí" são de boa qualidade, quer o maple quer o alder.

Mas de resto, existem sempre problemas nas guitarras nos dias de hoje que passo a citar:

1. Má qualidade dos fretes - com uma longa utilização aparece fretbuzz e uma trabalho nesta área anda à volta dos 200 euros;

2. Deficiente nivelamento dos trastes, com o aparecimento de fretbuzz, obrigando a um nivelamento que anda por volta dos 100 euros;

3. Desalinhamentos: visível no fim da escala quando a corda E mais grossa está mais afastada da borda e a E fina mais próxima, ou vice versa, o que leva, especialmente em guitarras com o braço colado a uma obrigatória devolução;

4. Pontes em material metálico de má qualidade que com o tempo precisa de ser substituída;

5. Pontes em plástico que rapidamente se desgastam:

6. Potenciómetros de fraca qualidade;

7. Utilização de madeiras de qualidade inferior nas escalas (rosewood de fraca qualidade);

8. Afinadores de má qualidade;

 e a lista continuava.

Hoje em dia, uma guitarra é um conjunto de elementos de fraca qualidade aperaltado com um design e uma pintura de fazer saltar a vista.

Tirando os aspectos estruturais, isto é, as madeiras (e rezar para ter sorte), tudo o resto é para substituir a médio prazo (depende da utilização).

Por isso, 600 euros é muito dinheiro.

Se tivesse 600 euros iria para uma guitarra que andasse à volta de 200 euros e guardava os restantes para fazer up-grades, caso as madeiras viessem a revelar como boas.

Já li um caso em que um fulano gastou cerca de 3.000 euros numa guitarra e depois de várias reclamações acabou por fazer uma guitarra de contraplacado com a electrónica da guitarra e demonstrou que o som era igual ou até melhor.

Conselho: poupe dinheiro. Faça uma análise de custo/benefício.

Mas paixões são paixões. Já tive uma paixão que se revelou uma desilusão.

Boa sorte.

Eu não tenho tido essa experiência. Aliás, por 600 EUR acho que hoje se compram guitarras que antes só se conseguiam encontrar pelo dobro do preço em termos de qualidade construção. Claro que não é uma constante e há sempre o guitarras que não valem esse preço. Optar por uma guitarra de 200EUR tem mais risco de ficarmos com uma "base" fraca (madeiras fracas e má qualidade de construção) do que numa de 600. Eu daria prioridade à base e os upgrades pode ir-se fazendo à medida das necessidades, do dinheiro e da disponibilidade.

 

Quanto à Revstar só tenho ouvido dizer bem. Com a Yamaha a relação custo-benefício é sempre muito boa. E tens várias gamas de preços em que as diferenças de preço se justificam pelas diferenças de qualidade. Eu diria que um gajo "apaixonar-se" por uma guitarra da Yamaha só tem de ir em frente porque vai ficar com um instrumento que vale o que custa sem precisar de sorte.

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F.Coelho    327

Há muitos anos atrás, durante um curso (não vou referir nomes), fui visitar uma fábrica de um determinado electrodoméstico. Só havia uma linha de montagem.

O mesmo miolo consoante entrasse numa "caixa branca" ou numa "caixa XPTO", assim variava o preço em largos escudos.

As fábricas não têm várias linhas de montagem, por norma. Vejam que há carros de modelos diferentes que são equipados com o mesmo motor. Mas os preços variam conforme os "extras". O mercado do consumo é subjectivo. As pessoas pensam que se gastarem mais um pouco melhor servidos ficam. Mas tal só é verdade quando se gasta muito e muito mais. (milhares).

Agora no que toca "à raia miúda", desculpem a expressão, esbanjamos o nosso dinheiro muitas vezes em vão. E isso não é nada racional, pelo contrário.

Se forem ao site da thomann e virem uma determinada guitarra em várias designações em que o design é o mesmo, mas que o preço pode variar desde os 200 euros até aos 1000 euros, consoante, os humbuckers por exemplo, não acredito que tenham uma linha de "lapidação" de madeiras para as guitarras de 200 euros e outra para os de 1000 euros, até porque elas são iguais em forma. Seria mau para o construtor ter encargos superiores com linhas de montagem.

As guitarras baixaram de preço porque o mercado está em queda. Mas tal não significa que o construtor queira perder dinheiro. Não perde de certeza. O que acaba por fazer é amortizar as perdas com os lucros nas gamas médias. E são nessas que tem que se ter cuidado. As gamas baixas já sabemos que, por definição, são baixas. Mas nada nos diz que as madeiras não possam ser boas. Nas gamas médias cuidado! É aí que o produtor aposta retirar lucro, oferecendo alguns extras que no futuro se revelam fracos e até às vezes inúteis ou mesmo incomodativos.

A simplicidade tem como vantagem de se poder encontrar no mercado material substituto mais facilmente do que em determinados produtos que saem em exclusividade.

Esta é só uma pequeníssima abordagem à mecânica do mercado, não só em guitarras, mas em tudo em geral.

Só mais um pormenor. Se uma guitarra gama baixa der o tiro cedo, a garantia ajuda-nos. Se não der o tiro, então houve sorte.

Já nas guitarras médias o tiro ocorre normalmente depois de passada a garantia e aí nada a fazer.

São só reflexões. Nem vou falar de fluxos da capital do ocidente para a ásia.

Por vezes temos que nos pormos no helicóptero e ver a selva por cima. Pois metidos no meio da selva acabamos por nada ver. Esforçamo-nos a cortar caminho com uma catana mas não saímos do mesmo sítio.

Já vi modelos de guitarras produzidas em Portugal. Mas são tudo obras de arte "prima donas" a preços caríssimos. Queremos sempre ser diferentes, mais elaborados e complicados e não fazemos o básico e saímos prejudicados muito e muito. Parece que anda tudo a "dormir".

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tmo    2523

@F.Coelho do ponto de vista económico tens alguma razão, mas estás a esquecer-te de um pormenor, é que uma marca pode ter vários fornecedores de serviços. Aliás, a GRANDE maioria das marcas de guitarras que anda por aí, nem fábricas próprias tem, tirando obviamente as marcas mais antigas e concessiona o fabrico a diferentes fornecedores. Assim, tem uns fornecedores para a gama baixa, outros para a gama média, outros para a gama alta e ainda outros para a gama de luxo. Muitas vezes estas fábricas encontram-se em países diferentes, sendo que geralmente o Made in China referente à gama baixa, o Made in Indonésia à gama média, o Made in Korea à gama média/alta e o Made in Japan à gama alta e de luxo, dependendo da fábrica/fornecedor.

Apesar do design garantir "a forma" uma vez que agora é tudo por CNC, não significa que o resultado seja semelhante, pois estamos a falar de margens e rigor de fabricação que são avaliados por pessoal mais ou menos competente, assim como as diferentes fábricas terão acesso a diferentes qualidades de madeira, assim como o nível dos seus trabalhadores poderá ser mais ou menos elevado e consequentemente produzir um produto final melhor ou pior.

No fim, o que custa dinheiro na produção de um instrumento acaba por ser relativo a poucos aspectos:

  • Hardware: se for de marca de referência, por exemplo pickups Dimarzio, a fábrica vai cobrar possivelmente mais do que a diferença pelo mesmo modelo com pickups genéricos, pois terá de comprar os referidos pickups (ou outras peças de hardware) e ter algum lucro por esse serviço). Ou seja, ficaríamos melhor servidos se formos nós a fazer a substituição, até pela liberdade de escolha do modelo específico. Isto é igualmente válido para afinadores, pontes, etc, de onde se salienta no entanto que o material genérico por vezes é produzido pelas mesmas fábricas que produzem o material de marca, tal como a DiMarzio produziu pickups para a Ibanez nos anos 80/90.
  • Setup: com setup incluo o nivelamento e coroamento dos trastes, tratamento da pestana, afinação das oitavas, etc. Para o caso, o tratamento dos trastes é o mais moroso em termos de recursos humanos, mesmo já existindo máquinas (PLEK?) preparadas para fazer um fret treatment por CNC.

Ou seja, se genericamente uma guitarra de 200€ fica melhor do que uma de 600€ se levar upgrades feitos por nós, pode no entanto não ter tanta consistência nos preceitos de colagens de madeira (não me refiro à cola propriamente dita, mas mais ao cuidado de alinhamento das fibras da madeira), assim como as folgas de fabricação serão maiores, para poder acelerar o processo de fabricação e consequentemente baixar o preço final. Apesar da comparação que fizeste com a linha de produção de electrodomésticos fazer sentido, tem em atenção que os cuidados com a construção de uma guitarra ainda têm MUITA, mas mesmo MUITA mão de obra humana, mesmo com os já muitos processos industriais de CNC e afins avarias computorizadas.

Ou seja, uma guitarra de 200€, mesmo com um motor XPTO, nunca, mas mesmo nunca terá o feel e o prazer (parâmetros subjectivos obviamente, mas para o caso serão SEMPRE relativos ao sujeito) de uma de gama mais elevada. O controlo de qualidade É a diferença de preço. Encontrar uma pérola numa guitarra de 200 acontece, mas será 1 em 1000, ao passo que numa guitarra de 600 já vai ser se calhar 1 em 10 e numa de 2000+ eventualmente já será sempre um diamante... mas novamente isto é muito subjectivo.

Há quem avalie uma guitarra pelo timbre, outros pela tocabilidade, outros pela estética (e aqui entra muito a palavra MODA/HYPE), há quem se guie por saber se determinada guitarra tem o nome de um artista a sustentar o design ou não, e por aí fora. As especificações no papel nem sempre funcionam (vejam o meu comentário sobre a Alesis no tópico das baterias digitais), independentemente do nível de qualidade, pois todos nós ouvimos de forma diferente. O factor subjectividade é o que determina o preço. Sabe-se que o PRINCE (que já morreu) tinha uma Squier Telecaster de valor na ordem dos 200 e que adorava a guitarra... foi a tal 1 em 1000. Não significa que a que encontres na loja seja igual, apesar do modelo no papel ser o mesmo.

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F.Coelho    327

 @Mr. Smith  penso que não poderia ter uma melhor consultadoria (e de borla:)). Ouviu de tudo. O bom e o menos bom (mas em como tudo na vida as coisas são assim)

Já tem praticamente todos os elementos em sua posse.

Talvez possa ainda consultar a página da Yamaha onde apresentam as especificações de todas as guitarras (largura da pestana, altura do braço nos fretes, tipo de electrónica, tipo de madeiras,...). É muito completo.

Só em termos de toque final, diria que os 22 fretes podem ser uma limitação. Existem muitos temas que vão até ao 24 frete. É uma pequena limitação, mas se calhar sem importância para si.

Agora a decisão só a si lhe compete.

Como tudo na vida: boa sorte e Boas Festas.

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Mr. Smith    158
há 2 horas, F.Coelho disse:

 @Mr. Smith  penso que não poderia ter uma melhor consultadoria (e de borla:)). Ouviu de tudo. O bom e o menos bom (mas em como tudo na vida as coisas são assim)

Já tem praticamente todos os elementos em sua posse.

Talvez possa ainda consultar a página da Yamaha onde apresentam as especificações de todas as guitarras (largura da pestana, altura do braço nos fretes, tipo de electrónica, tipo de madeiras,...). É muito completo.

Só em termos de toque final, diria que os 22 fretes podem ser uma limitação. Existem muitos temas que vão até ao 24 frete. É uma pequena limitação, mas se calhar sem importância para si.

Agora a decisão só a si lhe compete.

Como tudo na vida: boa sorte e Boas Festas.

Boas! Teria gostado de ouvir mais opiniões, sobretudo de alguém que fosse proprietário de uma para meter o tempo de uso decorrido também na equação, mas já deu uma ajuda e de borla como salienta. Todas as opiniões foram positivas e as excepções  (também aqui me incluo) foram não em relação a esta guitarra em específico mas sim em termos genéricos sobre guitarras da gama média e ainda assim apenas em termos hipotéticos. Os 24 ou 22 fretes para mim não é problema, até já são frets a mais :D não me limitam no presente em termos de expressão no instrumento. 

Obrigado e boas festas também!

Cumps,

 

PS - já agora e para não estar a abrir outro tópico. A politica de devoluções das lojas nacionais é semelhante à da Thomann ou não?

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tmo    2523
há 57 minutos, Mr. Smith disse:

(...)

PS - já agora e para não estar a abrir outro tópico. A politica de devoluções das lojas nacionais é semelhante à da Thomann ou não?

Penso que depende de vários factores: se é encomenda específica ou se têm em stock, se é comprada em loja ou via net. Telefona para as lojas!

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Mr. Smith    158

Bom dia!

E pronto :) no dia 24 chegou a prenda da minha mulher para mim, só tive que esperar até à meia noite para ver o que era :D

Os acabamentos são excelentes e para já pouco mais posso dizer pois ainda estou a adaptar os patches do Ampero a estes pickups. Precisa também de um setup pois está a trastejar, a mudança do Algarve (comprei nova online  num loja de Albufeira) aqui para a zona do Seixal deve ter tido influência no braço e tem que ser ajustado.

Em relação ao tópico... dada a escassez desta guitarra (Yamaha revstar 502 ou 502T)  que era a que procurava no mercado de usados, há poucas à venda e as que estão disponíveis estão a preço de quase novo. Está uma igual no OLX por 470 e ofereci 430 o que não foi aceite. Assim sendo comprei nova por 525 com oferta dum set de cordas Elixir 10-46. Preferi assim pois em caso de algum problema maior (ou só por não ter gostado) devolvia sem ter que andar atrás de ninguém.

Cumprimentos,

IMG_20201230_123357_1s.jpg.eb24e9dfff0e40c392cab32a6089fa03.jpg

 

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tmo    2523

@Mr. Smith essa menina merece umas fotografias melhorzitas, vá, faz lá uma posta tipo "New Guitar Day"... pode ser, na continuação desta thread...

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F.Coelho    327

Parabéns.

Muitos sucessos com essa guitarra são os meus melhores desejos.

Não é urgente, mas fica atento na compra de um String Butler para essa guitarra.

O problema demora tempo a aparecer. Tem a ver com o V que as cordas A, D, G, e B fazem dos afinadores para a pestana. Com o tempo, a tensão vai "comendo" a pestana e começam a haver problemas de manutenção da afinação. Eu tenho uma guitarra tipo Les Paul que está com esse problema. Pensava que o problema era dos afinadores. Mas pesquisando na net vi que afinal o problema era outro. Desculpa lá, sei que sou chato, mas quanto mais depressa comprares e aplicares a peça menos degastas a pestana.

De resto, como se diz na Marinha "fogo à peça".:yes:

E Votos de Bom Ano.

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