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A Múmia

Os Melhores Guitarristas Do Mundo



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A Múmia    0

(continuação...)

A – Z

Parte 1

Neste capítulo relaciono diversos guitarristas em ordem “mais ou menos” alfabética. A explicação para o mais ou menos: em ordem realmente alfabética, o guitarrista Steve Hillage, por exemplo, ficaria na letra H: Hillage, Steve. Só que ninguém entra em uma loja de discos e pergunta: "você tem algum disco do Hillage, Steve?" Portanto, não vamos complicar. Steve Hillage está na letra S.

É importante frisar que alguns guitarristas, aqui citados, já lançaram mais de 15 álbuns. Mas, sempre pensando no bolso do leitor, indico, na maioria das vezes, apenas o melhor disco. Ou, no máximo, dois álbuns. Nessa jornada, o essencial é que darei nota para a Maioria dos discos. O leitor deve se guiar pelas notas.

Alguns comentários são fúteis. Como exemplo, cito o guitarrista Jeff Watson: há uma informação que não tem nada a ver com o universo guitarrístico. A informação consta do livro por um simples motivo: acho insuportável escrever (ou ler) um livro sobre rock que seja todo “quadradinho”, com tudo muito “certinho”. Já li alguns livros sobre rock escritos em uma linguagem encontrada apenas em

documentos jurídicos!

Sempre que for possível, indicarei o estilo do guitarrista: rock progressivo, hard rock, country instrumental, jazz-rock, etc.

Inicialmente pensei em adotar a seguinte pontuação para classificar

os álbuns:

- Nota 1: lixo mundial

- Nota 2: lixo estadual

- Nota 3: lixo municipal

- Nota 4: ridículo

- Nota 5: péssimo

- Nota 6: ruim

- Nota 7: regular

- Nota 8: bom

- Nota 9: ótimo

- Nota 10: obra-prima

Para não causar polêmicas inúteis, achei melhor não criticar os discos que receberiam notas de 1 até 6. Exemplo: a discografia solo de um guitarrista cujas iniciais são T.R., e que tocou em um grupo cuja primeira letra é Y, merece nota 1 com louvor. A nota para a discografia solo de um guitarrista que é integrante de um grupo cujas iniciais são R.H.C.P., só pode ser 2. Enfim, relacionarei apenas os discos que receberão notas 7, 8, 9 e 10.

Antes de partirmos para a letra A, preciso dar um tratamento diferenciado para os guitarristas Santana (Carlos Santana) e Andy Summers. Santana só não entrou no Top 30 por um simples motivo: não sei indicar qual o melhor disco dele, pois gosto de vários solos de guitarra em diversos discos. Mesmo em composições absurdamente pop, sua guitarra é magnífica. No álbum “Shut Up ‘ Play Yer Guitar”, Santana foi homenageado por Frank Zappa com uma composição: “Variations on the Carlos Santana Secret Chord Progression”. O leitor precisa conhecer, no mínimo, os cinco primeiros álbuns: Santana (1969), “Abraxas” (1970), “Santana 3” (1971), “Caravanserai” (1972) e o álbum gravado com o John McLaughlin: “Love, Devotion, Surrender” (1973). Neste último, há uma grande fritura guitarrística em “Let Us Go Into the House of Lord” (15:45).

Também não sei informar qual é o melhor disco solo de Andy Summers. Quase todos os álbuns são excelentes. Sua carreira é marcada pelo ecletismo: ele gravou, por exemplo, discos de jazz-rock e dois álbuns experimentais com Robert Fripp: “I Advanced Mask” e “Bewitched”. Para muitos, o melhor de Andy Summers ficou registrado nos cinco discos do Police. The Police foi o grande grupo pop dos anos 80. O “virtuosismo econômico” de Andy Summers e do baterista Stewart Copeland era inacreditável. O álbum “Synchronicity” é uma obra-prima.

Parte 2

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ALBERT LEE. “Speechless” (1986). Country. Steve Morse não se cansa de elogiar Albert Lee. A capa deste disco é estranha: lutadores de luta livre (??) saltando de pára-quedas! Na bateria, uma surpresa: Chad Wackerman (Zappa, Holdsworth, etc). Nota 9.

ALVIN LEE. Vamos direto ao filé histórico: a versão turbinada de “Goin’ Home”, em 1969, no festival de Woodstock. A discografia é gigantesca: “Ten Years After”, “Alvin Lee & Company”, “Ten Years Later” e “Alvin Lee”. Nesse caso, indico uma coletânea: “The Essential Ten Years After”.

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(Em vez de disponibilizar aqui a música citada pelo autor, deixo outra, que gosto muito: "I'd Love To Change The World", lançada em 1971, no LP "A Space In Time", onde também há um belíssimo solo de guitarra

http://albums.allofmp3.com/m3u.shtml?file=..._world.prev.mp3

ALEX MASI. “In the Name of Bach” (1999). O sub-título explica o álbum: “Keyboard & Violin Music by Johann Sebastian Bach Performed on Various Guitars”. Nota 8.

ALEX SCHIAVI. “Guitar Solos” (1999). São 23 faixas. Faixa 1: “Solo n°1”. Faixa 2: “Solo n°2”. (...) Faixa 23: “Solo nº 23”. Disco 100% solo: uma Stratocaster e alguns efeitos. Prog-solos, minimalismo, solos pesados, enfim, um CD nota 10 que não é recomendado para quem leva a sério tudo o que representa estas iniciais: FHC, SBT e KLB.

ALEX SKOLNICK. “Attention Deficit” (1998). Trecho do encarte: “improvisation – oriented trio record”. Michael Manring (baixo) e Tim Alexander (bateria). Nota 9.

ANDRÉ DUCHESNE. Ele é o líder do grupo Les Quatre Guitaristes de L’Apocalypso –Bar. Os outros três são: Jean Pierre Bouchard, Claude Fradette e René Lussier. Lançaram dois discos. Conheço apenas o álbum de 1989: “Fin de Siécle – Music for Electric Guitars”. Vamos voltar aos velhos tempos do vinil. O lado 1 é devagar quase parando. O lado 2 é excelente, mas, em certos momentos, a influência de Robert Fripp é gritante. Nota 8.

ANDY POWELL (& TED TURNER). Os dois guitarristas da fase áurea do grupo Wishbone Ash. Destaque para o 2º e o 3º álbum: “Pilgrimage” (1971) e “Argus” (1972). Em “Pilgrimage” está a belíssima “Lullaby”. Em “Argus“ ficou registrado

um dos grandes riffs da história do rock: “The King Will Come”. (ouçamos...-fotos e som, cortesia da Múmia)

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http://albums.allofmp3.com/m3u.shtml?file=...l_come.prev.mp3

ANTHONY PHILLIPS: ex-guitarrista do Genesis. Na extensa discografia solo há apenas 10% de guitarra elétrica. Ele prefere a acústica. O melhor álbum é “Slow Waves, Soft Stars”: a parte 7 da série “Private Parts and Pieces”. Neste disco, de 1987, ele também mostra que é um excelente tecladista. Nota 9.

BILL FRISELL. Uma discografia bastante eclética: jazz, country, folk, blues, etc. Em 1986 ele lançou um álbum 100% experimental, indicado apenas para quem detesta o Top 10 da revista Billboard: “Smash & Scatteration”. Bill Frisell & Vernon Reid: diversas guitarras e bateria eletrônica. Eles usam e abusam das guitarras sintetizadas Roland. Nota 9.

BLUES SARACENO. “Plaid” (1992). “Shred”, mas com swing e criatividade. O único ponto negativo é o extremo mau gosto na “decoração”

das guitarras. Nota 9.

BON LOZAGA. “Full Circle Coming Home” (1993). Ex-guitarrista do grupo Gong. Indicado apenas para quem não se preocupa com originalidade. Ele é um clone do Allan Holdsworth. Nota 7.

BRAD GILLIS. “Gilrock Ranch” (1993). Ex-Ozzy Osbourne e ex- Night Ranger. Destaque para a balada “Slow Blow”. Nota 7. A melhor composição de Brad Gillis está registrada na coletânea “Guitar’s Practicing Musicians Vol 2”: “Galaxy 500”. Nota 10 para “Galaxy 500”.

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BUCKETHEAD. “Giant Robot “(1994). Álbum conceitual engraçado e maluco. No encarte as letras estão completas, incluindo “coisas” como HEEURAAAUGH e RROAAARRR. Nas instrumentais, “Binge and Grab” é a melhor. Nota 9.

CARLOS ALOMAR. “Dream Generator” (1987). Ex-guitarrista do David Bowie. O curioso deste disco é que ele toca mais teclados do que guitarra. Nota 8.

CARL VERHEYEN (Group). “No Borders Plus”. O álbum saiu em 1988 pela FMV. Foi relançado em 1994 pela Legato Records. Guitarrista virtuose com leve influência de Steve Morse. Em “Gretchen’s Theme” há um convidado especial: Allan Holdsworth. Doze faixas instrumentais. Nota 9.

CHRIS HASKETT. “Nonfiction” (1997). Disco solo do guitarrista da Rollins Band. Felizmente, o vocalista Henry Rollins não foi convidado. O álbum é instrumental e contém algumas faixas nervosas. Nota 8.

DAVE MURRAY (& ADRIAN SMITH). Sem maiores delongas: entre 1980 e 2002 não surgiu nenhum grupo de heavy metal mais interessante do que o Iron Maiden. Pergunta difícil: qual é o melhor álbum do grupo? “The Number of the Beast” (1982) ou “Piece of Mind” (1983)? (viu, Bandalho ?)

DAVID T. CHASTAIN. “Instrumental Variations” (1987). Título bacana, capa belíssima e o virtuosismo dos anos 80. Impossível não se emocionar com “It Doesn’t Have to Be”. Nota 9.

DUANE ALLMAN. Ex-guitarrista da Allman Brothers Band. Faleceu em 1971. Um dos maiores nomes da slide guitar. “At Fillmore East” (1971) álbum duplo e ao vivo, é o melhor disco. Uma dica para fãs de rock progressivo e jazz-rock, que ainda não descobriram o grupo: no CD “Live at Ludlow’s Garage” rola uma jam que dura exatamente 44 minutos.

DWEEZIL ZAPPA. “Havin’ a Bad Day” (1986). Todo mundo sabe, mas é bom repetir: filho de Frank Zappa. Infelizmente, ele não herdou a genialidade do pai. Fora do universo guitarrístico, Dweezil foi muito longe: ele namorou a atriz Sharon Stone.

ERIC JOHNSON. “Ah Via Musicom” (1990): 11 faixas. Ignore quatro canções: o vocal do guitarrista é pequenino e irritante. Nas sete instrumentais, há uma obra-prima: “Cliffs of Dover”. A melhor composição de Eric Johnson. “Cliffs of Dover” está no mesmo nível das melhores composições de Eddie Van Halen, Steve Vai e Joe Satriani.

("Cliffs Of Dover",

http://albums.allofmp3.com/m3u.shtml?file=..._dover.prev.mp3

ENVER IZMAILOV. “Black Sea” (1992). Enver Izmailov: electric guitar. Burham Öçal: darbuka, davul, saz e oud. Pouca guitarra e muita percussão. Izmailov nasceu no Uzbequistão. Öçal nasceu na Turquia. Nota 7.

FRANZ HOLTMAN. Ele é o líder do grupo Triton: um trio de jazz-rock. Arnd Geise é o baixista. O batera é Jost Nickel. Conheço dois álbuns: “Boomerang” (nota 9) e “Vivid Dreams” (nota 8). Este último foi dedicado ao Jan Akkerman.

FREDERIC L’ EPÉE. Nos anos 70 ele era o guitarrista do Shylock: grupo de prog-rock francês. Nos anos 90 ele formou o Phillarmonie. Na capa do primeiro álbum (“Les Elephants Carilloneurs” – de 1993) o grupo se define como Electric guitar trio: Frederic L ‘ Epée, Bernard Ros e Laurent Chalef. Há uma influência do Roberto Fripperama, mas é pequena: apenas 3%. Nota 10.

FRED MÜHLBOCK. Guitarrista do Novalis (grupo alemão de rock progressivo). Fred entrou no grupo em 1977. Portanto, ele não está presente no melhor disco do Novalis: “Sommerabend” (1976). Neste álbum o guitarrista é Detlef Job. Mas, em 1978, no disco “Vielleicht Bist Du Ein Clown?” (Talvez você seja um Palhaço?), Fred nos presenteou com uma obra-prima guitarrística: “Zingaresca”. Há outra faixa instrumental e mais quatro com vocais. Nota 10 para “Zingaresca”. Nota 7 para o restante do álbum.

GARY BOYLE. “Electric Glide” (1978). Jazz-rock. Ele nasceu na Índia, em 1941. Mudou-se para a Inglaterra em 1949. Oito faixas. Gary Moore toca em duas. O excelente batera Simon Phillips também está presente. Nota 9.

GARY HOEY. “Animal Instinct” (1993). Apenas com o título de três faixas, o leitor irá perceber o ecletismo do guitarrista: “Texas Son”, “Deep South Café” e “Motown Fever”. Atenção fãs do grupo Focus: ele coverizou “Hocus Pocus”. Nota 8.

GARY MOORE. Ele é um guitarrista veterano. Iniciou sua carreira em 1970 e ainda está na ativa. Resolvi escolher Gary Moore para ser “cobaia” de uma experiência ‘crítica’: resumir toda a obra de um guitarrista em apenas uma composição. A idéia é mostrar ao leitor, com apenas uma música, a obra-prima nº 1 do guitarrista. Escolhi a versão ao vivo de “Parisienne Walkways”, registrada no CD “Live At the Marquee” (1987). Após a audição, não fique com vergonha de se ajoelhar em frente ao CD Player...

(à ela:

http://albums.allofmp3.com/m3u.shtml?file=...lkways.prev.mp3

GEORGE LYNCH. Eu sonho com o dia em que poderemos dispor de novos e modernos recursos em um CD Player. Veja o caso do grupo Dokken, por exemplo. O guitarrista George Lynch é genial, mas o vocalista Don Dokken... Seria ótimo se em qualquer CD Player existisse a seguinte tecla: eliminar vocalista chato. No Lynch Mob e na carreira solo, George Lynch não se saiu tão bem.

GLENN PHILLIPS. “Echoes” (1975 – 1985). CD duplo. Coletânea que reúne faixas de sete álbuns. Música instrumental mezzo-prog, mezzorock and roll setentista. O encarte do CD tem 40 páginas. Nota 9.

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GORDON GILTRAP. Nos anos 70 ele abriu shows do Renaissance e do Wishbone Ash, entre outros, mas no Brasil ele é pouco conhecido. Na maioria dos discos ele toca guitarra acústica. Os CDs mais elétricos são dois: “Fear of the Dark“ (1978) e “The Peacock Party” (1979). Este último é um excelente álbum de rock progressivo. A capa e o encarte desse CD são extremamente belíssimos! Nota 9 para os dois discos.

GREG HOWE. “Ascend” (1999). Shred. Quem não gosta do estilo shred, gosta de criticar Greg Howe. Na maioria dos seus discos ele se concentra no virtuosismo e não dá muita atenção para as composições. Em “Ascend” isto não acontece: sete composições caprichadas e uma cover de “La Villa Strangiato”, do Rush. Nota 9.

HARVEY MANDEL. “The Snake” (1972). Trecho do encarte: “old rock guitar instrumental” (das nove faixas, oito são instrumentais). CD altamente indicado para quem não gosta de guitarristas velozes. Nota 9.

JAKE E. LEE. Ex-guitarrista de Ozzy Osbourne. No primeiro Rock in Rio (1985) ele simplesmente humilhou todos os outros guitarristas do festival. Porém, no grupo Badlands e na carreira solo, ele não se saiu tão bem. Aliás, carreira solo de apenas um disco: “A Fine Pink Mist” (1996).

JAMES BYRD. “Son of Man” (1995). Nove faixas. Escute este CD da seguinte forma: vá direto até a faixa 9: In “My Father’s House”. Aperte a tecla repeat. Após duas horas de audição: guarde o CD. Nota 10 para “In My Father’s House”. Nota 7 para o restante do álbum. Yngwie Malmsteen é a principal influência de James Byrd, mas em “In My Father’s House“ ele conseguiu superar o mestre. Impressionante!

JASON BECKER. “Perpetual Burn” (1988). “Shred” significa retalhar, picar, estraçalhar. Musicalmente, shred é o estilo dos guitarristas que tocam dois milhões de notas por segundo e sempre em alta velocidade (de vez em quando eles pisam no freio...). Nota 8 para este álbum e uma nota triste. A última notícia que eu tenho sobre Jason Becker: ele vive atualmente em uma cadeira de rodas e só consegue movimentar os olhos!

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JEAN-PASCAL BOFFO. “Carillions” (1987). Rock progressivo instrumental. Guitarrista francês. Dez faixas excelentes e uma das mais belas capas do prog-francês. Nota 10. Curiosidade: “Jeux de Nains”, de 1986, é o álbum de Jean-Pascal Boffo que inaugurou o selo francês Musea. A história se repetiu: “Tubular Bells”, do Mike Oldfield, inaugurou o selo Virgin.

JEFF WATSON. “Lone Ranger” (1992). Muitos convidados ilustres neste CD: Allan Holdsworth, Steve Morse, os baixistas Bob Daisley e Randy Coven, entre outros. O problema é que as composições de Jeff Watson são raquíticas. Nota 7. Na longa lista de Thanks, uma surpresa: Morgan Fairchild. Para muitos ela é apenas uma atriz norte-americana. Para mim, ela é uma das mulheres mais belas do mundo!

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(Acima, Morgan Fairchild, abaixo, Jeniffer Batten:

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JENNIFER BATTEN. “Momentum” (1997). Antecipadamente já peço desculpas às feministas xiitas, mas eu nunca perco uma piada: finalmente apareceu uma calcinha! Chega de tanta cueca! Jennifer deu aula no GIT, é loura, linda e ainda integrou a banda do Jeff Beck. “Momentum” é jazz-rock. A maioria das músicas gira em torno de 9 minutos. Nota 8.

JOE PERRY. Guitarrista do Aerosmith. Em 1975, no LP “Toys in the Attic”, ele gravou um dos melhores riffs de guitarra da história do rock: o riff de “Walk this Way”. Para um riff de guitarra ser considerado perfeito, ele precisa ser curto e simples. É completamente o oposto de um solo de guitarra: os melhores solos são longos e extremamente complicados. O riff de “Walk This Way” é perfeito, mas o melhor disco do Aerosmith foi lançado em 1989: “Pump”.

JOE WALSH (& DON FELDER). Vamos direto ao maior dueto de guitarras da história do rock: a parte final de “Hotel California”, do grupo Eagles. O disco saiu em 76 e quando o “clip” (na verdade, trecho de um show) passou na TV pela primeira vez, eu quase enfartei! Aquela Gibson de dois braços do Don Felder, as caretas guitarrísticas do Joe Walsh... Repito: é o maior dueto de guitarras do século 20! Só aceito discutir esta questão na presença do meu advogado. Nota 10.

JOHN ABERCROMBIE: “Characteres”. (1978). O jazz da gravadora ECM. Disco 100% solo. Acoustic and electric guitars, electric mandolin (e nada mais). Música relaxante e suave. Nota 8.

JOHN ETHERIDGE. “Ash” (1992). Jazz-rock. Ex-guitarrista do Soft Machine. Seis composições dele e seis covers. Destaque: “Little Wing” (Jimi Hendrix). Nota 8.

JOHN JORGENSON. Ele é o líder do grupo The Hellecasters (Hell+Stratocaster/Telecaster). The Hellecasters é um trio de country rock

instrumental: Will Ray e Jerry Donahue também são guitarristas. A obraprima

nasceu em 1993: “The Return of the Hellecasters”. Nota 10.

JOHN PETRUCCI. Guitarrista do Dream Theater. Em 1998, ele foi convidado pelo baterista de seu grupo (Mike Portnoy) para, junto com Tony Levin (baixo) e Jordan Rudess (teclado), completar a formação de um projeto que foi batizado como Liquid Tension Experiment. O disco foi gravado em apenas seis dias e é uma obra-prima. Nota 10.

JOHN SCOFIELD. Guitarrista de jazz-rock com um passado glorioso: tocou com Miles Davis. Conheço apenas 12 álbuns. Acredite: é pouco. Ele já deve ter gravado uns 30 discos! O disco “A Go Go” (1998) é excelente, mas eu não sei informar qual é o melhor álbum de John Scofield (Continuarei pesquisando).

JOHNNY WINTER: “Still Alive and Well” (1973). Blues, rock e country. Em CD, duas bonus tracks: “Lucille” (Little Richard) e “From a Buick Six” (Bob Dylan). Nota 8.

(The) JON FINN (Group). “Don’t Look So Serious” (1994). Guitarrista virtuose e criativo. As composições originais são excelentes e ainda há uma cover de “Hoedown” (Aaron Copland) que ficou bem próxima da cover definitiva: a versão ao vivo feita pelo Emerson, Lake & Palmer. Nota 9.

(continua...)

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David Gilmour é o guitarrista do Pink Floyd. Nessa lista de trinta guitarristas, Gilmour é o único que não é virtuose. Ele é um excelente compositor, mas durante as gravações floydianas é comum ele chamar outros guitarristas para tocar o que ele não consegue. Isto é incrível, mas mais incrível ainda é que ele não tem vergonha de declarar este fato em entrevistas. Fiquei deprimido durante dois dias quando soube que Lee Ritenour tocou no álbum “The Wall”, em “One of my Turns”.

Preciso voltar ao tema “velocidade guitarrística”, pois quero deixar bem claro que admiro, com a mesma intensidade, os guitarristas velozes e os que só andam em primeira marcha. O que realmente importa é a composição. Se o guitarrista for um bom compositor, não importa se o solo de guitarra está sendo feito a “20 Km/h ou 360 Km/h”.

David Gilmour não consegue tocar rápido e isto é ótimo: ele é o melhor guitarrista mais lento do mundo.

Mumia so por esta descrição tao correcta da genialidade de David Gilmour, valeu a pena ter lido este post longuissimo...

Obrigado B)

E por estes pequenos esclarcimentos historicos que a maioria desconhece

Van Halen registrou a composição Eruption, o belíssimo solo de guitarra que popularizou as técnicas de tapping/two hands. Mas é sempre bom repetir: Steve Hackett, em 1971, foi o pioneiro.

Ainda recentemente na Aula Magna se comprovou este facto com os Musical Box

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Guest Bandalho   
Guest Bandalho

DAVE MURRAY (& ADRIAN SMITH). Sem maiores delongas: entre 1980 e 2002 não surgiu nenhum grupo de heavy metal mais interessante do que o Iron Maiden. Pergunta difícil: qual é o melhor álbum do grupo? “The Number of the Beast” (1982) ou “Piece of Mind” (1983)?  (viu, Bandalho ?)

Obviamente, e quer se queira quer não, os guitarristas de Maiden são sempre referenciados quando toca a falar de boas guitarradas... esta é a verdade :angry: :lol:

Relativamente a essa pergunta, eu respondo Piece of Mind. O The Number of the Beast é um album marcante na carreira de Maiden e na história da música. Esse album rompeu muitas barreiras e muitos preconceitos musicais. Não é por ser pesado, mas pelo contexto do album. No entanto, considero o Piece of Mind um album musicalmente mais completo.

Mas para mim, o melhor album de Maiden será o Seventh Son Of Seventh Son, mas no contexto de melhor guitarra, considero o Piece of Mind um excelente album guitarristico.

(este tópico ía-me passando ao lado... eu frequento pouco esta área :lol: )

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A Múmia    0

(continuação...)

KENNY HAKANSSON. “Spelar Ganglatar Och Springlekar” (1978). Nos anos 70 ele foi um dos guitarristas do Kebnekaise: grupo sueco de rock progressivo. Disco 100% solo que pode ser definido como uma “reunião” de diversos estilos do folk escandinavo. A maioria das músicas é tradicional, mas o arranjo foi feito por ele. O álbum é interessante, mas as músicas são muito parecidas. Nota 8.

LARRY CARLTON. “Last Nite” (1987). Jazz-rock. Gravado ao vivo. Seis faixas, mas duas são covers: “All Blues” e “So What” (ambas compostas por Miles Davis). Nota 8.

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LARRY CORYELL. Um dos grandes nomes da história do jazzrock, ao lado de Mclaughlin, Holdsworth e Meola. Está na ativa desde os anos 70. O álbum “Back Togheter Again” (1979) é excelente, mas eu indicarei um álbum mais recente: “Cause and Effect” (1998). Mais um projeto do baterista Steve Smith. O tecladista Tom Coster completa o trio. Nota 9.

LESLIE WEST. “Live” (1993). Hard rock. Todo disco ao vivo de guitarrista deveria começar assim. Faixa 1: “Intro Guitar Solo”. Mas o grande momento é “Theme for an Imaginary Western”. Nota 9

MANNY CHARLTON (& ZAL CLEMINSON). Os dois guitarristas do Nazareth que atuaram brilhantemente no álbum “No Mean City” (1978). Considero Star uma das melhores baladas da história do hard rock.

http://albums.allofmp3.com/m3u.shtml?file=...n_city.prev.mp3

MANUEL GOTTSCHING. Rock progressivo. Ex-integrante do grupo alemão Ash Ra Temple. Em 1974, ele lançou o álbum “Inventions For Electric Guitar”, uma experiência radical: todas as notas e efeitos foram extraídos apenas de uma guitarra elétrica. Imagine o prog-eletrônico do Tangerine Dream se acasalando com o minimalismo de Phillip Glass. O disco também é conhecido como “Ash Ra Temple VI”. Nota 9.

MARC BONILLA. Ele lançou dois álbuns. “EE Ticket” (1991): Nota 8. Keith Emerson toca piano em uma faixa: “White Noise”. “American Matador” (1993): Nota 9. Além das boas composições, três covers: “Prélude” (Maurice Ravel), “I Am the Walrus” (Beatles) e “A Whiter Shade of Pale” (Procol Harum). Esta última em duas versões: instrumental e com vocal (Glenn Hughes, ex-Deep Purple).

MARC RIBOT: “Rootless Cosmopolitans” (1990). Ele tocou com, entre outros, Tom Waits e Lounge Lizards. CD indicado para quem aprecia free-jazz e está preparado para ouvir versões “estranhas” de “The Wind Cries Mary” (Hendrix) e “While my Guitar Gently Weeps” (Beatles). Nota 9.

MARK KNOPFLER. Vamos direto ao que interessa: “Sultans of Swing”, do grupo Dire Straits, é uma obra-prima. É a melhor composição de Mark Knopfler. Sobre a carreira solo não posso comentar, pois não levo a sério discos de trilha sonora. 90% da carreira solo é trilha sonora. Não faz sentido escutar um CD de trilha sonora sem ter visto o filme. Ele compôs diversas trilhas, mas não me interessei pelos filmes (diretores do 3° escalão, roteiros meia-boca, etc).

MARTIN BARRE. Guitarrista do Jethro Tull. Todo prog-fã tem o seu disco preferido: o meu é “Thick As a Brick” (1972). Da carreira solo conheço apenas “The Meeting” (1996) 11 faixas. Programe no seu CD Player as músicas ímpares: 3, 5, 7, 9 e 11. São instrumentais e interessantes. No restante você encontrará a voz insuportável de uma mulher: Maggie Reeday. Nota 8.

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MARTY FRIEDMAN. No início, o shred clássico: muita “correria”. Depois ele integrou o Megadeth (thrash metal). True Obsessions é o seu melhor disco. Das dez faixas, oito são instrumentais. O riff de “Rock Box” é adrenalina pura! “Farewell” irá agradar fãs de prog-rock. Nota 9. (ouçamos...)

http://albums.allofmp3.com/m3u.shtml?file=...ck_box.prev.mp3

MICHAEL ANGELO. “No Boundaries” (1994). Shred. Ele toca em uma guitarra Washburn de dois braços, mas em forma de V. Duplo shred. Nota 8.

MICHAEL LEE FIRKINS. “Chapter Eleven”. No encarte e na capa não consta o ano. Provavelmente, 1991 ou 1992. 80% é country rock instrumental. Nota 8.

MICHAEL SCHENKER. Ex-guitarrista do Scorpions e do UFO. Formou o Michael Schenker Group em 1980. Indico um álbum mais recente: “Adventures of the Imagination” (2000). O disco tem um sub-título: “Electric Instrumental”. Nota 9.

MICK BOX. Guitarrista do grupo Uriah Heep. O melhor dos cinco primeiros álbuns está no disco “Live” (1973). Aquisição obrigatória. Nota 10.

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MICK TAYLOR. Considero a música “Time Waits For no One” como um dos maiores momentos guitarrísticos dos Rolling Stones. Álbum: “It’s Only Rock ‘N ‘ Roll” (1974). O curioso é que Mick Taylor saiu dos Rolling Stones justamente por não ter recebido crédito como um dos coautores de “Time Waits For no One”!! Os discos da carreira solo não me sensibilizaram.

("Time Waits For No One"

http://albums.allofmp3.com/m3u.shtml?file=...no_one.prev.mp3

MIKE OLDFIELD. Em 1999, ele lançou um CD que, pelo título, deveria ser o seu melhor disco. Título: “Guitars”. Minha nota: 7. O melhor disco de Mike Oldfield ainda é o “Tubular Bells” (1973): obra-prima do primeiro ao último segundo.

MIKE STERN. “Upside Downside” (1986). Jazz-rock (ou jazz?). No consenso quase unânime da crítica especializada (nacional/internacional) este é o melhor disco de Mike Stern. Para mim é complicado analisar um disco solo de guitarrista que está repleto de solos de saxofone (Bob Berg e David Sanborn). Sobre as composições, prefiro não expressar o que eu penso sobre “After You”. Nota 7.

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NEAL SCHON. Entre 1981 e 2001, o ex-guitarrista do Journey lançou sete álbuns. Mas eu quero destacar “Don’t Stop Believin’” (o maior hit do Journey). OK, é rock arena, tocou em todas as FMs do mundo – tocou até em AM – mas eu vejo esse hit com outra visão. O segundo solo do Neal Schon dura apenas 16 segundos. Isto significa que, em 1981, uma grande parte da população mundial que escuta rádio, conheceu, simultaneamente, um belíssimo solo de guitarra. Mas fica a grande dúvida: a maioria dos ouvintes prestou atenção no solo de guitarra ou se concentrou apenas no refrão? “Don’t Stop Believin’” foi registrada no álbum “Escape” (1981).

"Don't Stop Believin' "

http://albums.allofmp3.com/m3u.shtml?file=...ievin_.prev.mp3

(The) NELS CLINE (Singers). “Instrumentals” (2002). Um trio liderado pelo guitarrista Nels Cline. Baixista: Devin Hoff. Batera: Scott Amendola. Jazz-rock inclassificável, pois há momentos nervosos, cool jazz e vanguarda. Nota 9.

NICKY SKOPELITIS. Ele tocou em oito álbuns do grupo The Golden Palominos e, entre outros, em dois discos do baterista Ginger Baker. Na discografia solo, três álbuns experimentais: “Next to Nothing” (1989), “Ekstasis“ (1993) e “Revelator” (2001). Este último é o melhor e foi gravado em parceria com o guitarrista Raoul Bjorkenheim. São quatro faixas de 15 minutos. Nota 9.

PAUL KOSSOF. Ex-guitarrista do grupo Free (hard rock). Entre 1969 e 1973, foram sete álbuns. É óbvio que indicarei o disco “Fire and Water” (1970). Motivo: “All Right Now”. Ele faleceu em 1976. Tinha apenas 26 anos.

PHILIP CATHERINE. “Sleep my Love” (1979). Prog-jazz. Ele toca guitarra acústica, elétrica e sintetizada. Charlie Mariano (sax e flautas) e Jasper Van’t Hof (teclados) são os outros músicos. Não há baixo nem bateria! Nota 10.

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RAY FENWICK (& MICK GRABHAM). Respectivamente, exguitarristas do Spencer Davis Group e do Procol Harum. Em 1972 eles “quase” lançaram o álbum “Guitar Orchestra”. O disco não saiu porque a Elgar Society não autorizou a coverização guitarrística para “Pomp and Circumstance” (composta por Sir Edward Elgar: 1857 – 1934). O álbum só foi lançado em 1997! (as composições de Elgar passaram a ser public domain). Com muita pompa, “Pomp and Circumstance” (9:04) inicia este CD, que tem outras faixas instrumentais e uns hard rocks setentistas. A capa é simplesmente um l-u-x-o!!! 35 (trinta e cinco) guitarras e “trocentos” amplificadores vintage: Vox e Marshall. Nota 8 para as composições. Nota 10 para a capa do disco.

REEVES GABRELS. Ele ficou conhecido quando integrou o Tin Machine (grupo liderado pelo David Bowie). Na discografia solo, apenas dois álbuns: “The Sacred Squall of Now” (1995) e “Ulysses – Della Notte” (1999). O problema nestes discos é que ele resolveu “cantar” em alguns

tracks e também convidou “vocalistas” estranhos (o ator Gary Oldman canta no primeiro disco). A melhor composição instrumental de Reeves Gabrels está registrada no álbum “Guitar’s Practicing Musicians Vol.2”. Título :

“McCarthy at the Levee”.

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RICHARD PINHAS. Ele foi o líder do Heldon: grupo de rock progressivo francês. Os sete álbuns do Heldon foram lançados entre 1974 e 1979. O mais guitarrístico é o segundo: “Allez Teia” (1975). Neste CD o grupo é um duo: Richard Pinhas: guitarras, sintetizadores, Mellotron e tapes. Georges Grumblatt: guitarras, sintetizadores e Mellotron. As sete composições foram inspiradas na parceria Robert Fripp/Brian Eno. Isto já fica claro no título da primeira faixa: “In the Wake of King Fripp” (não existe homenagem guitarrística mais explícita!!!). Agora, o melhor: o disco é bastante original. Nota 9. Detalhes: (1) Allez Teia significa: a verdade. (2) A capa do CD é uma foto clássica: um soldado francês se preparando para descer o cacete em um estudante que acaba de levar um tombo – uma cena extremamente violenta. A carreira solo de Richard Pinhas iniciou-se em 1977. Curiosidade: no álbum “L’ Ethique” (1982) o filósofo Gilles Deleuze (1925 – 1995) participa de duas faixas.

ROBIN GUTHRIE. Guitarrista do grupo Cocteau Twins. O CD “Treasure”, lançado em 1984, é excelente. Um álbum muito requintado para ser classificado apenas como pop. Ele detona nos overdubs de guitarra e Elizabeth Fraser canta “letras que não existem” (ela “cria” palavras, preocupando-se apenas com o efeito sonoro que elas causarão). Nota 9.

ROBIN TROWER. “Bridge of Sighs” (1974). Blues-rock. Ele saiu do Procol Harum em 1971. Este é o 2° álbum solo. O maior destaque é a faixa título. Na versão remasterizada há cinco bonus-tracks. Nota 8

ROBBEN FORD. “Tiger Walk”. (1997). Jazz-rock com pitadas de blues. Dez faixas instrumentais. Composições sublimes. Solos admiráveis. Nota 10.

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RORY GALLAGHER. “Irish Tour ’74” (1974). Blues-rock. O debulho guitarrístico rola solto nas faixas mais longas deste play: “A Million Miles Away” (9:31) e “Who’s That Coming” (10:01). Nota 8.

"A Million Miles Away"

http://albums.allofmp3.com/m3u.shtml?file=...s_away.prev.mp3

"Who's That Coming"

http://albums.allofmp3.com/m3u.shtml?file=...oming_.prev.mp3

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RON THAL. “The Adventures of Bumblefoot” (1995). Virtuosismo e senso de humor refinado. A guitarra principal é a Swiss cheese guitar: uma guitarra com a forma de um queijo suíço, isto é, cheia de buracos. Destaques: “Q Fever”, “Malignant Carbuncle” e “Fistulous Withers”. Nas três, uma pequena influência de Steve Vai. Nota 9.

ROY BUCHANAN. “You’re Not Alone” (1978). Quase toda a discografia é constituída por álbuns de blues. QUASE! “You’re Not Alone” é um álbum de... ROCK PROGRESSIVO!! Os timbres de guitarra na faixa título (oito minutos!) e em “Fly ...Night Bird” (7:40) são simplesmente inacreditáveis! Por favor: pare de ler imediatamente e compre este disco agora. Nota 10. (ouçamos...

http://albums.allofmp3.com/m3u.shtml?file=...t_bird.prev.mp3

RY COODER. Ele toca guitarra, banjo e violão, mas se notabilizou na slide guitar. Seu segundo melhor álbum é a trilha do filme “Paris, Texas”: o melhor filme de Wim Wenders (seu nome inspira um trocadilho: “Wimvenders e aprendenders”). O melhor disco foi lançado em 1993: “Ry Cooder & V.M. Bhatt”. “A Meeting by the River”. Vishwa Mohan Bhatt é indiano e emprega a técnica de slide em um instrumento de 20 cordas construído por ele: Mohan Viná. Ry Cooder encontrou-se com V.M. Bhatt em uma capela, na Califórnia, e o resultado é este CD: quatro faixas acústicas e totalmente improvisadas. Nota 10.

SCOTT McGILL. “Addition by Subtraction” (2001). Problema: o guitarrista gosta MUITO do Allan Holdsworth. Por outro lado, o baixista Michael Manring está detonando. Nota 7 para o guitarrista. Nota 10 para o baixista.

SHAWN LANE. “Powers of Ten” (1992). 11 faixas devagar quase parando. Nota 7. Shawn Lane está melhor em “Temporal Analogues of Paradise”: CD do baixista Jonas Hellborg. Jazz-rock. Nota 9.

SLASH. Ex-guitarrista do Guns‘n‘Roses. Nunca tive um disco do Guns, mas assisti a todos os videoclipes. O que mais me impressionou foi a guitarra da música “November Rain”. Aliás, todas as partes guitarrísticas desta canção são excelentes. Há uma falha gravíssima no clipe. Eles estão dentro de uma igreja enorme (cabem umas 500 pessoas). No momento do belíssimo solo, Slash sai da igreja (dúvida teológica: é pecado fazer solo de guitarra dentro de uma igreja?) e se desloca para uma área deserta. Então, a produtora do clipe providenciou uma igreja minúscula (de papelão?) com capacidade para abrigar apenas um anão!

STANLEY JORDAN. Ele criou uma técnica conhecida como touch technique: a guitarra é tocada como se fosse um piano. Devido à belíssima cover de “Stairway to Heaven”, indico o álbum “Flying Home” (1988). Se bem que as baterias eletrônicas de algumas faixas... Nota 8.

STEVE FISTER. “Shadow King” (1996). Ele já tocou (ainda toca?) no Steppenwolf. Fister é um guitar hero criativo que conta com Greg Bissonette e Stu Hamm em todas as onze faixas deste CD. A faixa título é um blues instrumental de arrepiar os cabelos. Nota 9.

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STEVE HILLAGE. Rock progressivo. Ex-guitarrista do grupo Gong. Iniciou a carreira solo em 1975. Até 1978 foram mais três discos. O melhor dessas quatro bolachas está registrado no excelente “Live Herald” (1979). Prepare-se para as fortes emoções de “Meditation of the Dragon”. Nota 10.

STEVE KHAN. Guitarrista de jazz-rock. A audição do CD “Casa Loco” (1983) foi a última tentativa que eu fiz para descobrir qual é o disco legal de Steve Khan. No total foram oito discos, ou, oito tentativas. Eu desisto!

STEVE STEVENS. No currículo, um passado negro: ele tocou com Michael Jackson e Billy Idol. Cabe aqui uma piada politicamente incorreta: o passado não é mais negro, pois agora o Michael Jackson é branco. Em 1997, o baterista Terry Bozzio convidou Steve Stevens e o baixista Tony Levin para gravar um CD com composições improvisadas. Resultado: “Black Light Syndrome” (gravado em apenas quatro dias). Foi esse projeto que inspirou a criação do Liquid Tension Experiment. O disco já começa com uma porrada progressiva: “The Sun Road” (quase 15 minutos!). Que legal: os anos 70 voltaram! Nota 10.

STEVE TIBBETS. Infelizmente perdi meu precioso tempo ouvindo três álbuns que não me sensibilizaram: “Northern Song” (1982), “Exploded View” (1986) e “The Fall of Us All” (1994). Nota 7 (para os três discos).

STEVIE RAY VAUGHAN. Blues-rock. Uma grande parte da crítica especializada (nacional e internacional) afirma que ele foi um gênio. Escutei todos os álbuns e não consegui captar essa genialidade. Como eu não sabia que disco indicar ao leitor, fiz uma pesquisa informal com 12 fãs do guitarrista. Desse total, dois são críticos musicais. O resultado da pesquisa: “Texas Flood” (3 votos) e “Couldn’t Stand the Weather” (9 votos).

(continua...)

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A Múmia    0

Stormbringer,

"...so por esta descrição tao correcta da genialidade de David Gilmour, valeu a pena ter lido este post longuissimo..."

Fico feliz ter gostado. Agora, se você achou a matéria longa...ela ainda não acabou !

Abraço,

cc

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A Múmia    0

Errata: Storbringer, "fico feliz por você ter gostado..."

&

(continuação...)

GRANDES COMPILAÇÕES

Em 1987, a gravadora IRS lançou o projeto “No Speak”: álbuns instrumentais de diversos músicos. No volume 008 do projeto surgiu a série “Guitar Speak “(1988). “Guitar Speak II” saiu em 1990 e “Guitar Speak III” fechou a trilogia em 1991. Os três CDs são excelentes, mas indicarei apenas

as duas melhores faixas de cada disco.

“Guitar Speak”: 12 guitarristas. Top 1: “Captain Zlogg” (Hank

Marvin). Top 2: “Sharp on Attack” (Steve Howe).

“Guitar Speak II”: 10 guitarristas. Top 1: “Miranha” (Tony Iommi). Top 2: “Head the Ball” (Bernie Marsden).

“Guitar Speak III”: 10 guitarristas. Top 1: “Crystall Ball” (Nils Lofgren). Top 2: “A Life in Movies” (Steve Hackett).

Em 1989, a gravadora Guitar Recordings iniciou a série (quatro CDs) “Guitar’s Practicing Musicians”, que aqui será abreviada para GPM.

Em relação ao projeto “Guitar Speak”, duas diferenças: (1) Algumas faixas com vocais (2) A presença de baixistas. Indicarei, novamente, as duas melhores faixas de cada disco.

(1989) “GPM Vol. 1”: onze guitarristas e dois baixistas (Randy Coven e Billy Sheehan). Top 1: “El Becko” (Paul Gilbert coverizando Jeff Beck). Top 2: “NV 43345” (Billy Sheehan). Uma dica para fãs de Steve Vai: ele toca com o pseudônimo Reckless Fable na faixa 8: “Western Vacation” (grupo: Western Vacation).

(1991) “GPM Vol. 2”: quatorze guitarristas e dois baixistas: Sheehan e Coven. Top 1: “Galaxy 500” (Brad Gillis). Top 2: “Cliffs of Dover” – ao vivo (Eric Johnson).

(1994) “GPM Vol. 3”: quatorze guitarristas e um baixista: Jack Bruce. Top 1: “Satan’s Shorts” (George Lynch). Top 2: “Bombay Vindaloo” (Dream Theater).

Sobre o volume 4 desta coletânea, ficarei devendo as informações. Não possuo o CD. Na época do lançamento fiquei assustado com a presença de alguns pseudoguitarristas.

Em 1992, a revista Guitar World produziu o CD “Guitars That Rule the World”. São 13 faixas. Top 1: “Farm Fiddlin” (Zakk Wilde). Top 2: “I Understand Completely” (Paul Gilbert). Top 3: “Bumble Bee – Crash Landing“ (Nuno Bettencourt). Parece que a redação da revista encontrou alguma dificuldade no momento de escolher a capa. Quem está na capa do CD é o Chris Cornell (ex-integrante do grupo Soundgarden). O “problema” é que ele não tocou em nenhuma das 13 faixas!

É um consenso quase unânime: 90% da população mundial não gosta das músicas de Natal. Em 1997, Steve Vai encarou esse problema e apresentou uma solução brilhante: ele produziu o CD “Merry Axemas – A Guitar Christmas”. São 12 faixas. Os guitarristas: Kenny Wayne Shepherd, Eric Johnson, Jeff Beck, Brian Setzer, Joe Satriani, Steve Morse, Steve Vai, Joe Perry, Alex Lifeson, Richie Sambora, Tomoyasu Hotei e Paul Gilbert. Há uma “faixa” escondida: Steve Vai desejando “Merry Axemas and a Happy New Year”.

Em 1998, Steve Vai produziu a continuação do projeto: “Merry Axemas Volume 2 – More Guitars for Christmas”. Desta vez o baixista Stu Hamm entrou na jogada. Os guitarristas são: Steve Lukather, Neal Schon, Steve Stevens, Trevor Rabin, Zakk Wilde, John Sykes, Robin Trower, Al Di Meola e Ted Nugent.

“Guitar Battle” é uma compilação um pouco diferente das demais aqui apresentadas. São oito guitarristas: Steve Morse, George Lynch, Al Pitrelli, Brad Gillis, Michael Lee Firkins, John Petrucci, Andy Timmons e Reb Beach. Das seis faixas, cinco são covers. No encarte é especificado minuciosamente quem fez os solos em cada faixa. Tomando como exemplo a belíssima versão (instrumental) de “Something” (George Harrison):

- 0’00 / 0’44”: Al Pitrelli

- 0’44 / 1’20”: Brad Gillis

- 1’20 / 1’58” : Steve Morse

- 1’58 / 2’26” : Brad Gillis

- 2’27 / 3’05” : Michael Lee Firkins

- 3’05 / 3’34” : Reb Beach

- 3’35 / 4’13” : John Petrucci

- 4’15 / Final” : Steve Morse

As outras covers são: “Train Kept a Rollin’” (Tiny Bradshaw – Howie Kay – Lois Mann), “Memphis” (Chuck Berry), “Purple Rain” (Prince) e “Birdland” (Joe Zawinul). “Mambo King” foi composta pelo Al Pitrelli

Não tenho certeza, mas parece que este CD só saiu... no Japão... e... deve estar fora de catálogo... e... eu só vejo uma solução: CD-R. Sou a favor da pirataria de raridades – como esta – mas radicalmente contra a pirataria industrial, feita em grande escala: quem pirateia os CDs do Roberto Carlos, é bandido e tem que ir para a cadeia.

Uma grande decepção foi a coletânea “Guitar on the Edge”. Conheço apenas dois, dos cinco volumes. Há faixas bacanas (nenhuma inédita) de Allan Holdsworth, Steve Morse, etc, mas também há uns “guitarreiros”! Eu ainda me lembro de Shane Theriot, cujo currículo era apenas isto: foi aluno de Scott Henderson. Outro guitarrista tinha o seguinte currículo: fulano de tal venceu o concurso Paul Gilbert. Eu nem sabia que existia esse concurso, mas fiquei curioso: vence o concurso quem sola mais rápido?

(continua...)

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Guest Bandalho   
Guest Bandalho

Hum... estou a ver que tenho que imprimir este tópico para o ir lendo ao pouco. Parece-me haver aqui matéria bem interessante para a cultura musical de qualquer um.

Bom trabalho CC ;)

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A Múmia    0

(continuação...)

BRASIL, CORDAS, SEÇÃO 4

Seção 1: violonistas. Seção 2: violeiros. Seção 3: guitarristas de jazz.

Seção 4: guitarristas de rock. A história completa (biografia e discografia) de todos os guitarristas do Brasil é tema para um livro de, no mínimo, 200

páginas. Eu não pretendo encarar essa missão. Quero, aqui, indicar apenas alguns dos melhores guitarristas de rock.

LANNY GORDIN

Em 1979, conheci um cara que se apresentou como Ricardo Fripp Gordin. Ele era guitarrista e defendia a tese de que Robert Fripp e Lanny Gordin eram os dois melhores guitarristas do mundo. Eu disse que não conhecia Lanny Gordin. Expliquei que não gostava (continuo não gostando) dos discos do Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, etc, portanto, não conhecia os riffs do Lanny. Duas semanas após esse primeiro contato, ele me presenteou com uma fita cassete, uma montagem feita por ele: os melhores momentos guitarrísticos de Lanny Gordin. Gostei muito da fita e escutei direto durante um bom tempo. Infelizmente, em junho de 1980, Ricardo Fripp Gordin resolveu bater o recorde mundial de consumo de cocaína...

Em novembro de 2001, o selo Baratos Afins lançou o primeiro disco solo de Lanny Gordin. Título: “Lanny Gordin”. Sobre esse álbum, posso afirmar duas coisas: (1) É o melhor disco da Baratos Afins. (2) “O Pássaro” – título da faixa 5 – é uma obra-prima.

SÉRGIO DIAS

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O que mais eu posso dizer sobre o grupo Os Mutantes? Devo escrever que a guitarra virtuosa e criativa de Sérgio Dias está presente em todos os discos? Mas isso todo mundo já sabe! Na discografia solo ele alterna músicas brilhantes com momentos não muito inspirados. Em seu primeiro álbum (“Sérgio Dias” – 1979) há

cinco tracks instrumentais, mas o Caetano e a Gal estão em outras faixas.

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Por outro lado, considero a capa deste disco como nada mais nada menos do que a melhor capa de disco de guitarrista da história do rock!!! Exagero? Não. Apenas a verdade. A capa é uma seqüência de fotos belíssimas! Seus olhos estão fechados e o nariz está totalmente franzido. Ele está vivendo intensamente um solo de guitarra! Vou me repetir: é a melhor capa.

WANDER TAFFO

Em 2003 ele completará 30 anos de estrada, pois iniciou sua carreira em 1973, no Memphis (conjunto de baile que tocava, entre outros, Led, Purple, Yes e Genesis ). Após o Memphis, ele fez parte dos seguintes grupos: Made in Brazil, Joelho de Porco, Secos & Molhados, Gang 90 e Rádio Táxi. Em 1992 ele gravou o álbum Rosa Branca, com a banda Taffo. É nesse disco que está a melhor música da história do hard rock brasileiro: “Me Dê sua Mão”.

Outro dado importante na biografia de Wander Taffo é que em 1987 ele fundou o IG&T (Instituto de Guitarra e Tecnologia ), inspirado no GIT, dos Estados Unidos. A escola durou uma ano e meio, teve quase 700 alunos e professores ilustres como Mozart Mello e Faíska. Em 1997 Wander Taffo reativou o IG&T e o instituto cresceu, surgindo então a EM&T ( Escola de Música e tecnologia ) que oferece

cursos de violão, baixo, teclado, bateria e canto.

ROBERTINHO DE RECIFE

Em 1990, ele gravou uma obra-prima: “Rapsódia Rock”. Com certeza uma das melhores fusões de guitarra elétrica e música erudita. Quatro versões espetaculares: “Bolero” (Ravel), “Noturno nº 10” (Chopin), “Bachianas Brasileiras“ (Villa-Lobos) e o “Concerto para uma Voz” (Saintpreux). Das seis faixas compostas por ele, o destaque é “Transcendental”, com seus riffs satrianianos.

SÉRGIO HINDS

Em 1986, o guitarrista do Terço gravou um álbum instrumental: “Mar”. Guitarra sintetizada Roland, Yamaha DX-7 e bateria eletrônica. 50% do disco está datado, mas “Saxual” ainda é muito bacana (há um pequeno solo de sax, daí o nome: “Saxual”).

Todo mundo já sabe, mas não custa nada repetir: no álbum “Criaturas da Noite”, do grupo O Terço, está a sinfonia nº1 do rock progressivo sul-americano: “1974”.

MOZART MELLO

Nos anos 70, ele tocou no grupo Terreno Baldio (rock progressivo). Em 1983, ele participou do último disco do grupo D’Alma: André Geraissati (violão do centro) Mozart Mello (violão do canal direito) e Ulisses Rocha (violão do canal esquerdo). Nesse álbum, Mozart Mello é o autor de duas faixas excelentes: “ETs” e “Correndo na Veia”. Nos últimos 20 anos ele se consagrou como o melhor professor de guitarra do Brasil.

André Geraissati foi entrevistado por Alexandre Posendoro no número 19 da revista Cover Guitarra. Nessa entrevista há uma revelação surpreendente: (...) E por fim gravam o primeiro disco, só de composições próprias, chamado “A Quem Interessar Possa”. Foi quando, em 1980, o guitarrista John McLaughlin veio tocar no Brasil e conheceu o D’Alma. “Eu dei uma fita demo ao cara e dois meses depois veio um contrato da companhia que editava o McLaughlin, propondo lançar o disco no mundo. Anos depois, em 82, o John McLaughlin, o Al Di Meola e o Paco de Lucia fizeram aquele trio baseados no D’Alma. Eu tenho ‘500 mil’ matérias onde

eles próprios admitem isso. Mesmo porque, até 82, o D’Alma já tinha tocado em todos os grandes festivais europeus” confirma Geraissati (...).

Um dos maiores mistérios do universo guitarrístico brasileiro é esta questão: por que Mozart Mello ainda não gravou um disco solo? Valmyr Tavares entrevistou o guitarrista no número 6 da revista Guitar Class. A seguir, um trecho da entrevista;

- Guitar Class – “E um CD seu, com suas composições?”

- Mozart Mello – (...) “Tenho participação em milhões de CDs, fiz arranjos, mas não tenho tempo para parar e fazer o diabo do CD. O máximo que consigo é montar um showzinho meia-boca para circular e viajar.” (...)

Dois comentários: (1) Eu gostaria de ser Bill Gates durante 30 minutos. Uma das minhas ordens: depositar dois milhões de dólares na conta bancária do Mozart Mello. Com esta grana ele pode parar de dar aulas e começar a gravar discos. (2) Os cinco melhores shows que eu assisti foram: (1) Emerson, Lake & Palmer (Palace). (2) Steve Vai (Olympia). (3) Jethro Tull (Ginásio do Ibirapuera). (4) Joe Satriani (Olympia). (5) Mozart Mello & Albino Infantozzi (Expomusic). Foi um show de apenas 40 minutos, mas inesquecível: apenas guitarra e bateria. Repetindo: inesquecível!!

FAÍSKA

Faíska é o apelido de José Eduardo Fernandes Borges. Ele está na ativa desde os anos 70. “Nevoeiro”, seu primeiro álbum, saiu em 1990. Duas faixas (“A.H.” e “Dreg’s”) homenageiam, respectivamente, Allan Holdsworth e Steve Morse. Disponível apenas em vinil. “Stratosfera”, seu segundo disco, foi lançado (em CD) em 1995: 11 faixas excelentes.

FRANK SOLARI

Em 1994, com apenas 22 anos, este guitarrista gaúcho lançou o seu primeiro disco: “Frank Solari”. O virtuosismo e a criatividade em “Green Eyes” são impressionantes. Em exatamente três minutos ele nos apresenta uma obra-prima guitarrística.

“Um Círculo Mágico” saiu em 1988. Das 11 faixas, duas são excelentes: “La Dolce Vita” e “Highlands”. Mas o primeiro álbum é melhor.

TRITONE

Tritone é um grupo/projeto que reuniu três guitarristas: Eduardo Ardanuy (Dr. Sin), Frank Solari e Sérgio Buss (ele foi assistant engineer de Steve Vai no álbum “Alien Love Secrets”). O disco saiu em 1998: “Just For Fun (and Maybe Some Money...)”. Dez faixas instrumentais: “Rising” e “Prayer (of a Sinner)” são as minhas preferidas. Márcio Sá é o autor das ilustrações da capa e do encarte. Detalhes: (1) Jimi Hendrix observando tudo. (2) As fadas de “Passion & Warfare”. (3) Uma garota com mini-blusa do IG&T. Enfim, um belo encarte.

RODRIGO ALVES

Se o leitor ler o encarte, encontrará o meu nome na lista de agradecimentos. Eu explico: em 1996, na revista Rock Brigade, fiz uma crítica da demo de “Suddenly”. Em 1997, Rodrigo Alves transformou a demo em um\ CD. “Suddenly” é um excelente disco de soft-jazz-rock.

ALEX SABA

(1996) “Angel’s Dream”: primeiro disco do guitarrista. Um álbum excelente que pode ser definido como rock progressivo 100% instrumental com algumas pitadas de jazz-rock. São 17 faixas: quase 70 minutos. Além das belas composições, gostei muito do que está escrito na contra-capa: “Nobody sings Nothing”.

FABIO GOLFETTI

Guitarrista e vocalista do grupo Violeta de Outono ( para os íntimos: VDO ).Classifico o som do VDO como prog-pop-rock-psicodélico. Dia Eterno é um hit bacana e grudento: uma das melhores canções do rock brasileiro dos anos 80. Sombras Flutuantes é Rock Progressivo nota dez ! A veia psicodélica do VDO está presente na maioria das faixas do álbum Mulher na Montanha.

Nós - os fãs de carteirinha do Violeta - estamos aguardando ansiosamente o novo álbum. O disco deverá ser lançado em março de 2003. Sobre esse futuro CD, posso adiantar o seguinte: ( 1 ) Título: Ilhas. ( 2 ) Doctor Floyd, uma das faixas, é simplesmente maravilhosa ! ( 3 ) A capa deste Cd é nada mais nada menos do que uma das melhores capas da história do rock nacional ! Acredite: eu não estou exagerando ! Aguarde e confira !

Jimmy Page, Steve Howe, David Gilmour e Daevid Allen são as principáis influências de Fabio Golfetti. Infelizmente, ninguém é perfeito: ele não gosta do Satriani ! ! ! E o pior é que ainda tem mais . Ele rebatizou o guitarrista : "Joe Chatriani " ! ! Excluindo esse problema Satrianiense, Fabio é um cara muito legal !

Preciso registrar um fato e uma curiosidade. O fato: O Violeta De Outono já abriu shows de três importantes nomes do cenário progressivo mundial: Pär Lindh Project, Camel e Focus. Durante a ECO-92, o grupo Invisible Opera Company of Tibet (projeto paralelo de Fabio Golfetti) abriu o show do guitarrista Daevid Allen em Brasília.

A curiosidade: em 1987 o Violeta De Outono gravou um clip para o programa Fantástico, da Rede Globo (música: Dia Eterno). O clip não foi ao ar por um motivo ridículo: no dia da exibição, a produção do Fantástico resolveu exibir um Clip do grupo Titãs. Segundo as "leis do Fantástico", não se pode exibir dois clipes musicais numa mesmo programa ! ! ! ("tradução": forças ocultas)

(continua...)

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A Múmia    0

(parte final)

G.E.D.I.E.P.F.P.G.E.

O significado das iniciais do título: guitarristas e discos indicados exclusivamente para fanáticos por guitarras esquisitíssimas.

Para a maioria dos guitar-fãs, essas guitarras “esquisitíssimas” já apareceram nos capítulos anteriores. Estou me referindo aos discos de Robert Fripp, Adrian Belew e David Torn, entre outros. Para mim, não há nada de estranho nesses discos. Um dos primeiros CDs que eu adquiri foi o “Let the Power Fall”, do Robert Fripp.

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No dia da aquisição escutei pelo menos umas três vezes, mas conheço aproximadamente uns vinte fanáticos por discos de guitarristas que não encaram nem a primeira faixa. Todo esse preâmbulo é para comunicar ao leitor que indicarei alguns discos que são “200 vezes mais esquisitos” do que o álbum “Let the Power Fall”.

Para entender e apreciar esses discos, é necessário que o leitor goste de: (1) Música erudita do século 20, principalmente, John Cage e Arnold Schoenberg. (2) Free jazz e improvisações. Também é preciso esquecer, completamente, o significado dessas palavras: canção, refrão, harmonia e melodia.

DEREK BAILEY

O guitarrista nasceu em 29 de janeiro de 1932, em Sheffield, Yorkshire, Inglaterra. Ele é um dos mestres de Fred Frith, Henry Kaiser, Elliott Sharp e, como já vimos, também é admirado pelo Pat Metheny.

Em LP o seu sétimo disco saiu em 1975: “Diverso N. 2”. Em CD esse álbum foi rebatizado: “Improvisation”. Formação: Derek Bailey: guitarra elétrica. Ele entrou em estúdio e durante 43 minutos improvisou 14 músicas. Portanto, o CD tem 43 minutos. Títulos das faixas: “M1”, “M2”, ... “M14”. Eu suponho que M deve significar “Music”.

FRED FRITH

Ele foi o líder do grupo inglês Henry Cow. Entre 1973 e 1978, a banda lançou seis discos. Considero “Western Culture” (1978) um dos dez melhores discos do mundo!

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Na discografia solo é preciso fazer uma distinção entre vinil e CD, referente à trilogia “Guitar Solos”. Em vinil: “Guitar Solos” (1974), “Guitar Solos 2” (1976) e “Guitar Solos 3” (1978). As três bolachas foram condensadas em apenas um CD. Muitas composições ficaram de fora. No vinil do “Guitar Solos 2” são quatro guitarristas tocando individualmente: Fred Frith, Derek Bailey, Hans Reichel e G. F. Fitzgerald. Em CD só entraram as faixas do Fred Frith. Por outro lado, há cinco bonus-tracks gravadas em 1988. Enfim, este excelente CD acabou ficando com 18 faixas e quase 75 minutos. A foto da contra-capa é histórica: ele toca com uma palheta gigantesca que aparenta ser um pedaço de metal bastante reluzente. Ainda sobre a foto: nas cordas da guitarra ele colocou uns grampos...

HENRY KAISER

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Ah! Finalmente! Vamos direto para a obra-prima nº 1 do guitar player que, guitarrísticamente falando, é maluco! Título: “Lemon Fish Tweezer”. Sub-título: “A History of Henry Kaiser’s Solo Guitar Improvisations - 1973/1991”. O álbum foi lançado em 1992 pela Cuneiform Records.

Estamos caminhando para o final dessa obra e parece que terei que reavaliar tudo que já foi escrito até aqui. “Lemon Fish Tweezer” precisa entrar na lista dos dez melhores discos da história da guitarra elétrica! Não comentarei nenhuma faixa, pois quero que o leitor fique curioso e adquira o CD.

Eu acredito em seres extraterrestres. Henry Kaiser é um marciano sangue bom: ele toca guitarra. Os marcianos – de sangue ruim – jogaram dois aviões no World Trade Center e um no Pentágono.

ELLIOTT SHARP

Entre 1977 e 2002, ele lançou 35 álbuns. Sua carreira pode ser dividida em três partes: (1) Discografia solo super-hiper eclética. (2) Os discos com o grupo Carbon. (3) Discos em parceria com a Zeena Parkins (ela toca harpa e harpa elétrica).

Confira, em quatro discos, um pouco do ecletismo musical de Elliott Sharp.

(1987) “In the Land of the Yahoos”. É o disco “pop” do guitarrista. Ele sampleou vocalistas de dance music e cometeu outras barbaridades.

(1988) “Larynx”: neste CD o grupo Carbon está com 13 integrantes

(geralmente gira em torno de 5). Desse total, quatro são bateristas.

(1989) “Hammer, Anvil, Stirrup”: música erudita contemporânea. Aqui ele é apenas o produtor e compositor de sete músicas executadas por um quarteto de cordas.

(1994) “Terraplane”: um disco de blues tradicional, repleto de covers: músicas de Elmore James, Freddie King, etc.

Bem, vamos partir para as guitarras “iskkizzittas”. Recomendo dois discos.

(1994) Dyners Club. Músicos: apenas quatro guitarristas. Elliott Sharp, Roger Kleier, John Myers e David Mecionis. Destaque para a composição Zappin’ the Pram (17 minutos).

(1998) “Guitar Oblique”: Músicos: apenas três guitarristas: Elliott Sharp, Vernon Reid e David Torn. (O G-3 do underground?). O disco foi gravado ao vivo no clube Knitting Factory, em Nova Iorque.

EUGENE CHADBOURNE

Entre 1975 e 2002, ele lançou apenas 93 (!!) álbuns. Sim: noventa e três. Aqui está um resumo de um resumo desses 93 álbuns. Sua carreira pode ser dividida em três partes: (1) Guitarras bizarras. (2) Discos de colagens sonoras. Exemplo: o CD “The English Channel” tem uma única faixa – “Tribute to Medley” – que dura exatamente 74:47. (3) canções de protesto, sátiras políticas, nonsense, esculhambação, enfim, o que dizer de alguém que lança um disco com este título: “I Talked to Death in Stereo”.

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Bem, vamos partir para as guitarras. Os discos mais recentes são os melhores.

(1998) “Solo Acoustic Guitar Vol. 2”: acredite se quiser, mas é verdade: ele colocou cordas de harpa e violoncelo em um violão preparado.

(1999) “Guitar Lesson”: gravado em parceria com Henry Kaiser. “Letter to Derek” – uma composição de 20 minutos – é uma homenagem ao mestre Derek Bailey.

(2000) “Guitar Freakout”: várias colagens de solos de guitarra. A faixa título tem 22 minutos.

KEITH ROWE

Em 1989, a gravadora Recommended Records lançou em CD o álbum AMM, originalmente lançado em 1966! O AMM é o primeiro grupo de rock progressivo experimental de que se tem notícia: composições de 27 minutos (em 1966!), transistores de rádio “utilizados” como instrumento musical. Reza a lenda que Syd Barrett (Pink Floyd) assistiu a um show do AMM em 1966 e ficou muito impressionado com o guitarrista Keith Rowe.

Em 1990, Keith Rowe lançou “A Dimension of Perfectly Ordinary Reality”. São quatro faixas totalmente improvisadas. A performance aconteceu no Holywell Music Room, em Oxford, Inglaterra, em 5 de julho de 1989. Sou capaz de apostar que apenas dez pessoas assistiram...

GLENN BRANCA

Ele compôs 12 sinfonias para guitarra, mas são sinfonias bem diferentes do modelo tradicional, que é assim: um maestro, uma orquestra sinfônica e um guitarrista. “The Peak of the Sacred” é o título da “Symphony Nº 2”. O disco foi gravado na igreja St. Mark’s, em Nova York, em 14 de maio de 1982. Trata-se de um álbum de Mallet Guitars. As palavras “mallet” e “hammer” significam martelo, mas há uma grande diferença. “Hammer” é o martelo de ferro usado por um marceneiro. “Mallet” é aquele martelinhode madeira usado por juízes e leiloeiros.

No encarte do CD, há uma foto que explica a performance: 18 guitarras foram colocadas em uma mesa. Oito guitarristas tocaram essas guitarras utilizando apenas um martelo (mallet). Os (as) guitarristas são: Al Arthur, Craig Bromberg, Barbara Ess, Sue Hanel, Robert Harrison, David Linton e dois integrantes do Sonic Youth: Lee Ranaldo e Thurston Moore. Tudo isso é muito bacana, mas é muita gente para pouco som. Seria legal se existisse um vídeo...

STEPHAN WITTWER

(1990) “World of Strings”. Sub-título: “Solo Guitar Improvisations Played at Susan Wyss Gallery, Zurich”. Registro de duas performances realizadas em 11 e 13 de julho de 1989. Zurique é uma das principais cidades da Suíça. Susan Wyss deve ser uma galeria de arte. Stephan Wittwer está muito nervoso e resolveu detonar as seis cordas. Em alguns momentos há riffs de heavy Metal. O CD foi lançado pela gravadora Intakt.

JEAN-FRANÇOIS PAUVROS

(Vinil: 1975? 1976? CD: 1996). “No Man’s Land”: descobri este CD após uma leitura completa do catálogo da gravadora francesa Spalax. Os tapes originais desapareceram. A reedição em CD foi feita a partir de um vinil que foi restaurado. No catálogo o som é definido como “Terror Noise Music”. O guitarrista é acompanhado apenas pelo baterista Gaby Bizien, que também toca: balafon, sirene e trombone aquático (??!!).

FRED FRITH & HENRY KAISER

Um dos melhores discos da gravadora Cuneiform foi lançado em 1999: “Fred Frith & Henry Kaiser – Friends & Enemies”. Este CD duplo pode ser dividido em quatro partes: (1) O álbum “With Friends Like These” (lançado em 1979). (2) O álbum “Who Needs Enemies” (lançado em 1983). (3) 11 faixas de um álbum ao vivo (e inédito!) de 1984. (4) seis faixas gravadas especificamente para este CD. Total: 36 faixas. Os dois guitarristas resolveram levar muito a sério o tempo total de cada CD. CD 1: 79:27. CD 2: 79:27.

O destaque mais maluco entre os inúmeros destaques psicóticos é “Fourth Rail”: uma composição extremamente belíssima.

Eu conversei com um importante office-boy da Rede Globo e ele confirmou o que já era mais ou menos esperado: realmente, não existe nenhuma possibilidade de Fred Frith & Henry Kaiser se apresentarem no Domingão do Faustão. E o pior é que ainda tem mais: eles não estarão no próximo Rock in Rio. Realmente, é difícil...

JOHN ZORN & MARC RIBOT

Em 1995, o saxofonista John Zorn produziu o CD “John Zorn – The Book of Heads – Featuring Marc Ribot”. A história deste CD começou em 1978. No verão de 78, John Zorn compôs alguns estudos para guitarra dedicados ao seu grande amigo Eugene Chadbourne. No texto do encarte ele não explica porque Eugene Chadbourne não gravou esses estudos. Em 1995, ele pediu para Marc Ribot realizar a gravação. O CD tem 35 faixas, ou, 35 estudos. A faixa 1 é “Étude # 1”.

A faixa 35 é o “Étude # 35”. John Zorn nos explica que na partitura ele empregou padrões de notações de violão clássico: pancadas no corpo, espanadas, arcos de violino e múltiplas harmonias. Essa é a parte normal. Marc Ribot deu sentido

musical a arfadas, rangidos e guinchos, utilizando: balões de brinquedo (?!), lixas, limpadores de tubos (?!), clips, bonecas que falam (?!), chaves mbira e estalos de dedos molhados. Ele também tocou com um lápis e com ARROZ (????!!!!). Minha grande dúvida: ele jogou grãos de arroz nas cordas da guitarra? (Em um vídeo pirata do Fred Frith, no Japão, ele bateu nas cordas com cenouras, mas arroz...).

Mas nem tudo é “loucura”: no “Étude # 32” há duas citações: “Johnny B. Goode” (Chuck Berry) e “Voodoo Chile” (Jimi Hendrix).

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FONTES

Discos (vinil e CD). Esta foi a principal fonte em que se baseou este livro.

98% do texto foi escrito após a audição – completa – dos discos aqui

apresentados. Fui honesto em todas as páginas: só critiquei os discos que eu

escutei.

Conforme já foi dito, por não saber ler partituras musicais, não consultei nenhum livro de e sobre guitarristas.

Sou leitor das revistas especializadas em guitarras / guitarristas, mas as citações extraídas dessas revistas não chegam a 1% do texto integral do livro.

Nos anos 70 e 80, não tínhamos revistas brasileiras especializadas em guitarra/guitarristas. Na verdade tivemos duas (que traduziam textos e xerocavam fotos da Guitar Player e Guitar World, entre outras publicações estrangeiras).

Nos anos 90, vimos o nascimento de três excelentes revistas brasileiras: a edição – oficial – em português da Guitar Player, Cover Guitarra e Guitar Class. As três revistas estão no mesmo nível das publicações estrangeiras. Guitar Player e Cover Guitarra já lançaram CDs com guitarristas brasileiros, mas eu sonho mais alto. Estou “intimando” você que está aí do outro lado: compre e colecione essas três revistas. Com o aumento do número de leitores, os editores dessas publicações terão condiçõe$ de começar a pensar em, por exemplo, um festival anual só com shows de guitarristas. Na minha cabeça já está tudo certo: Frank Solari, Mozart Mello, Allan Holdsworth e Steve Morse na primeira edição do

festival...

fim.

fecha aspas

Espero que tenham gostado.

A Múmia

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