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Renato777

Teclas



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Renato777    0

Viva,

Sou guitarrista há uns tempos e tenho alguns conhecimentos básicos de teoria musical. Ultimamente tenho andado a "produzir" música, e dou bastante uso a sintetizadores, escrevendo a música sempre por MIDI. Recentemente, começei a tentar compôr através de teclado MIDI e, apesar de ter reparado que se torna muito mais prático para compôr (em vez de andar a arrastar cubinhos no piano roll :S), tenho o grande problema de apenas saber a teoria mas não ter técnica nenhuma... Ou seja, sempre que quero improvisar qualquer coisa, sei quais as teclas a tocar, quais os acordes a formar, etc, mas vejo-me à rasca para tocar as teclas todas ;)

De que modo acham que poderei aprender, pelo menos, a tocar teclas como deve de ser? Já pensei em aulas de piano mas não estou propriamente à procura de tocar piano clássico. Apenas queria desenrascar-me melhor com teclados.

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Moonshield    0

Viva,

Sou guitarrista há uns tempos e tenho alguns conhecimentos básicos de teoria musical. Ultimamente tenho andado a "produzir" música, e dou bastante uso a sintetizadores, escrevendo a música sempre por MIDI. Recentemente, começei a tentar compôr através de teclado MIDI e, apesar de ter reparado que se torna muito mais prático para compôr (em vez de andar a arrastar cubinhos no piano roll :S), tenho o grande problema de apenas saber a teoria mas não ter técnica nenhuma... Ou seja, sempre que quero improvisar qualquer coisa, sei quais as teclas a tocar, quais os acordes a formar, etc, mas vejo-me à rasca para tocar as teclas todas ;)

De que modo acham que poderei aprender, pelo menos, a tocar teclas como deve de ser? Já pensei em aulas de piano mas não estou propriamente à procura de tocar piano clássico. Apenas queria desenrascar-me melhor com teclados.

Parece-me que estás é com problemas com os "fingerings", isto é, sabes que notas tocar mas não sabes que padrões de dedos são usados para cada escala específica. Para quem não tem aulas existem na net tabelas com as sequências específicas de dedos a utilizar para cada escala ... não são regras rígidas mas dão jeito para perceber quais as formas mais ergonómicas de tocar.

Edit: Eu tb estou na tua situação, guitarrista que começou nas teclas há pouco tempo, se tiver dito alguma asneira por favor teclistas do forum não me dêem muito na cabeça. :D

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Renato777    0

Exacto, é mesmo nessa situação em que me encontro ;) Tenho que pesquisar mais na net então, thanks.

Mas também talvez um dia vá tirar aulas de piano a sério... acho que não era mal pensado. O problema são os euros :D

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Exacto, é mesmo nessa situação em que me encontro ;) Tenho que pesquisar mais na net então, thanks.

Mas também talvez um dia vá tirar aulas de piano a sério... acho que não era mal pensado. O problema são os euros :D

Bom dia:

Não sei se ajuda, mas eu comecei há 20 anos atrás, de forma autodidata, com os livros "Órgão mágico" do Eurico Cebolo. Na altura ainda não havia net, por aqui...

Estes livros ainda continuam a ser um sucesso de vendas, portanto deduzo que continuem actuais.

Além de mostrarem os acordes e as respectivas posições dos dedos, mostram também as técnicas para as diferentes escalas.

Depois é tudo uma questão de treino.

Para começar é mais que suficiente.

Cumprimentos.

José Pereira

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pudim    0

Bom dia:

Não sei se ajuda, mas eu comecei há 20 anos atrás, de forma autodidata, com os livros "Órgão mágico" do Eurico Cebolo. Na altura ainda não havia net, por aqui...

Estes livros ainda continuam a ser um sucesso de vendas, portanto deduzo que continuem actuais.

Além de mostrarem os acordes e as respectivas posições dos dedos, mostram também as técnicas para as diferentes escalas.

Depois é tudo uma questão de treino.

Para começar é mais que suficiente.

Cumprimentos.

José Pereira

Grandes livros, também comecei com esses. ;)

Acaba por ser uma questão de treinares muito bem as escalas e teres atenção e usar os dedos certos ao tocar as músicas, principalmente agora que estás a aprender. Depois tudo se torna natural e automático.

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Renato    38

Estava para iniciar um tópico, mas talvez seja desnecessário. Também toco guitarra e decidi iniciar-me no teclado. Tenho um há poucas semanas, e agora que já brinquei um pouco com ele, queria ter um método mais estruturado, baseado em músicas. Andei a investigar e vieram à baila dois nomes que suponho que qualquer teclista conhece: Hanon e Czerny. Pelo que li, Czerny está orientado a desenvolver velocidade, longe de ser o meu objectivo mais próximo, e Hanon mais para coordenação entre mãos, pelo que fui buscar os primeiros execícios do Virtuoso Pianist ao site dele. No meu caso funciona não só como coordenação de mãos mas como técnica pura, já que não tinha nenhuma. Mas são exercícios sem musicalidade. Queria ter algumas músicas/métodos para tocar algo que não soe a exercícios.

Agora ao nível da escolha gostava de ouvir opiniões. Porque ao nível de piano encontram-se essencialmente exercícios de sonoridade clássica. Admito que aqui estou a generalizar bastante, e sei que deve haver peças "clássicas" que devo gostar. Mas para dar exemplos daquilo que não queria perder tempo a praticar:

Bach Minuet in D Major

Beethoven Fur Elise

Para já reuni algumas músicas que sei que tão cedo não as consigo tocar, mas que podem dar uma ideia da sonoridade que procurava, e que está longe de ser exaustiva. E se pudessem dar sugestões de algo do género de nível principiante, era porreiro. Se é que é possível...

Erik Satie - Gymnopédie No.1

Michael Nyman - The Heart Asks Pleasure First

yann tiersen comptine d'un autre ete l'apres midi

Beethoven - Moonlight Sonata

Portanto, entre músicas avulso que soem bem por si só (que não sirvam apenas de exercício) e métodos/cursos/sites para principiantes que sigam o mesmo princípio, mandem vir :)

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dgcraveiro    3

Eu sentia-me um pouco assim, quando comecei a estudar Música. Via a Música Clásica como uma treta qualquer que tinha que tocar e que era apenas uma porta que tinha que abrir e fechar rapidamente. Abri e maldita a hora em que a fechei... Pedi técnica, perdi rapidez, agilidade, entre outras coisas. Ganhei muito mais formação e passei a perceber muito mais o que fazia. Hoje, posso dizer que me desenrasco minimamente com o trabalho que tenho mas falta-me algo mais - estudar técnica, desenvolver a velocidade que já perdi.

Pode parecer estranho mas o que me ajudou mais, nos últimos tempos, foi ter tocado dois anos em bailes. Apanhei de tudo: técnica de acordeon, metais, piano, strings, órgão, pad's, synth, flautas... e a agilidade com que têm que se executar vários "instrumentos" na mesma música é muito prática e ajuda bastante a desenvolver um tipo de percepção sonora que é diferente do "pauta - Piano - olhos fixos na pauta".

Quando volto a tocar algo que toquei, nos meus primeiros anos de formação, vejo que evoluí muito em termos de percepção e em termos de "sentimento". Toco as coisas mais de vagar mas com mais prazer e com mais sensibilidade.

Nunca me importei com improvisar durante 5 minutos e nesses 5 minutos debitar 5000 notas. Tenho um solo? Faço o que fica bem, o que fica bonito. Toco nos pontos principais da escala que soa melhor naquele momento e dou muito uso às progressões cromáticas e às notas dissonantes. Faz com que fique no ar uma ligeira desafinação mas que, quando é rezolvida, dá uma satisfação de tal ordem que o simples se torna belo. Não são precisas muitas notas, são precisas as importantes.

Samba de uma nota só, tem um improviso que ninguém discute, apenas com uma nota. A maior parte do pessoal só se preocupa em debitar o maior número de notas possível e aí, quando toca algo fora, é prego e nota-se mesmo muito. Quando, por outro lado, se tocam poucas notas, até as dissonantes soam bem porque têm tempo de soar, de procurar resolução.

O importante, num improviso, não é mostrar o quanto se sabe mas o quão belo pode ser um solo com meia dúzia de notas. É claro, depende dos instrumentistas e dos gostos pessoais de cada um. Esta é a minha maneira de pensar.

Ah, importante- Quando se improvisa, evitar cair sempre nas tónicas dos acordes, acabar as frases sempre na mesma nota... Deve-se dividir o improviso em várias frases e deixar o tema respirar. Frazer uma frase, deixar respirar, fazer outra... As dissonâncias não precisam de ser sempre sempre sempre rezolvidas logo a seguir.

EX: Estamos em dó maior e a frase melódica é esta: lá ré dó mi sol#... respira... dó ré mi lá sol# lá.

O que quero dizer é o seguinte: a nota dissonante pode ficar na memória auditiva e ser rezolvida mais tarde. Ela está lá e às vezes resulta melhor uma resolução tardía do que imediata.

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