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andreb

Gamala Taki



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pduarte    0

...sempre me fez uma confusao porque é que uma pessoa nao podia ser dotado tanto nas ciencias como nas artes ao mesmo tempo. parece-se que se esqueceram de um periodo renascentista ou grego onde uma pessoa era tanto hábil nas artes como nas ciencias.(...)chegamos ao sec XX e de repente se estou em ciencia ja nao tenho aptidao para as artes e vice-versa...

Calma andreb. Estávamos a falar de tipos processos de aquisição de informação e gestão (processamento) dessa informação conjuntamente com uma componente emocional dentro de um quadro de valores, etc., etc.

A maior propensão de um indivíduo para um lado mais racional ou intuitivo ou outra coisa qualquer existe nas artes e nas ciências. Eu pelo menos não falei em divisões entre estas a este nível.

Aliás os cientistas visionários seguramente que usarão as mesmas ferramentas cerebrais que os artistas visionários. Tal como os cientistas com tendência para a sistematização tb têm os seus correspondentes nas artes. Na música fartei-me deles ;)

O que acontece em relação à Renascença é cultural. Passámos a dar muito mais importância à "racionalidade" e muito menos a um lado espiritual que quase desapareceu...curioso ser essa componente o que mais nos distingue dos animais e não a razão. Mas isso é outra conversa, como costumo dizer.

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pduarte    0

So que nós em musica ocidental funcionamos quase sempre em 4/4, as vezes um 3/4 ou 2/4... e andamos em séculos nisto.

Num outro tópico falámos sobre compassos e dei o exemplo de um tema em que me vi "grego" para saber que tipo de compasso estava a usar num pequeno trecho.

Um racional escolhe o compasso e cria sobre a estrutura. Um intuitivo primeiro faz e depois vai ver que nomes é que ha-de chamar à coisa.

Isto não quer dizer que a música de um seja melhor que a do outro.

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pduarte    0

O que este metodo tenta é arranjar forma de nós pobres coitados do compasso quadrado de 4/4 tentarmos ir para outros compassos bem mais complexos e até conjugar uma série de compassos mais complexo através de um metodo mais acessível que o 1,2,3,4

E o que defendo é que não é ou não tem de ser o 1,2,3,4 que faz a diferença. Acontece que para ti e pelos vistos muita gente esse método ajuda-te a mudar o teu "mind frame" de abordagem à questão dos ritmos.

É como no desenho eu chegar e levar as pessoas a observarem em 2D em vez da visão tridimensional e de repente fazer-se luz nas suas cabeças e começarem a desenhar melhor instantaneamente.

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pduarte    0

Mas essa questao de dar uma opiniao tao válida como o vizinho do lado acontece cada vez mais frequentemente em vários campos do saber e nao só na musica.

Tens razão. Isto está a virar moda. Mas a música chegou primeiro...para grande mal dos músicos.

...epa isso é facil, metes uns bass traps e tal e tens isso resolvido.

E não está ? ;):D ;)

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JPass    0

Ehlá! que conversa interessante!!

Antes de de conclusões sobre a indiferença entre dizer um-dois-três ou ga-ma-la, é preciso saber que os indianos aprendem assim, sem notação: por palavras, de boca em boca, e estes métodos são antigos no oriente. O facto dos nossos herois ocidentais aprenderem isto desde os anos 70, é mais do que uma tendência hippie para o feeling oriental... É mais complexo que um-dois-trÊs, e apesar de ser um sistema mais antigo, parece-me mais sofisticado.

Tal como diferentes escolas de artes marciais, o Gamala taki, é um entre vários.

O que o Mclaughlin estudou é o Konokol, que em vez de duas palavras tem cinco: para 1,2,3,4 e 5 sílabas (ou tempos), e isso faz com que se digam frases rítmicas como se dizem frases faladas: com palavras!

Alguns são mantras (umas resas esquesitas que não consigo decifrar), com frases rítmicas extremamente longas e complexas, e aquela malta da india a tocar isso até parece que conhece o que o outro está a "dizer"(tocar) - oiçam o Zakir Hussain!

Para mim, um comum mortal, o que importa é que interiorizar o ritmo de uma pauta por este processo (antes de tentar tocar a melodia/acordes/etc), faz com que sinta logo as acentuações naturalmente e o groove desperta-se!

Saúde!

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andreb    56

Esse do Konokol nao conhecia, a ver se encontro qualquer coisa sobre isso. Penso que o Gamala Taki foi a adaptação do Karl Berger para o ocidente, simplificando esse tipo de aprendizagem.

Ehlá! que conversa interessante!!

Antes de de conclusões sobre a indiferença entre dizer um-dois-três ou ga-ma-la, é preciso saber que os indianos aprendem assim, sem notação: por palavras, de boca em boca, e estes métodos são antigos no oriente. O facto dos nossos herois ocidentais aprenderem isto desde os anos 70, é mais do que uma tendência hippie para o feeling oriental... É mais complexo que um-dois-trÊs, e apesar de ser um sistema mais antigo, parece-me mais sofisticado.

Tal como diferentes escolas de artes marciais, o Gamala taki, é um entre vários.

O que o Mclaughlin estudou é o Konokol, que em vez de duas palavras tem cinco: para 1,2,3,4 e 5 sílabas (ou tempos), e isso faz com que se digam frases rítmicas como se dizem frases faladas: com palavras!

Alguns são mantras (umas resas esquesitas que não consigo decifrar), com frases rítmicas extremamente longas e complexas, e aquela malta da india a tocar isso até parece que conhece o que o outro está a "dizer"(tocar) - oiçam o Zakir Hussain!

Para mim, um comum mortal, o que importa é que interiorizar o ritmo de uma pauta por este processo (antes de tentar tocar a melodia/acordes/etc), faz com que sinta logo as acentuações naturalmente e o groove desperta-se!

Saúde!

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JPass    0

Esse do Konokol nao conhecia, a ver se encontro qualquer coisa sobre isso. Penso que o Gamala Taki foi a adaptação do Karl Berger para o ocidente, simplificando esse tipo de aprendizagem.

Sim é possível que seja uma simplificação do K. Berger, é que o konokol parece-me mais complicado...

Encomendei à pouco tempo um dvd chamado "the gateway to rythm" sobre konokol, podes procurar na net... sinto-me sempre novato no que toca a explicar as potencialidades daquilo a nível de rítmico, mas ouvindo o John Mclaughlin, acho que dá para ter uma ideia....

Um amigo meu (baixista "à seria") falou-me no Gamala Taki um pouco como tu o apresentaste aqui, e por isso o meu interesse em investigar o que se passa na india... é mais do que interessante! Estou viciado nisto.

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andreb    56

Se vieres a Almada diz qualquer coisa que combinamos um cafe para debater isto.. como é que se chama o teu baixista ?

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Lander Vast    0

Eu pessoalmente estudei na jb jazz com os profs Pedro Madaleno e Ricardo Barriga, o Ricardo Barriga ensinou-nos foi claves rítmicas.

Para o 5/4 duas semínimas com ponto e duas sem ponto, para o 7/4 duas mínimas e duas semínimas com ponto, depois podes inverter as claves rítmicas podes colar umas as outras ou até sobrepor.

Eu estou numa banda com um baixista e baterista que nunca tiveram aulas de teoria e estamos a tocar 5/4, 7/4, 3/4 e 4/4 e inclusive secções diferentes da musica têm diferentes métricas e eles estão se a desenrascar como pros, tudo com base em claves rítmicas.

Se alguma vez tivermos com dificuldades eu vou contando 1 2 3 4 5 ou outro ritmo enquanto toco, ou faço alto a clave rítmica com as silabas ||:pam pam pa pa:||. Eu até posso estar a fazer um dedilhado sem ser com a clave rítmica mas se a secção rítmica estiver tremida vamos tentando ouvir sempre a clave rítmica por cima do dedilhado.

Hei-de experimentar com o Gamala Taki, parece-me uma técnica semelhante as claves rítmicas.

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