Caixas em madeira para altifalantes: reciclagem e construção

    Por tca    868 Visualizações     9 comentários    

Neste tutorial mostramos-te como construir uma caixa para acomodar um altifalante. Se tens um combo antigo que não uses e meia dúzia de materiais muito acessíveis em qualquer loja de ferragens, então não podes perder este tutorial!

tca
Por tca

Maker, Hacker, PhD


Introdução

 

Neste tutorial vamos discutir uma das formas mais simples de construir caixas de madeira para altifalantes (pavilhões acústicos). A técnica de montagem não é nova mas merece a discussão de alguns detalhes para que se possa perceber como funciona e se possa repetir. A técnica de construção é simples e não requer qualquer tipo de máquinas sofisticadas.

Vamos usar dois exemplos diferentes: o primeiro é a reciclagem de um amplificador que usei no fim dos anos 80 um Torque, no segundo vamos usar um woofer de 5'' com um cone de Kevlar que funciona muito bem para guitarra.

Este é o projecto ideal para reaproveitar aquele altifalante que não tem casa ou aquele amp velhinho que tens e já não usas. Fica connosco nas próximas páginas!

Partilha o conhecimento!

  • Gosto 3
  • Útil 2
  • Obrigado 2


  Denunciar Tutorial

O que diz a comunidade sobre isto?


Bom tutorial @tca

Pena não abordares aqui a questão do dimensionamento (ie dimensões, fundo, geometria interna, selado/com porta...) do caixote e as influências que essas dimensões têm no som, assim como a questão de ser "open back" ou "closed back" e ter ou não abertura de bass reflex (ported).

Eras rapaz para tal :)...fica aqui o desafio para uma leitura mais geek!

Partilhar este comentário


Link to comment
Partilhar nas redes sociais
há 1 hora, LouVelvet disse:

Bom tutorial @tca

Pena não abordares aqui a questão do dimensionamento (ie dimensões, fundo, geometria interna, selado/com porta...) do caixote e as influências que essas dimensões têm no som, assim como a questão de ser "open back" ou "closed back" e ter ou não abertura de bass reflex (ported).

Eras rapaz para tal :)...fica aqui o desafio para uma leitura mais geek!

Obg @LouVelvet

Essa cena mais geek está prevista para um tutorial futuro, mas não é fácil escrever sobre isso para um público generalista e sem entrar "muito" em fórmulas e detalhes "escabrosos". Parte dessa informação está disponível na net, basta procurar ;) Como alguém dizia aqui no fórum, criticando-me -  "não podes confiar naquilo que as pessoas escrevem num fórum, podem sempre copiar da "net" para parecerem inteligentes" :D 

Nota que há muito informação errada escrita por aí, mesmo em sites escritos por quem sabe da poda, e.g. http://sound.whsites.net/tsp.htm

Gostava de fazer uma coisa mais experimental e medir os parâmetros do speaker e depois enquadrar a construção do pavilhão nessas medições.

Não está esquecido, para breve.

Ab.

Partilhar este comentário


Link to comment
Partilhar nas redes sociais

Mais um tutorial de grande qualidade como o @tca sabe fazer! Obrigado!

Curti o pormenor para ter os parafusos "recessos", nunca me tinha lembrado disso. Ficou com muito bom aspecto. Por acaso tenho aqui em casa madeira de pinho maçiço (a ideia era fazer umas cabs) e acabaram por ficar aqui paradas já há uns anos...

há 1 hora, LouVelvet disse:

Pena não abordares aqui a questão do dimensionamento (ie dimensões, fundo, geometria interna, selado/com porta...) do caixote e as influências que essas dimensões têm no som, assim como a questão de ser "open back" ou "closed back" e ter ou não abertura de bass reflex (ported).

Isso ia dar outro tutorial (e de certeza de leitura mais "pesada") já que aí já entra física e matemática :) mas seria muito interessante sem dúvida!
Há um conjunto de sites que ajudam a fazer essas contas (como por exemplo):

http://www.mh-audio.nl/ClosedBoxCalculator.asp
http://www.mh-audio.nl/CalculateEnclosures.asp

Partilhar este comentário


Link to comment
Partilhar nas redes sociais
há 3 horas, LouVelvet disse:

Bom tutorial @tca

Pena não abordares aqui a questão do dimensionamento (ie dimensões, fundo, geometria interna, selado/com porta...) do caixote e as influências que essas dimensões têm no som, assim como a questão de ser "open back" ou "closed back" e ter ou não abertura de bass reflex (ported).

Eras rapaz para tal :)...fica aqui o desafio para uma leitura mais geek!

O Coursera tem este curso de engenharia de áudio em que uma das lições (~1h30 de vídeos) é sobre design de cabs abertas e fechadas. Creio que dá para ver já os vídeos no course preview, mas se não der, o curso tem uma sessão a começar dia 17.

Partilhar este comentário


Link to comment
Partilhar nas redes sociais

@BoillerObg , já tinha efectuado a inscrição no Coursera há algum tempo, os vídeos são muito bons (dei uma vista de olhas rápida). A ver, sem dúvida!

Partilhar este comentário


Link to comment
Partilhar nas redes sociais
On ‎05‎/‎07‎/‎2017 at 10:30, tca disse:

...

;) Como alguém dizia aqui no fórum, criticando-me -  "não podes confiar naquilo que as pessoas escrevem num fórum, podem sempre copiar da "net" para parecerem inteligentes" :D 

...

Era mais "não questiones os desconhecidos pela net pois por um lado, não sabes com quem estás a falar e por outro, o desconhecido que interrogas pode sempre ir procurar as respostas à net, fazendo com que te enganes na sua avaliação".
Numa linguagem mais simples, para que qualquer leigo entenda: não te armes em esperto e questiona-te mais a ti próprio, do que sabes, do que não sabes e do que queres saber.
É a forma certa de evoluir.
E eu sei, que estou aqui sempre a aprender; com os que sabem e com os que julgam que sabem.

Ab.

p.s.: bom tópico, este de construção da coluna!

p.s.2: e se a minha experiência pessoal servir como garantia de que colunas/monitores "homemade" podem ter alguma validade, posso deixar aqui como nota adicional que os meus Mains no estúdio são feitos por mim e estão em uso diário há mais de 25 anos. Portanto sim, pode ser uma boa ideia.

p.s.3: os meus não têm parafusos ;-) 

Partilhar este comentário


Link to comment
Partilhar nas redes sociais
On 7/12/2017 at 20:19, resolectric disse:

... os meus não têm parafusos ;-) 

A ideia deste tutorial é mostrar que se consegue com um mínimo de material e habilidade montar uns pavilhões acústicos. E passar um bom bocado na montagem. Acredita que mesmo com parafusos ficam indestrutíveis :D !

Partilhar este comentário


Link to comment
Partilhar nas redes sociais
há 11 horas, tca disse:

A ideia deste tutorial é mostrar que se consegue com um mínimo de material e habilidade montar uns pavilhões acústicos. E passar um bom bocado na montagem. Acredita que mesmo com parafusos ficam indestrutíveis :D !

Acredito sim senhor! Em momento nenhum critiquei o teu tutorial pois acho que está impecável.

Partilhar este comentário


Link to comment
Partilhar nas redes sociais


Regista-te ou entra para comentar!

Para deixar um comentário é necessário estar registado. É muito fácil!

Criar uma conta

Regista-te e vem fazer parte desta comunidade! É fácil!

Registar-me

Entrar

Já estás registado? Entra aqui!

Entrar agora


  • Conteúdo Recomendado:

    • tmo
      Promovido a tutorial  
       
    • citizen_erased
      Excelente tópico, master tmö! Era boa ideia porem isto como topico fixo. master tmö para presidente!!! :)
    • tmo
       
      Um conto por tmo...
      Ora bem, qual é a grande vantagem de utilizar um pré digital ao invés de usar um analógico? Pondo de parte o rombo no orçamento que os diferentes prés fazem, a grande vantagem destes sobre os outros é a versatilidade de timbres que podem gerar. E para quê? Perguntais vós... simplesmente para poder chegar a mais pessoas e permitir o estudo do “Holly Grail of Tone” sem se ficar a pedir nas ruas. O que se irá abordar de seguida torna-se válido para Guitarristas, Baixistas ou outros instrumentistas que usem Setups idênticos aos que aqui se indicarão.
      Nota informativa ao visitante: o texto que se apresenta de seguida contém linguagem eventualmente chocante e disruptiva. Convenhamos que o texto original tem pouco mais de 10 anos... contudo, os princípios aqui referidos mantém-se sólidos uma vez que são transversais a praticamente qualquer setup.
       
      Ponto 1: HARDWARE
      Convém ponderar algumas características destes setups. Identificam-se inicialmente 3 tipos de setups exclusivamente digitais (dos quais depois se podem gerar outros híbridos e por aí fora ao gosto do cliente), são eles: Pedaleiras, Racks, Software para PC/Mac/Tablets. Enquanto os 2 primeiros funcionam como Stand-Alone, o que significa precisarem apenas de Guitarra + Amplificação (ou headphones), os últimos obrigam à existência de interfaces audio/digital adicionais para se poder utilizar o processador do PC ou da tablet. Independentemente do pacote escolhido, eles funcionam todos da mesma forma, processam o sinal digitalmente, sendo que para isso é necessário:
      Conversores analógico/digital para a conversão do sinal da guitarra em Zeros e Uns e a reconversão em frequências audíveis do sinal processado Processador (e software... um computador com tudo o que implica), para... pois, isso mesmo Um interface visual para o utilizador mexer nos n+1 parâmetros A grande diferença entre os processadores em formato pedaleira ou rack para os de formato software é apenas o hardware usado ser dedicado ou genérico, com todas os benefícios que isso traz para a mesa, tanto de um lado como do outro.
      A minha experiência recai sobre poucos aparelhos, cuja utilização levei à exaustão e cuja aprendizagem transportei de uns para os outros e algum software que volta e meia uso quando a situação assim o exige. Há 10 anos usava um Roland GP100 como máquina principal e um Boss VF1 como auxiliar, no entanto, como o foco deste tutorial é o princípio de utilização, a forma de programar os sons mantém-se válida para este espectro de processadores de sinal e ainda para os mais tradicionais.
      Pelas minhas mãos já passaram então dois tipos de processadores: os que permitem mensagens de Control Change dentro de um Patch/Programa e os que não o permitem.
      Sobre os 1os já lá vamos, sobre os 2os (normalmente pedaleiras de baixo custo) resta-me ainda dizer que é frequente terem dois modos: o play e o edit. Por norma, criam-se vários patches para um tema musical com este tipo de aparelhos, para se ter a distorção ou o phazer ligado (por exemplo) versus não os ter... isto poderá não ser necessário, se o utilizador passar a tocar no edit mode, que lhe permitirá alterar sons, assim como ligar e desligar efeitos sem a frequente “latência” existente quando se muda de patch. Em edit mode pode-se igualmente mexer nos botões/parâmetros referentes a cada um dos efeitos e obter assim modelação sonora em “real time”. Uma utilização deste género pressupõe um estudo prévio sobre os níveis pretendidos para cada acção, se bem que um pouco de improviso no assunto também poderá desenvolver sonoridades interessantes.
      No que diz respeito à utilização da segunda tipologia, bem, é necessário ter em conta o seguinte: tratam-se de conceitos que pretendem recriar setups tradicionais, através da emulação de amplificadores, pedais e os mais variados efeitos. Ok, até aqui não há novidades. Acontece que muitos permitem ainda a utilização simultânea de Prés de amplificadores dedicados à guitarra ou ao baixo, através da utilização de loops externos. No caso do software para plataformas PC, isto vai depender das especificações técnicas da placa de som em uso e das possibilidades de programação do software em questão. Dos que me passaram pelas mãos (GuitarRig, Amplitube e BIAS FX free), tal não é possível quando usados em Stand Alone, mas se integrados num DAW (Digital Audio Workstation - gravador multipistas digital por software) e dependendo da placa de som, pode ser facilmente contornado. A utilização de loops para ir buscar o timbre da pretendido a um amplificador tradicional pode tornar-se interessante se nestes setups ponderarmos a simulação de pedais e efeitos e não de Prés e amplificadores ou colunas.
       
      Ponto 2: SIGNAL CHAIN
      Após as considerações anteriores, é importante analisar outro aspecto do som de Guitarra/Baixo/whatever: a sequência dos diferentes elementos que constituem a construção do nosso som, desde que iniciamos o processo de estimular a vibração das cordas da guitarra (para o caso) até ao momento em que recebemos o feedback/retorno desta acção.
      Desta forma torna-se importante analisar a corrente do sinal de um setup genérico independentemente do respectivo formato:
      Mioleira/Ouvidos/Dedos Guitarra/Baixo/Pirilau (errrr...) Wahs, compressores, booster e overdrives/distorções Pré Amplificador (o aparelho que caracteriza principalmente o tipo de som) Efeitos de modelação (reverbs, delays, chorus, phasers, etc) Amplificação. Coluna Cabelos/Ouvidos/Mioleira (e o loop fecha-se). Os aparelhos em formato pedaleira ou rack mais recentes permitem deslocar o loop de efeitos externos (quando têm essa possibilidade) na sua chain geral. Isto pode ser utilizado para substituir pedais singulares, ao gosto de cada utilizador ou um amplificador de guitarra (constituindo assim um setup híbrido). Nesta situação híbrida sugiro a seguinte chain, já sobejamente conhecida:
      Guitarra Input do Pré Digital Wahs e afins efeitos, simulação de pedais de overdrive, distorção boosters ou compressores Effects Loop SEND do Pré Digital para o Input do amp Effects Loop SEND do amp para o Effects Loop RETURN do pré digital Mais efeitos Master OUT do pré digital para o Effects Loop RETURN do amp Amp para a coluna Desta forma, o Pré Digital controla o sinal, mas permite o som do do Pré do Amp soar pelas goelas todas, assim como se amplifica TUDO através da secção de Power do amp. Convém ter bem definido a forma como o aparelho (Pré Digital) será amplificado, nos seus settings globais. Neste caso aconselha-se vivamente a não utilização de modelação de pré, amp ou coluna, mas cada caso é um caso e ninguém ouve da mesma forma.
      No caso de não se usar nenhum amplificador de guitarra, as ligações serão mais simples:
      Guitarra Input do Pré digital / placa de som Master Out do Pré Digital / placa de som para mesa ou Input da Power Amplification Colunas de Espectro total ou heaphones de qualidade simpática. Bom, até aqui continua a não haver novidades, apenas o concentrar de informação dispersa.
       
      Ponto 3: SOUND DESIGN
      Passemos então à fase seguinte: a criação do som, dos Patchs / Programas, num processo válido para qualquer um dos setups usados, contudo, com um particular ênfase no setup exclusivamente digital.
      Ora, na minha opinião, a 1ª coisa a fazer quando se procura um TIMBRE fixe em qualquer setup é: DESLIGAR TODOS OS EFEITOS, procurar ter tudo em bypass (no caso de se usar o pré de um amp de guitarra, desliga-se o loop do Pré Digital) desde a guitarra até à amplificação. Quando se conseguir ouvir o som da guitarra crú, sem qualquer modelação ou alteração, estamos prontos para começar o TONE shapping para o céu (ou inferno).
      Procuremos então seguir os próximos passos:
      Regular o Master Out e o input level do Pré Digital / placa de som de forma a considerar um volume sem distorção, isso procurar-se-á com os Prés e respectivas simulações. Ligar então os efeitos de pré e de simulação de colunas (para o caso do setup totalmente digital antes da amplificação) ou o loop de efeitos (para o caso da utilização do pré do amp). na primeira situação, é provável que se demore algum tempo, uma vez que se irá passear pelas diferentes possibilidades de simulação tanto de pré como power ou de coluna. Para facilitar a coisa, convém ter o manual à mão para consulta das diferentes possibilidades de modelação, de forma a que se chegue ao som que se procura sem grandes demoras. Experimentar as variantes entre tipos de Pré e tipos de coluna. Neste caso, ajuda rodar os presets existentes para visualizar aquilo que mais se aproxime ao timbre desejado, no entanto reitera-se a importância de começar do ZERO, sem efeitos e apenas com as simulações de pré, amps e colunas ligados. Na segunda situação, bem, é escolher o som pretendido de um dos canais do amp. Fazer o Timbre do Pré+amp. (dependendo do software de cada marca, a simulação de pré pode vir conjunta ou separada da do amp e ou da coluna inclusive). No caso de se usar o setup digital, a minha experiência diz que se deve procurar muito bem todos os extremos de cada parâmetro. Para se saber bem onde se pretende estar, por vezes é importante passear pelo extremo. Este é um desses casos. Aconselha-se vivamente a experimentar os extremos de cada parâmetros para se chegar ao "meio termo" pretendido. Assim como um amp a válvulas limpa o som quando se baixa o volume na guitarra, a grande maioria destes processadores digitais também o fazem. Desta forma sugiro que se regule o Pré para um Som sujo, com overdrive ou distorção, variando os valores dos diferentes parâmetros a gosto. E porque é que se regulou o Pré para sons sujos? Ora para se fazer uso do “volume da guitarra”. Pessoalmente gosto de transitar de overdrive para som limpo de forma contínua e gradual, sem interrupções, saboreando todos os momentos intermédios de diferentes graus de distorção/overdrive. Para isso uso um pedal de volume ou expressão, com o qual obtenho sons limpos de distorções e overdrives bastante cheios e pesados. Para o caso se poder definir um “pedal de volume” no pré digital, é altura de o colocar na chain do sinal, imediatamente antes do “Pré” ou do “Loop”, para quem usa amps de guitarra. Este “Pedal de Volume” não deverá cortar totalmente o som, apenas deverá reduzí-lo até limpar a distorção/overdrive. É natural que para distorções com muita saturação, tal não se consiga na totalidade, porém, a minha experiência diz que se consegue fazer tal acrobacia com distorções/overdrives pesados e densos. A utilização de um pedal de expressão na função de “Pedal de Volume” é controlada através de MIDI (normalmente) e de mensagens tipo CONTROL CHANGE. É natural que se possa perder um pouco de volume global quando se reduz o volume de entrada no pré, porém, isto pode ser compensado com aumentos simultâneos no volume de um EQ de bandas ou paramétrico, por exemplo, igualmente programável via MIDI. Alternativamente, poder-se-á atribuir a este pedal de expressão a função de variar os valores de drive/ganho, sendo que a textura é diferente. Fica ao gosto de cada um, sugere-se e aconselha-se a experimentação. Após ter-se regulado o Pré, a simulação de coluna (para quem precisar) e o pedal de volume, pode-se atacar a restante panóplia de efeitos. Caso se pretenda usar Compressor, não se deve colocar este entre o pedal de volume e o Pré (na situação de se optar por este caminho), pois assim reduz-se drasticamente o efeito pretendido. Normalmente, consegue-se um melhor resultado com o seguinte encadeamento: Compressor – Pedal de Volume – Pré. Pode-se (e deve-se, haja tempo) experimentar trocar efeitos e ordem destes (caso o processador/software o permita), tendo em atenção a não colocação de efeitos entre o “pedal de Volume”, o “Pré” e a “Simulação de Coluna” (na situação de se optar por este caminho). A minha experiência diz-me que NÃO TRAZ NADA de significativo para a produção do som, podendo eventualmente estragar modelações pretendidas. Geralmente após a cadeia de “Pedal de Volume”+”Pré”+”Simulação de Coluna” costumo utilizar um EQ para corrigir, atenuar ou acentuar pormenores do timbre base.  
      Ponto 4: CHAOS CONTROL
      Quando se está confortavelmente em casa a tocar/programar estes aparelhómetros, releva-se para 2º plano a sua utilização live. Facilmente se esquece a usabilidade na transição de um timbre para outro. Na era dos estúdios caseiros, um fade in e um fade out entre duas pistas fazem milagres, mas ao vivo ou em ensaios a coisa não funciona da mesma forma. É igualmente importante tornar os timbres funcionais em ambientes menos favoráveis ao tweaking instantâneo.
      Enquanto que as pedaleiras multiefeitos se mostram como um 3 em 1 (processador, interface e controlo), os aparelhos em Rack ou até mesmo os setups em formato PC/Mac ou tablet beneficiam grandemente de pedaleiras controladoras, venham nos protocolos MIDI, USB ou outros.
      Ter a possibilidade de modelar em "real time" parâmetros de forma expectável com o pé e sem tirar as garras da guitarra potencia grandemente a expressão do músico e é um campo muito pouco explorado pela grande maioria dos guitarristas, sendo ainda mais flagrante naqueles que recorrem aos processadores digitais.
      Com uma pedaleira ligada ao setup digital, pode-se ligar e desligar vários efeitos simultaneamente em combinações ao gosto do freguês ou modelar um wha com um pitch shifter na mesma expressão. O limite é (actualmente e numa grande dose de processadores) apenas o utilizador e a sua vontade de sair da caixa.
      Aconselha-se vivamente a experimentação de pedais de expressão para adulteração de parâmetros e criação de sons menos comuns. Por este lado, tenho como ponto de partida 3 pedais de expressão e vários tipo on/off. Os de expressão controlam:
      Exclusivamente o drive do meu pré-amp Efeitos para o qual designe o pedal, podendo combinar wha com panner rate ou o que me der na real gana. Controlar o rate speed de efeitos como Phaser, Phanger, Chorus ou Ring Modulator é garantia para a entrada em ambientes claramente distintos dos que a maioria das pessoas faz com estas ferramentas. Mistura - Efeito Reverb / sinal anterior Outra atitude que procuro ter na programação do meu setup é a de criação de alternativas e possibilidades de ajustes com pouco esforço. Procuro ter um ou dois pedais dedicados a mudar a EQ geral da coisa, para o caso de me deparar com salas de ensaio mais escuras e em que precise de furar melhor sem ser necessariamente mais alto, ou, se por alguma razão a guitarra em questão se apresentar diferente do costume. Trata-se de garantir uma salvaguarda para situações que geralmente obrigariam a remexer na programação em momentos pouco oportunos (num concerto, por exemplo). Ter um pedal dedicado a alternativas ajuda substancialmente a salvar momentos potencialmente embaraçosos.
       
      Ponto 5: FINAL WHATEVER
      Ora bem, para concluir resta dizer que a "César o que é de César", "cada macaco no seu galho" ou outras coisas semelhantes. Quer isto dizer, há espaço para tudo no mundo desde que se respeitem os espaços à volta. O que aqui se debateu não é nem melhor nem pior do que um setup mais tradicional de Guitarra+amp/coluna+pedais. Há vantagens e inconvenientes para tudo e neste caso o maior e mais flagrante inconveniente é o Plug'n'Play não ser instantâneo. Traz, obviamente outras mais valias, principalmente para músicos em bandas de covers que precisem de cobrir um grande espectro sonoro relativo às respectivas set lists.
      Do meu ponto de vista, a versatilidade é sem dúvida alguma a grande mais valia destes setups menos tradicionais. O espectro de expressões tímbricas que se consegue é sensivelmente igual ao existente de expressões musicais actualmente existente na música. Isto são ferramentas ultra especializadas em fornecer ao músico/utilizador a maior paleta sonora possível para que com apenas um aparelho, o músico consiga fazer tudo o que lhe der na real gana.
      Há, obviamente aspectos intrínsecos a estes setups que deverão ser explorados no futuro, nomeadamente as diferenças na qualidade de uns e outros, portanto comparativos de especificações, prós e contras, etc., relembrando também que o respectivo valor de mercado aumenta substancialmente na função da novidade e quantidade de funções (que eu saiba ainda não tiram cafés nem servem cerveja... mas se o kit de unhas estiver afinado, isso provavelmente surgirá pelo caminho).
      Pontos CHAVE a reter, numa espécie de sumário da coisa, a programar estes aparelhos dever-se-á:
      Começar com uma folha limpa, sem nada activo e gerir o sinal de entrada e saída para valores sem distorção e sem estragar o aparelho auditivo; Modelar a base do som, através de simulações de pré+amp+coluna até se atingir um timbre que não comprometa o gosto; Acrescentar salvaguardas do timbre para situações inesperadas, através de EQs/Boosts/Compressores que abrilhantem ou tornem o timbre um pouco mais escuro conforme o gosto, associados a pedais em controladores; Acrescentar o resto dos efeitos a gosto. Utilizar pedaleiras controladoras em formato MIDI ou USB ou outro (caso o processador não seja já uma pedaleira) para controlo de efeitos e respectivos parâmetros. Disclaimer: não me responsabilizo pelos laços sociais potencialmente desfeitos, fruto do tempo excessivo na busca do HOLY GRAIL OF TONE com estes aparelhos.
      Bom, fico-me por aqui, opiniem, comentem, perguntem, risquem-me da vossa lista de contactos.
    • xtech
      É impressão minha ou as tabletes de efeitos estão de volta?
      As velhas Ibanez/Maxon:

       
      E agora as novas:
       
      Tech21 Fly Rig:

       
      Valeton Dapper Mini 4:

       
      Mooer Red Truck:

       
      Nux FX Cerberus:

       
      T-Rex Soulmate:

      Carl Martin Quattro:


       
       
      Ciclos? Por acaso algumas destas são excelentes para ligar em 4cm, o que é porreiro em vez de ter os efeitos todos à frente do amp. Acham que isto é moda para ficar ou nem por isso?
       
    • xtech
      Tutorial - Como Escolher um Sistema Wireless para Guitarra
      Resumo:
      Há muita confusão no que toca às opções de sistemas sem fios para guitarra. Neste tutorial, ajudamos-te a escolher o melhor sistema wireless para guitarra ao mínimo custo possível.
      ...

      Ver tutorial completo
    • xtech

      Comprar um sistema wireless para guitarra pode ser uma tarefa complicada. As marcas esforçam-se para mostrar que os seus sistemas são superiores, com bom alcance, fiáveis e sem quebras de som, mas a realidade mostra que nem sempre é assim. 
      Como é habitual no Forumusica, queremos dar-te informação útil da forma mais proveitosa e simples possível. E sendo assim, neste tutorial, vamos começar por explicar melhor os vários componentes e condicionantes de uma escolha destas de uma forma leve e fácil de perceber, de modo a que possas comprar o melhor sistema wireless ao melhor preço e que melhor se adeque àquilo que pretendes.
      Não entraremos em detalhes como a discussão da qualidade dos materiais ou a imagem de marca, mas focaremos os pontos mais difíceis de conhecer e avaliar. Fica connosco nas próximas páginas!

      Um sistema wireless para guitarra serve para transmitir o sinal da guitarra até um amplificador, efeitos, mesa de som, etc "over the air", ou seja, sem necessitar de fios ou cabos condutores. Normalmente o kit é composto por duas peças:
       
      Emissor:  recebe o sinal da guitarra e tem uma antena para transmissão do sinal através de ondas rádio para o receptor. O emissor é uma espécie de um pequeno rádio a pilhas mas ao contrário: em vez de receber, emite ondas rádio. Tem uma pequena antena (que pode ser interna) na qual passa uma corrente que produz radiação electromagnética.  
      Receptor: funciona de forma exactamente inversa ao emissor: tem uma antena que é "excitada" pela radiação electromagnética produzida no receptor e a partir daí produz corrente (o sinal da guitarra recebido) que depois é encaminhado para o amp, mesa de som, whatever. O receptor é normalmente maior e pode ter uma ou mais antenas. A função do receptor é captar, descodificar o sinal recebido e regenerá-lo de forma a que se pareça o mais possível (fidelidade) com o sinal enviado pela guitarra.  

      Na imagem: um típico sistema wireless com o emissor (à esquerda) e o receptor (à direita).
      Dito isto, os sistemas wireless dividem-se em vários tipos:
      Analógicos ou Digitais, consoante a maneira de codificar o sinal da guitarra que usam Non diversity ou True Diversity, consoante o número de subsistemas receptores que o "receptor" tem Conhecer estas características é extremamente importante, como iremos ver nas próximas páginas.

      Uma importante questão a ponderar na escolha de um sistema wireless para guitarra recai na opção analógico/digital. Ambos os tipos de sistemas fazem a mesma coisa, que é transmitir o sinal da guitarra através de ondas rádio (electromagnéticas) do emissor da guitarra para o receptor. A diferença está sim, na forma como o fazem, e essa forma traz vantagens e desvantagens.
       
      Sistemas Analógicos
      Em termos técnicos (e talvez complexos) um sistema analógico pega no sinal que vem da guitarra e modula uma portadora (um sinal bastante mais potente que "carrega" a outra onde, se assim podemos dizer) a uma determinada frequência que é transmitida pelo ar. Em termos simples, o emissor num sistema analógico faz exactamente o que uma estação emissora de rádio "normal" faz, emitindo em FM um determinado sinal.
       

      Na imagem: o sinal original modulado em AM (modulação de amplitude) ou FM (modulação em frequência).
      Note-se que o AM é muito mais naive que o FM, o que se reflecte na pior qualidade de rádio em condições do mundo real...
       
      Vantagens dos sistemas de guitarra analógicos:
      Não tem lag - a emissão é feita em tempo real, dado que a modulação e desmodulação analógica neste caso é imediata Em teoria, os sistemas são mais baratos uma vez que a tecnologia em si é bastante sólida e comprovada Ligeiras perdas de sinal originam uma degradação gradual do sinal (não completa). Lembras-te das "formigas" que havia na imagem nos tempos em que as emissões de TV eram analógicas? Podem atingir alcances maiores (o alcance é limitado pela potência do sinal emitido e pelo ganho das antenas utilizadas) Não há conversão analogico-digital (clica aqui para saber mais sobre a conversão analógico-digital), logo não há erro associado: a integridade do sinal mantém-se até emissão pela antena. Desvantagens dos sistemas wireless de guitarra analógicos:
      Tal como todas as emissões de rádio, são sujeitas a interferência e atenuação (embora possam ser usadas técnicas para aumentar a robustez, e aqui já se depende do know how de cada marca em fazer isso Usam frequências que podem estar ocupadas por outras emissões (por exemplo as emissões de TDT, etc) e cujas atribuições dependem de país para país Apenas têm uma resposta em frequência na gama "útil" e não em toda a gama (full range), devido a características da modulação FM. Além disso, o sinal de guitarra é comprimido acima de um determinado nível o que pode clipar o sinal. Mais susceptíveis ao ruído  
      Sistemas Digitais
      Nos sistemas wireless digitais, os emissores transformam o sinal analógico que vem da guitarra num sinal digital de 0's e 1's (conversão analogico-digital) que é enviada via ondas rádio (normalmente na mesma zona de frequências do WIFI - 2.4 GHz). O receptor faz o processo inverso de conversão digital-analógico.
       
      Vantagens dos sistemas wireless de guitarra digitais:
      A tramissão tipicamente usa todo o espectro audível (20Hz a 20kHz) do sinal de guitarra, o que é bom em termos de qualidade sonora. O alcance é igual ao de um típico router wifi  
      Desvantagens dos sistemas de guitarra digitais:
      Tem lag - o processamento digital requer uso de circuitos digitais causadores de lag. No entanto, um lag sonoro inferior a 2ms é imperceptível ao nosso cérebro Há conversão analogico-digital logo há sempre um erro associado. Há técnicas de aliasing para diminuir este erro, mas poderão aumentar o lag - mais uma vez o know-how e a velocidade do processamento depende da marca e das suas opções... Ligeiras perdas de sinal podem original uma quebra total do sinal (por falha de descodificação do sinal digital).  Quando o sinal da TDT tem quebras, a imagem tem quebras abruptas... Já te aconteceu teres cortes no som num ambiente com vários emissores Wifi ou Bluetooth? Ou quando ligas o teu sistema wireless o pessoal fica sem Wifi??

      Alguns sistemas (principalmente os analógicos) são True Diversity outros não, e ainda há alguns que dizem que são "Diversity" (cuidado!). Mas afinal o que é isto do "True Diversity?
      O "True Diversity" é uma tecnologia na qual duas antenas são usadas (com alguma separação física entre elas) nos receptores de forma a que o receptor possa escolher o sinal oriundo da que mais lhe convier (o sinal mais forte) evitando assim quebras de som momentâneas causadas colisões de sinal, etc. Um sistema "True Diversity" reduz muito as quebras de som, e por isso, deve ser um must para quem quer comprar um sistema wireless digno desse nome.
      Um sistema é "True Diversity" se as antenas estão ligadas a módulos de recepção independentes no receptor. Caso contrário é apenas "Diversity" (e neste caso a sua eficácia é muito mais reduzida uma vez que um módulo de recepção não consegue medir a potência do sinal recebido em cada antena). Na verdade, um sistema "Diversity" pode ainda piorar mais o sinal...
      Agora, não se deixem enganar: há sistemas "Non Diversity" ou "Diversity" com duas antenas (marketing visual para enganar o povo) mas que não tem módulos de recepção independentes no receptor. Só o "True Diversity" é que tem.
      Se um sistema tem duas antenas mas não menciona nada, é porque não é "True Diversity", e portanto, é para evitar.

      Na imagem: um sistema "Diversity" com duas antenas da T.Bone. A evitar!
       
      Em todos os sistemas (mas principalmente nos analógicos), é necessário ter também especial cuidado com as frequências utilizadas por cada sistema para evitar dissabores escusados. Na próxima página, falaremos deste assunto.

      A gama de frequências na qual é possível haver emissões (humanas) de ondas electromagnéticas é definido pelas entidades reguladoras. No caso de Portugal, é a Anacom, que regula o uso do espectro electromagnético.
      Os sistemas wireless de guitarra analógicos mais antigos usam frequências VHF (entre os 30 e os 300 MHz), embora actualmente sejam usem todos UHF (entre os 300 e os 3000 MHz). Normalmente, usam frequências entre os 500 e os 900 MHz. Os sistemas wireless de guitarra digitais usam frequências na gama ISM 2.4GHZ. 
      Interessa-nos saber, nas gamas de frequências utilizadas pelos sistemas wireless, quais podemos (ou não) utilizar em Portugal e mostrar quais poderão ser mais problemáticas. Se quiseres saber apenas quais as melhores frequências a usar nos sistemas wireless, vai logo para o fundo da página ("O que dizemos nós"). Entretanto, vamos explicar o que se passa até chegar à recomendação das melhores frequências.
       
      O que diz a Anacom
      Vamos então ver o que diz a Anacom quanto à atribuição do espectro de frequências. Na gama dos 500 aos 900 MHz temos:
      470 MHz aos 790 MHz:  TDT (dos 470 aos 582Mhz) Microfones Emissores e equipamentos auxiliares auditivos (o que nos interessa): (470 a 790 MHz) 790 a 862 MHz: Serviços de comunicações electrónicas terrestres (vulgo redes de telemóveis) 862 a 890 MHz:  Serviços de comunicações electrónicas terrestres ... Microfones emissores e equipamentos auxiliares auditivos (o que nos interessa) (863 a 865 MHz)  
      Na gama dos 2400 aos 2450 MHZ temos: 
      2400 a 2483,5 MHz:  SRD (Short Range Devices - vulgo wearables, etc) – Aplicações não específicas (interessa-nos) ISM (WIFI, etc)  
      Para piorar e complicar as coisas, devido a considerações de ordem europeia para a introdução do 5G, a Anacom decidiu fazer alterações nas frequências TDT até 2020. A introdução do 5G vai usar a gama de frequências dos 694MHz aos 790MHz, o que "colide" directamente com as frequências actuais da TDT. E a Anacom já decidiu que vai passar as frequências da TDT para a gama abaixo dos 694 MHz.
       
      O que dizemos nós
      Se queremos comprar um sistema wireless que vá para além de 2020, podemos esquecer as frequências abaixo dos 790 MHz porque em 2020 estarão ocupadas com as redes TDT e 5G. Sendo assim, as frequências seguras são a estreita faixa dos 863 a 865 MHz. Portanto, se queres comprar um sistema wireless analógico, certifica-te que escolhes um que funcione dentro desta gama de frequências.
      A nossa convicção é que o mercado, fruto da saturação do espectro electromagnético vá evoluindo em direcção aos sistemas digitais, que serão cada vez mais populares, a trabalhar na zona dos 2.4GHz (mesmo com todos os potenciais problemas de colisão com o WiFi e Bluetooth). 

      Agora que discutimos as questões técnicas, recomendamos as características desejáveis a ponderar na compra de sistemas wireless para guitarra, num horizonte superior a 2020:
      Recomendamos digital em vez de analógico. Continua a haver sistemas analógicos muito bons mas o mercado está a encaminhar-se gradualmente no sentido do digital. "True Diversity" é fundamental nos analógicos e muito desejável nos digitais.  Frequências: 863 a 865 MHz no analógico, 2.4GHZ no digital.  
      Sistemas Sem Fios para Guitarra Recomendados (Analógicos)
      Custo: The t.bone free solo PT 863 MHz (200€) Preço/Benefício: Sennheiser XSW 2-Ci1 E-Band Instrument (390€) Melhor: Shure QLXD14 S50 (1200€)  
      Sistemas Sem Fios para Guitarra Recomendados (Digitais)
      Custo: Line6 Relay G30 (200€) Preço/Benefício: Shure GLXD16 (480€) Melhor: Line 6 Relay G90 (539€)  
      Dúvidas, sugestões e correcções, estejam à vontade nos comentários ou editem o artigo