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Pistantan

Riff de Metal



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Pistantan    0

Tou aqui com uma dúvida ppl... Tive a rever os meus apontamentos de teoria e vi que um riff é como um solo (tem uma "key"). Isso criou uma certa duvida em mim... Será que há escalas em que os riffs possam ser baseados (mm inconscientemente) que soem melhor em determinado tipo de musica / som do que outras? Tipo em musica tipo thrash, powermetal ou mm gotico q tipo de escalas sao usadas mais frequentemente. já ouvi que a maior parte sao escalas menores, mas tb já li que há quem use escalas harmónicas...

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SymphnyX    0

não sendo a pessoa indicada para te falar nisso, com um conhecimento meramente empirico... as escalas ou modos que utilizo para fazer um riff ou um solo dependem grandemente dos acordes (progressão deles) que está a ser tocada...

um exemplo mais prático... podes tocar o mesmo riff numa escala menor ou numa maior... se as notas forem as mesmas e não houvere qualquer harmonia por trás vai soar exactamente ao mesmo....

(matem-me se quiserem por qualquer grande asneira que possa ter dito)

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tmo    1732

Tem piada, eu costumo encaixar os acordes numa escala e não o contrário... hábitos...

No meio power, trash, usa-se muito escalas pentatónicas, veja-se pantera ou overkill, por exemplo. Há muitas bandas que evoluiram do blues Hard Rock para um power trash metal qualquer coisa... Mas não ficamos por aí. Os Megadeth, tal como os metallica usam também escalas menores como as que se seguem...

Num ambiente gótico, as escalas menores fazem mais sentido. Basicamente tens 3 escalas menores: as NATURAIS, as HARMÓNICAS e as MELÓDICAS. As naturais são simples de se descobrir, pegamos numa escala maior qualquer, escrevemos as notas e começamos a tocá-las pelo 6º grau: exemplo Dó Maior dá Lá menor (Dó será o 1º grau e Lá o 6º).

As escalas Menores Harmónicas têm o 7º grau aumentado, se estivermos a tocar Lá Menor, o Sol será sustenido.

Na prática de escalas, estas são tocadas ascendentemente e descendentemente. No caso das menores naturais e harmónicas, as subidas e descidas são feitas com as mesmas notas, mas no caso das escalas melódicas já não.

As escalas menores melódicas são alteradas no 6º e 7º graus meio tom aumentados quando tocadas ascendentemente e descendentemente tocar-se-ão como as naturais, ou seja, as alterações são anuladas. Um caso prático é Lá menor melódica: as notas ascendentes são lá, si, dó, ré, mi, fá#, sol# e lá; e as notas descendentes serão lá, sol, fá, mi, ré, dó, si, lá, sem acidentes.

Aplicar estas escalas a "riffs" ou malhas é relativamente simples e depende exclusivamente da técinca e do gosto.

De uma forma mais sufisticada tens outras escalas que derivam destas maiores e menores, que são as modais das quais já se falou algures por aqui. Dou um exemplo: pegamos em todas as notas de Dó maior e em vez de começarmos em dó, começamos em Mi. Anotamos todas as relações entre graus (do 1º para o 2º, quantos meios tons vão? 1, 2, 3 meios tons? e por aí fora) e aplicamo-las começando agora em Dó em vez de Mi (onde descobrimos as relações entre os graus da escala). Certamente que o ambiente criado será diferente do criado por Dó Maior.

Há ainda mais variantes de escalas, como as escalas mistas, onde, por exemplo, as primeiras 4 notas pertencem a uma escala maior e as restantes 4 notas (oitava incluída) pertencerão a uma das relativas menores referidas, e vice versa...

Faltam ainda as escalas de tons inteiros (só têm seis notas mais a oitava), as cromáticas (contêm TODAS as notas), as exóticas e aquelas que resolverem inventar, pois são livres para isso.

Na composição de riffs, há a possibilidade de se saltar de uma escala para outra, sem aviso prévio... já não há leis, embora haja um certo número de regras para se fazer isto à moda dos clássicos.

Espero ter ajudado e divertam-se!

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Pistantan    0

Humm... Vamos por partes:

SymphnyX, ou sou eu que agora nao te percebi (muito provável) ou entao fostes tu que nao percebeste o que quero dizer... Eu sei que a escala usada depende muito da progressao de acordes, tipo de tivermos uma progressao de A5, B5, C5 esta está por exemplo na escala Menor Natural de A (lá)... Até agora nao disse nenhuma asneira pois nao ? Se disse pf corrijam-me :) Era nessas escalas em que essas progressões costumam tar que eu tou interessado... espero ter sido claro desta vez...

tmo, se estivermos a falar do mesmo acho que já percebi... Por exemplo no gótico eles usam escalas menores com fartura... Tipo em alguns casos entao vao estar a usar as mesmissimas escalas que uma potencial banda de thrash (podem os dois estar a usar uma escala menor natural) o que faz sentido. Mas se virmos por exemplo o caso dos Moonspell (o melhor caso de "gótico" que conheço) eles conseguem dar-lhe um extra através de harmonias. Em que grau fika melhor a harmonia deste género ?3ªs? 4ªs?5ªs?8ªs? Já me disseram uma vez que para harmonizar escalas podemos usar qualquer grau, mas há alguns que soam demasiado farsolas, outros que simplesmente "chocam", e vai ser através destas harmonias (geralmente nao presentes em thrash por exemplo) que vai dar akele som "misterioso" certo? Além de não usarem tanto palm mute...

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SymphnyX    0

pistanan: o que eu queria dizer é que podias ter o mesmo riff com exactamente as mesmas notas e que lhe podias mudar o feeling se estivesses a usar progressões diferentes. Por exemplo tens um riff qualquer em A menor... se tocares o mesmo riff com uma progressão de C maior as notas da escala são as mesmas o ambiente mudou.... errr... não sei explicar o que quero dizer, mais uma vez friso que os meus conhecimentos de teoria são escassos e á mais à base de experimentar... :P

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tmo    1732

Pistantan Creio que para "harmonizares" um riff a gosto, o melhor é experimentares. Pessoalmente, nunca o fiz, pois nas últimas bandas em que toquei era guitarrista isolado, depois só havia baixista.

Um grau que costuma funcionar bem é o 5º (não é à toa que lhe chamam 5ª perfeita...), mas talvez seja um tanto previsível. Graus do género 2º ou 7º provocarão algo dissonante que, se fôr a intenção, poderá ser muito poderoso a nível psicológico - sugestão de pânico??? O 3º grau de uma escala é o que define se esta é maior ou menor... provavelmente, a harmonia neste grau enfatizará esta qualidade: se estiveres numa escala menor, o intervalo resultante entre a melodia base e a respectiva harmonia (sobreposta) será de uma 3ª menor - ambiente triste, melancólico, trágico (se terminar numa 7ª aumentada...-refiro-me à nota em si e não ao grau da harmonia)?; se estiveres a tocar numa escala maior, será algo radiante??...

Bem, não precisas de usar sempre a mesma harmonia, ou seja, sempre no mesmo grau, aquando da harmonização.

Será algo como: tens a frase musical de base em Lá Menor e fazes a harmonia começando em Ré (por exemplo) e a meio da dita frase mudas para Fá (hipoteticamente). Desta forma, modelas o ouvinte ao teu gosto, surpreendendo-o com mudanças de ambiente inesperadas.

Boa sorte e diverte-te

Se por acaso me exprimi mal algures nestas linhas, por favor corrijam-me.

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ArchDemon    0

...bem eu n sei como é q se diz isto correctamente mas... penso q para criar um ambiente sinistro com uma progressão, acho que é preciso usar e abusar de mudanças de escalas na própria progressão, tipo: depois de criar uma progressão simples com powerchords, adiciona-se uma 2ª guitarra que define as escalas em cada um dos acordes, é esta 2ª guitarra que vai definir o ambiente da progressão. Se o objectivo é fazer um riff meio goth, convêm q nenhuma guitarra esteja abafada e q a 2ª tenha mudanças tipo meio-tom.

n sei se deu pa perceber alguma coisa :roll:

hehe

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tmo    1732

Um conselho de dez anos de prática: se queres sinistro não uses power chord, pois este só é composto por duas míseras e previsíveis notas cuja relação já vem a ser usada pelos mais popularuchos compositores da era clássica/aurea(?) musical.

Experimenta acordes diminutos e aumentados enquadrados com outros maiores e menores numa escala pré-definida (e não o contrário - enquadrar a escala nos acordes) de preferência menor ou de resolução menor (tipo escalas mistas...). Na construção desde ambiente sinistro dever-se-á enfatizar as dissonâncias de 2as menores (preferencialmente), de 6as menores ou de 7as maiores (? - desculpem-me algum erro de correcção dos nomes dos intervalos), pois tratam-se de graus (na escala definida) pouco "amigáveis" ou pouco confortáveis: não resolvem as frases musicais e geram dúvida nesse processo - sensação de insegurança, pânico, sinistro, etc... (?).

Lembra-te que quanto maior for o número de notas tocadas simultaneamente, maior será a expressividade do acorde, mas também mais confuso a partir de certos limites, claro está.

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Pistantan    0

Humm Archdemon percebi +/-... uma beca mais para o - lol mas se calhar é porque eu hoje tou ainda menos inteligente q o costume lol

tmo a ideia parece nice... mas cm raio é que fazes um acorde diminuido com distorçao ? é que é tipo com som limpo soa bem, mas com distort...

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tmo    1732

Se o fizeres em arpejo... também podes reduzir o nível de distorção. Por vezes este apenas esconde as delicadezas da melodia. Distorção é bom para certas coisas: acordes com menos de três notas, frases tipo "solo" ou "harmonias", mas para acordes complexos (com mais de três notas) tornam-se ruidosos. Muitas, vezes para um ambiente Gótico, o excesso de distorção estraga a música - opinião pessoal.

Se preferires, usa o abafador manual (Palm Mute) a meio gás com um ataque arpejado ou em "sweep picking" do dito acorde diminuto (ou aumentado ou outro qualquer) para conseguires o som do acorde sem o excesso de ruído provocado pela distorção.

Have fun!

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