Potpourri de Amplificadores de Guitarra

    Por tca    1.761 Visualizações     7 comentários    


Neste tutorial vamos construir um power amp e discutir algumas tipologias de amplificadores para guitarra. Aventura-te e fica a conhecer melhor o mundo dos amplificadores de guitarra!

tca
Por tca

Maker, Hacker, PhD


Introdução

Neste tutorial vamos discutir uma alguns amplificadores de guitarra de uma forma informal, discutir tipologias e ideias para experimentar na breadboard. A totalidade dos esquemas deste texto foram experimentados e funcionam.

No fim vamos construir mais um power amp. A técnica de montagem  será ponto a ponto e o amplificador final utilizará mosfets numa configuração em classe A pushpull.

A sugestão que dou para complementar a leitura deste este texto é procurar as tipologias e referencias que vou dando ao longo do texto. As coisas aqui descritas não são rocket science mas há muitos detalhes a considerar. A explicação completa dava quase para escrever um livro sobre o assunto. Não há muita coisa escrita sobre amplificadores de guitarra solid state mas o livro de Teemu Kyttälä, “Solid -State Guitar Amplifiers” é uma excelente referência para ler no mês de férias que se aproxima (o link para download do livro completo está mais à frente no texto).

Boas leituras e construções.

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há 4 horas, Mr. Smith disse:

Mais um grande post!

Pessoal noob como é que faz para ler o esquema e fazer as ligações na prática?

Tens de ser mais específico, o que queres dizer com as ligações na prática? ;)

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On 11/08/2017 at 19:27, tca disse:

Tens de ser mais específico, o que queres dizer com as ligações na prática? ;)

O que pergunto é como olhando para um esquema dos que metestes como é que chegas aqui? Provavelmente a resposta para ti parece óbvia ou até uma não pergunta a que faço, mas quem nunca fez nada disto....

Compras os componentes, olhas para o esquema e agora? Para quem começa como é que faz?

Cumps,

 

IMGA0709.JPG

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      Tutorial - Como Escolher um Sistema Wireless para Guitarra
      Resumo:
      Há muita confusão no que toca às opções de sistemas sem fios para guitarra. Neste tutorial, ajudamos-te a escolher o melhor sistema wireless para guitarra ao mínimo custo possível.
      ...

      Ver tutorial completo
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      Comprar um sistema wireless para guitarra pode ser uma tarefa complicada. As marcas esforçam-se para mostrar que os seus sistemas são superiores, com bom alcance, fiáveis e sem quebras de som, mas a realidade mostra que nem sempre é assim. 
      Como é habitual no Forumusica, queremos dar-te informação útil da forma mais proveitosa e simples possível. E sendo assim, neste tutorial, vamos começar por explicar melhor os vários componentes e condicionantes de uma escolha destas de uma forma leve e fácil de perceber, de modo a que possas comprar o melhor sistema wireless ao melhor preço e que melhor se adeque àquilo que pretendes.
      Não entraremos em detalhes como a discussão da qualidade dos materiais ou a imagem de marca, mas focaremos os pontos mais difíceis de conhecer e avaliar. Fica connosco nas próximas páginas!

      Um sistema wireless para guitarra serve para transmitir o sinal da guitarra até um amplificador, efeitos, mesa de som, etc "over the air", ou seja, sem necessitar de fios ou cabos condutores. Normalmente o kit é composto por duas peças:
       
      Emissor:  recebe o sinal da guitarra e tem uma antena para transmissão do sinal através de ondas rádio para o receptor. O emissor é uma espécie de um pequeno rádio a pilhas mas ao contrário: em vez de receber, emite ondas rádio. Tem uma pequena antena (que pode ser interna) na qual passa uma corrente que produz radiação electromagnética.  
      Receptor: funciona de forma exactamente inversa ao emissor: tem uma antena que é "excitada" pela radiação electromagnética produzida no receptor e a partir daí produz corrente (o sinal da guitarra recebido) que depois é encaminhado para o amp, mesa de som, whatever. O receptor é normalmente maior e pode ter uma ou mais antenas. A função do receptor é captar, descodificar o sinal recebido e regenerá-lo de forma a que se pareça o mais possível (fidelidade) com o sinal enviado pela guitarra.  

      Na imagem: um típico sistema wireless com o emissor (à esquerda) e o receptor (à direita).
      Dito isto, os sistemas wireless dividem-se em vários tipos:
      Analógicos ou Digitais, consoante a maneira de codificar o sinal da guitarra que usam Non diversity ou True Diversity, consoante o número de subsistemas receptores que o "receptor" tem Conhecer estas características é extremamente importante, como iremos ver nas próximas páginas.

      Uma importante questão a ponderar na escolha de um sistema wireless para guitarra recai na opção analógico/digital. Ambos os tipos de sistemas fazem a mesma coisa, que é transmitir o sinal da guitarra através de ondas rádio (electromagnéticas) do emissor da guitarra para o receptor. A diferença está sim, na forma como o fazem, e essa forma traz vantagens e desvantagens.
       
      Sistemas Analógicos
      Em termos técnicos (e talvez complexos) um sistema analógico pega no sinal que vem da guitarra e modula uma portadora (um sinal bastante mais potente que "carrega" a outra onde, se assim podemos dizer) a uma determinada frequência que é transmitida pelo ar. Em termos simples, o emissor num sistema analógico faz exactamente o que uma estação emissora de rádio "normal" faz, emitindo em FM um determinado sinal.
       

      Na imagem: o sinal original modulado em AM (modulação de amplitude) ou FM (modulação em frequência).
      Note-se que o AM é muito mais naive que o FM, o que se reflecte na pior qualidade de rádio em condições do mundo real...
       
      Vantagens dos sistemas de guitarra analógicos:
      Não tem lag - a emissão é feita em tempo real, dado que a modulação e desmodulação analógica neste caso é imediata Em teoria, os sistemas são mais baratos uma vez que a tecnologia em si é bastante sólida e comprovada Ligeiras perdas de sinal originam uma degradação gradual do sinal (não completa). Lembras-te das "formigas" que havia na imagem nos tempos em que as emissões de TV eram analógicas? Podem atingir alcances maiores (o alcance é limitado pela potência do sinal emitido e pelo ganho das antenas utilizadas) Não há conversão analogico-digital (clica aqui para saber mais sobre a conversão analógico-digital), logo não há erro associado: a integridade do sinal mantém-se até emissão pela antena. Desvantagens dos sistemas wireless de guitarra analógicos:
      Tal como todas as emissões de rádio, são sujeitas a interferência e atenuação (embora possam ser usadas técnicas para aumentar a robustez, e aqui já se depende do know how de cada marca em fazer isso Usam frequências que podem estar ocupadas por outras emissões (por exemplo as emissões de TDT, etc) e cujas atribuições dependem de país para país Apenas têm uma resposta em frequência na gama "útil" e não em toda a gama (full range), devido a características da modulação FM. Além disso, o sinal de guitarra é comprimido acima de um determinado nível o que pode clipar o sinal. Mais susceptíveis ao ruído  
      Sistemas Digitais
      Nos sistemas wireless digitais, os emissores transformam o sinal analógico que vem da guitarra num sinal digital de 0's e 1's (conversão analogico-digital) que é enviada via ondas rádio (normalmente na mesma zona de frequências do WIFI - 2.4 GHz). O receptor faz o processo inverso de conversão digital-analógico.
       
      Vantagens dos sistemas wireless de guitarra digitais:
      A tramissão tipicamente usa todo o espectro audível (20Hz a 20kHz) do sinal de guitarra, o que é bom em termos de qualidade sonora. O alcance é igual ao de um típico router wifi  
      Desvantagens dos sistemas de guitarra digitais:
      Tem lag - o processamento digital requer uso de circuitos digitais causadores de lag. No entanto, um lag sonoro inferior a 2ms é imperceptível ao nosso cérebro Há conversão analogico-digital logo há sempre um erro associado. Há técnicas de aliasing para diminuir este erro, mas poderão aumentar o lag - mais uma vez o know-how e a velocidade do processamento depende da marca e das suas opções... Ligeiras perdas de sinal podem original uma quebra total do sinal (por falha de descodificação do sinal digital).  Quando o sinal da TDT tem quebras, a imagem tem quebras abruptas... Já te aconteceu teres cortes no som num ambiente com vários emissores Wifi ou Bluetooth? Ou quando ligas o teu sistema wireless o pessoal fica sem Wifi??

      Alguns sistemas (principalmente os analógicos) são True Diversity outros não, e ainda há alguns que dizem que são "Diversity" (cuidado!). Mas afinal o que é isto do "True Diversity?
      O "True Diversity" é uma tecnologia na qual duas antenas são usadas (com alguma separação física entre elas) nos receptores de forma a que o receptor possa escolher o sinal oriundo da que mais lhe convier (o sinal mais forte) evitando assim quebras de som momentâneas causadas colisões de sinal, etc. Um sistema "True Diversity" reduz muito as quebras de som, e por isso, deve ser um must para quem quer comprar um sistema wireless digno desse nome.
      Um sistema é "True Diversity" se as antenas estão ligadas a módulos de recepção independentes no receptor. Caso contrário é apenas "Diversity" (e neste caso a sua eficácia é muito mais reduzida uma vez que um módulo de recepção não consegue medir a potência do sinal recebido em cada antena). Na verdade, um sistema "Diversity" pode ainda piorar mais o sinal...
      Agora, não se deixem enganar: há sistemas "Non Diversity" ou "Diversity" com duas antenas (marketing visual para enganar o povo) mas que não tem módulos de recepção independentes no receptor. Só o "True Diversity" é que tem.
      Se um sistema tem duas antenas mas não menciona nada, é porque não é "True Diversity", e portanto, é para evitar.

      Na imagem: um sistema "Diversity" com duas antenas da T.Bone. A evitar!
       
      Em todos os sistemas (mas principalmente nos analógicos), é necessário ter também especial cuidado com as frequências utilizadas por cada sistema para evitar dissabores escusados. Na próxima página, falaremos deste assunto.

      A gama de frequências na qual é possível haver emissões (humanas) de ondas electromagnéticas é definido pelas entidades reguladoras. No caso de Portugal, é a Anacom, que regula o uso do espectro electromagnético.
      Os sistemas wireless de guitarra analógicos mais antigos usam frequências VHF (entre os 30 e os 300 MHz), embora actualmente sejam usem todos UHF (entre os 300 e os 3000 MHz). Normalmente, usam frequências entre os 500 e os 900 MHz. Os sistemas wireless de guitarra digitais usam frequências na gama ISM 2.4GHZ. 
      Interessa-nos saber, nas gamas de frequências utilizadas pelos sistemas wireless, quais podemos (ou não) utilizar em Portugal e mostrar quais poderão ser mais problemáticas. Se quiseres saber apenas quais as melhores frequências a usar nos sistemas wireless, vai logo para o fundo da página ("O que dizemos nós"). Entretanto, vamos explicar o que se passa até chegar à recomendação das melhores frequências.
       
      O que diz a Anacom
      Vamos então ver o que diz a Anacom quanto à atribuição do espectro de frequências. Na gama dos 500 aos 900 MHz temos:
      470 MHz aos 790 MHz:  TDT (dos 470 aos 582Mhz) Microfones Emissores e equipamentos auxiliares auditivos (o que nos interessa): (470 a 790 MHz) 790 a 862 MHz: Serviços de comunicações electrónicas terrestres (vulgo redes de telemóveis) 862 a 890 MHz:  Serviços de comunicações electrónicas terrestres ... Microfones emissores e equipamentos auxiliares auditivos (o que nos interessa) (863 a 865 MHz)  
      Na gama dos 2400 aos 2450 MHZ temos: 
      2400 a 2483,5 MHz:  SRD (Short Range Devices - vulgo wearables, etc) – Aplicações não específicas (interessa-nos) ISM (WIFI, etc)  
      Para piorar e complicar as coisas, devido a considerações de ordem europeia para a introdução do 5G, a Anacom decidiu fazer alterações nas frequências TDT até 2020. A introdução do 5G vai usar a gama de frequências dos 694MHz aos 790MHz, o que "colide" directamente com as frequências actuais da TDT. E a Anacom já decidiu que vai passar as frequências da TDT para a gama abaixo dos 694 MHz.
       
      O que dizemos nós
      Se queremos comprar um sistema wireless que vá para além de 2020, podemos esquecer as frequências abaixo dos 790 MHz porque em 2020 estarão ocupadas com as redes TDT e 5G. Sendo assim, as frequências seguras são a estreita faixa dos 863 a 865 MHz. Portanto, se queres comprar um sistema wireless analógico, certifica-te que escolhes um que funcione dentro desta gama de frequências.
      A nossa convicção é que o mercado, fruto da saturação do espectro electromagnético vá evoluindo em direcção aos sistemas digitais, que serão cada vez mais populares, a trabalhar na zona dos 2.4GHz (mesmo com todos os potenciais problemas de colisão com o WiFi e Bluetooth). 

      Agora que discutimos as questões técnicas, recomendamos as características desejáveis a ponderar na compra de sistemas wireless para guitarra, num horizonte superior a 2020:
      Recomendamos digital em vez de analógico. Continua a haver sistemas analógicos muito bons mas o mercado está a encaminhar-se gradualmente no sentido do digital. "True Diversity" é fundamental nos analógicos e muito desejável nos digitais.  Frequências: 863 a 865 MHz no analógico, 2.4GHZ no digital.  
      Sistemas Sem Fios para Guitarra Recomendados (Analógicos)
      Custo: The t.bone free solo PT 863 MHz (200€) Preço/Benefício: Sennheiser XSW 2-Ci1 E-Band Instrument (390€) Melhor: Shure QLXD14 S50 (1200€)  
      Sistemas Sem Fios para Guitarra Recomendados (Digitais)
      Custo: Line6 Relay G30 (158€) Preço/Benefício: Shure GLXD16 (480€) Melhor: Line 6 Relay G90 (539€)  
      Dúvidas, sugestões e correcções, estejam à vontade nos comentários ou editem o artigo  
    • Max Coelho
      Olá! Nós somos os TOCSIN, e somos uma banda com sede na zona de Viseu, e lançámo-nos no concurso EDP Live Bands como nossa estreia, com o tema Clairvoyance. Somos uma banda de Metal-Progressivo e procuramos trazer algo diferente à comunidade musical, com o junção de várias influências, como Tool, Deftones, A Perfect Circle, Alice In Chains, Alexisonfire, Alter Bridge, entre outros. Agradecíamos imenso se pudessem ouvir a nossa música (gravação e mistura caseira), e deixar o vosso voto para ajudar os TOCSIN a deixar a sua marca, e certamente que as próximas malhas a apresentar vão interessar imenso. Obrigado pela vossa atenção, e muita música!
      !!! https://edplivebandsportugal.edp.com/banda/tocsin !!!

    • tmo
      Pois é malta, deparei-me com um link interessante para leitura aquando de uma visita ao site da Premier Guitar (a propósito de uma review de uma guitarra Mayones). O link (que não é este primeiro) encaminha para a leitura ou download de um ficheiro PDF com umas 58 páginas (ainda não o vi, foi só de relance) sobre assuntos que começam nos acabamentos...
      Bom, deixemo-nos de suspense, https://www.dropbox.com/s/k9lv1di1kmost9k/Nov17_PG_Ebook_DIYGuitarMakeover_Vol1.pdf?dl=0
      EDIT, Jan2018 - Agora também para baixistas e entusiastas dos graoves... (mistura de graves com groves... ok fica para a próxima): https://www.dropbox.com/s/w8repkgv4atm6ax/Feb18_PG_Ebook_NothingButBassVol1.pdf?dl=0
       
      EDIT, Fev2018: Mais uma da Premier Guitar só para a malta... que acompanha a revista, claro... https://www.dropbox.com/s/l21p544hmck6buv/Feb18_PG_Ebook_DIYGuitarMakeoverVol2.pdf?dl=00
       
      EDIT, Março 4, 2018: A Premier Guitar dá muitas dicas, este link contém umas sugestões bem interessantes aos cirurgiõesdas entranhas das guitarras... https://www.premierguitar.com/articles/21112-three-must-try-guitar-wiring-mods?page=1
       
      Boas leituras...
    • pgranadas
      Tutorial - Esquema para manter o tom da guitarra, quando diminuir volume.
      Resumo:
      Alternar entre um som clean e crunch, utilizando apenas o volume da guitarra, é o método utilizado por muitos guitarristas. Mas ao se diminuir o volume, normalmente também se perde alguma clareza no tom. Como evitar isso?
      ...

      Ver tutorial completo
    • pgranadas

      Na realidade, é uma alteração muito simples. Mesmo alguém sem muitos conhecimentos de electrónica consegue o fazer.
      Estes são os valores mais comuns de resistência e condensador para o treble bleed. Os resultados podem variar conforme o tipo de pickup e de potenciómetros de volume ou até de tone (brilho).
       

      Uma alternativa prática a ter de testar vários valores para o condensador (qualquer entre 0,001 mFd e 0,003 mFd) e para a resistência (entre 50% a 75% da resistência do respectivo potenciómetro de volume) podemos utilizar uma resistência variável em vez de uma resistência fixa. Para tal podemos usar um trimpot e ligá-lo da mesma forma à ao que acontece com a resistência na página anterior.

      Como regra, aconselho um trimpot que consiga, pelo menos, metade da resistência máxima do potenciómetro do volume. Isto para que o leque de afinações possíveis seja o mais alargado possível. 
      A resistência ajustada no trimpot vai afectar a progressividade com que os agudos prevalecem no sinal à medida que se baixa o volume da guitarra. Quanto mais baixo o valor da resistência menor efeito terá o condensador em manter os agudos e vice-versa. Por outro lado, esta resistência também afecta o modo como o volume se comporta com variações do potenciómetro: valores de resistência mais baixos afectam mais este curso.
      Portanto a afinação terá de ser feita de maneira a que o resultado sonoro seja o mais satisfatório possível sem comprometer demasiado o comportamento desejado para o controlo de volume. 

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