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Afinar A Tarola



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silverdude    0

Experimenta resolver o problema do buzz desta maneira: certifica-te que o registo está bem esticado dos dois lados. Com a minha tarola estava a rodar o manípulo ao máximo, a puxar a alavanca com muito esforço e o buzz ainda existente, para descobrir que do outro lado, o registo estava mal esticado. Basta a tensão estar desequilibrada para teres problemas. (Se for preciso desaperta e volta a apertar os dois lados para esticares bem o registo)

Depois verifica a tensão na pele de ressonância. Há quem estique a pele uniformemente, e há quem aperte mais os quatro parafusos imediatamente no fim de cada metade do registo, para uma melhor acentuação de ghost notes e ao mesmo tempo para o som não ficar muito "sufocado". Outro pequeno truque enquanto estás a tocar (que não sei se conheces ou não), é que o registo deve ficar "na horizontal" como quem vê de cima (qual sinal de proibido na estrada :ph34r: ). Isto permite um controlo MUITO maior quando estás a tocar rufos, de modo a que serão sempre mais acentuados no centro do que em cima ou em baixo (visto de cima).

Por último, se estiveres a afinar para rock, estica muito bem a pele de cima. És capaz de ouvir alguns estalidos ao esticá-la, mas isso é normal, porque como quem afina uma corda de guitarra, também os ouve - é a pele a "habituar-se". No meu caso tenho timbalões de 12 e 13 polegadas como aqueles que estão mais próximos da gama de afinação da minha tarola de 14 - o que importa acima de tudo para evitar o buzz é fugires das imediações uns dos outros. Portanto tens que apontar para que a tarola soe mais a 13 do que a 14 e (no meu caso) que os timbalões estejam afinados entre si (as duas peles de cada um afinadas com o mesmo tom, se for essa a tua preferência) mais suficientemente graves para que não soem tipo caixa de cartão e para que não provoquem esse buzz (chamado "sympathetic snare buzz").

A meta é fugires às frequências graves o mais possível, visto que são principalmente essas que despoletam um buzz. Mas é uma meta praticamente inatingível se não recorreres a algumas das mezinhas já referidas, visto que grave ou aguda, uma tarola tem de ter ALGUMA afinação e mais tarde ou mais cedo, um dos instrumentos com os quais tocares (no caso de uma banda) hão de ter uma afinação próxima da da tua tarola. Dás a volta, consoante à situação.

Hope it helped! :)

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Lu batera    4

Interessante, silverdude, essa dica do registo na horizontal. Normalmente uso-o oblíquo. Mas vou experimentar como dizes, logo que possa. :angry:

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Boas!

Vou só dar a minha sugestão:

Para afinar a minha tarola, partindo da estaca zero, começo sempre por desligar o registo. Para mim este passo é muito importante, pois basta perguntarmos a nós próprios "Porque raio fica o registo a vibrar dps de uma pancada?", e a resposta a essa pergunta é obviamente a vibração da pele de ressonância. Agora perguntem a vocês mesmos "Porque raio fica a pele de ressonância a vibrar?", e a resposta a essa pergunta é, também obviamente, a vibração da pele de ataque (não preciso de dizer porque vibra a pele de ataque pois não? :angry:)

Partindo disto, o que faço sempre é (depois de desligar o registo) é desapertar os parafusos todos de aperto das peles, e depois apertá-los com a mão, até não conseguir apertar mais desta forma.

Depois focalizo a minha atenção na pele de ataque. Nesta fase presto atenção apenas ao som em si, não à sua duração. Vou apertando os parafusos meia volta de cada vez, ( apertando sempre parafusos em pontos opostos da tarola, para que o aperto da pele seja uniforme ) até a pele de ataque tirar um som de que eu goste, altura em que me vou concentrar na pele de resposta.

A pele de resposta também tem influência no timbre da tarola, mas tem muito menos, comparada com a pele de ataque. A pele de resposta tem influência sobretudo é na duração do som, após a pancada. Aperto esta pele da mesma forma da pele de ataque, até obter um som com a duração que desejo (notem que nesta altura o registo ainda está desligado!!).

Após estas 2 fases, é perfeitamente normal ter de dar um retoque na pele de ataque, e posteriormente na pele de resposta, mas normalmente, 90% da minha afinação é conseguida através das 2 primeiras fases que referi.

A última fase é afinar o registo. Ligo o registo da tarola, e aperto-o ou desaperto-o, até ter o estalo e ressonancia que desejo. Digo-vos já que se tiver afinado bem a pele de ataque e a de resposta, os problemas do "buzz" ficam logo parcialmente resolvidos (não, eu não gosto de buzz, gosto de uma tarola a estalar com os seus belos harmónicos, e os buzz's tapam-me os harmónicos todos!), mas não totalmente. Há que ter a paciencia para ir apertando e experimentando, até se ter aquilo que se quer exactamente.

Basicamente é isto! Cada um provavelmente tem a sua maneira de afinar, e a minha é esta!

Já agora digo como tenho a tarola afinada. Eu saco um som moderadamente agudo da tarola, nada de estridente a mais, para tocar rock. Para chegar a esta afinação, tenho a pele de ataque bastante bem apertada (nada de exageros), a pele de resposta +- ao mesmo nível de aperto da de ataque, e o registo apenas levemente apertado (solto e prendo a alavanca do registo com a maior das facilidades, coisa que deixa de acontecer quando aperto demasiado o registo).

Atenção pessoal, a afinação varia de tarola para tarola. A minha é uma Mapex Pro M All Maple, que vinha incluída na bateria. Não tenham medo nunca de explorarem a vossa bateria e de tentarem sacar todos os sons possíveis, para chegarem ao som que vcs querem. Se o fizerem, não só aprendem como se faz, como ganham conhecimento mais aprofundado da vossa bateria, e personalizam-na melhor ao vosso estilo!

Hasta!

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Oh pulp_Fiction...explica la uma coisa que nao percebi...disses-te logo no inicio que "Partindo disto, o que faço sempre é (depois de desligar o registo) é desapertar os parafusos todos de aperto das peles, e depois apertá-los com a mão, até não conseguir apertar mais desta forma.

", e depois comecas a proxima fazer a dizer "Vou apertando os parafusos meia volta de cada vez, ( apertando sempre parafusos em pontos opostos da tarola, para que o aperto da pele seja uniforme ) até a pele de ataque tirar um som de que eu goste, altura em que me vou concentrar na pele de resposta."...explica la melhor essa fase que nao percebi bem.

Obrigada

Márcio Silva

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headbang    144

O que penso que ele quer dizer é: Os parafusos estão totalmente soltos, né? então ele começa a apertá-los com a mão ate começar a sentir alguma tensão nos parafusos, depois pega na chave e aí é que começa a aperta-los meia volta de cada vez.

acho que é +/- isto.

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Lu batera    4

Bom link, DWG. Obrigado. :lol:

marcio_silva, já percebeste o que o pulp_fiction escreveu? A mim pareceu-me bastante compreensível, mas não sei se já ficou claro para ti.

E já agora, se tiveres algo para acrescentar, como produtor/engenheiro de som, a este tópico, força! Nem que seja para dizeres: "tirem os harmónicos todos à tarola, senão isso não dá para gravar", para nós podermos massacrar-te :)

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Guest Bandalho   
Guest Bandalho

Pegando na piada dos harmónicos do Lu, aproveito para perguntar aos produtores/tecnicos de som que andam por aí qual é a afinação ideal para se fazer som.

É preferível levar a bateria afinada ao nosso gosto e livre se gostarmos do som, ou será melhor afiná-la e depois cortar ao máximo a "respiração" (retirar harmónicos e a reverbação natural) da bateria?

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Azevedo    0

eu por mim gosto de experimentar varias tarolas, consoanta o que a musica pede ...

como um guitarrista pode ter varias distorções etc e tal...

porque é que em gravção , um baterista não pode ter diferentes sons baterias?

pelos menos um bom estudio deve ter 2 ou 3 sets de bateria e prai umas 5 ou 6 tarolas.

dá sempre jeito em gravações profissionais.

quanto a ser "a tarola do baterista" em questão, eu costumo pensar assim (tendo harmonicos ou não) é o som dele, por isso não há problema! :angry:

há musicas que gosto de tocar com bastantes harmonicos, e outras que não ...

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