resolectric

Leilão de guitarras



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tmo    2521

@resolectric é tão tristemente verdade que só dá vontade de rir... porque lágrimas com este frio congelam na face.

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há 2 horas, resolectric disse:

O do credor, claro!
O tipo que tem valores a receber é que está a perder alguma coisa; geralmente!

Mas!... quando o Estado é o credor a coisa muda de figura pois o Estado deve zelar pela qualidade de vida do cidadão (mesmo que este seja devedor) e deve sempre precaver em primeiro lugar que este possa continuar com todas as suas actividades geradoras de rendimento garantindo também que este mantenha condições para subsistir com acesso a tudo aquilo que está previsto na Constituição: trabalho, saúde, habitação, cultura, etc.

Se o Estado priva o cidadão, não deve contar que o cidadão regularize a sua situação como devedor.

O Estado é, de facto, um bocado cego e em termos de instituições diria que as Finanças sofrem de Glaucoma agudo enquanto que a Segurança Social sofre de cegueira completa.
A Segurança Social até faz jus à sua sigla: SS

Era bom que assim fosse, mas na prática não é mesmo verdade.

O interesse do credor não fica acautelado se os bens do devedor forem vendidos ao desbarato, porque desse modo, apesar de terem valor superior, o produto da venda pode nem dar para pagar o valor da dívida.

Nesses casos, mais vale ao credor (se tiver condições para isso) declarar que pretende ficar com os bens pelo preço base e fazer ele o negócio com terceiros, perdendo menos do que através do sistema instituído.

E essa é uma das razões principais para se ter criado o e-leiloes: criar transparência e confiança.

Mas quando vejo valores disparatados de licitação mínima ou de valor base, regresso sempre ao que disse inicialmente: ou há incompetência/desleixo, ou há verdadeira fraude ou burla, para a seguir poderem vender os bens a um "amigo", em ajuste directo e por um preço muito mais simpático do que o valor real.

E quem fica prejudicado é o devedor, que ficou privado dos bens por "tuta e meia" e sem conseguir pagar tudo o que deve, e também o credor, pois não consegue receber o valor total da dívida que receberia se o processo fosse justo.

E se juntarem a isto, o facto de haver créditos privilegiados, que fazem com que um credor instaure um processo de execução, gaste dinheiro com advogados e tribunais, para chegar ao fim e perceber que não recebeu nada, porque o dinheiro foi todo para trabalhadores do devedor, segurança social e AT, têm um panorama muito mais claro do disparate que isto é.

Bem-vindos ao admirável mundo novo das execuções e espero sinceramente nunca vos encontrar por lá...

 

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