Como usar processadores multiFX para Guitarra/Baixo/outros

    Por tmo    956 Visualizações     18 comentários    


O que há anos era heresia total, hoje em dia começa a ser cada vez mais aceite: a utilização de preamps digitais (em formato pedaleira, rack ou software para PC/Mac ou tablet) e multiefeitos pelos guitarristas e baixistas, pode afinal ser uma excelente escolha e soar bem. Neste tutorial mostra-se como tirar o máximo partido deles.

tmo
Por tmo

WHAT IS NOT TOLD ABOUT MULTIFXs

 

Uma conto repescagem de 2007 (a pedido de algumas gentes) por tmo...

Ora bem, qual é a grande vantagem de utilizar um pré digital ao invés de usar um analógico? Pondo de parte o rombo no orçamento que os diferentes prés fazem, a grande vantagem destes sobre os outros é a versatilidade de timbres que podem gerar. E para quê? Perguntais vós... simplesmente para poder chegar a mais pessoas e permitir o estudo do “Holly Grail of Tone” sem se ficar a pedir nas ruas. O que se irá abordar de seguida torna-se válido para Guitarristas, Baixistas ou outros instrumentistas que usem Setups idênticos aos que aqui se indicarão.

Nota informativa ao leitor: o texto que se apresenta de seguida contém linguagem eventualmente chocante e disruptiva. Convenhamos que o texto original tem pouco mais de 10 anos... contudo, os princípios aqui referidos mantém-se sólidos uma vez que são transversais a praticamente qualquer setup.

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Excelente tópico, master tmö! Era boa ideia porem isto como topico fixo. master tmö para presidente!!! :):)

Subscrevo em absoluto, no entanto e para tópico fixo:

1 - O título do tópico poderia ser um pouco menos poético;

2 - O título do tópico poderia ser um pouco mais pedagógico (mais objectivo em relação ao assunto tratado).

Isto se o tópico fosse para fixo e à consideração do autor é claro. O mais importante é o conteúdo e nisso está excelente. Aguardo com expectativa futuros desenvolvimentos.

Cumprimentos,

AE

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Excelente tutorial @tmo.

Agora, se não te importas, te "convidava" a desenvolver um pouco a questão da pedaleira controladora MIDI.

Pelo que percebi noutro post, usas a famosa Behringer FC1010.

Ja estive tentando em a comprar, mas li algures, que a sua implementação com os softwares do mercado, não é directa, havendo quem venda uns chips, para que o seja.

Qual é a tua experiência com esse "problema"?

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@pgranadas Não tenho esses problemas porque não uso essa pedaleira, apenas a refiro como possibilidade. A que uso é a Roland FC200 (desde 1998 sem qualquer problema, diga-se), vem apenas com 1 pedal de expressão, mas tem possibilidade de ligar +6. No total uso 3 pedais de expressão: um para gerir o drive/nível de distorção, um para os efeitos que me apetecer no momento (nos quais posso misturar whas com whammys ou outras avarias em diversos parâmetros de diversos efeitos, que ligo e desligo com pedais on/off) e outro para gerir a mistura entre o "Direct level" e o "Wet level" do reverb.

Assim que tiver oportunidade, aprofundo, de facto, a página do CHAOS CONTROL...

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Eu ja uso este esquema de guitar+pc+ pedaleira fcb 1010 à  4 anos e é expetacular o que eu consigo fazer!

O novo amplitube 4 lançado està ao nivel dos processadores profissionais tais como kemper, axe fx  com grande vantagem na ediçao muito mais facil no pc...

 

Sabendo que nao é a toa que encontras marcas licenciadas no amplitube 4 tais com orange, fender, mesa boogie, orange, etc.. com 1 som soberbo

Eu ja migrei para um MUNDO VIRTUAL E SOU FELIZ!!! (e sem preconceitos o meu ouvido é o meu juiz!!!)

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há 19 horas, flip79 disse:

Eu ja uso este esquema de guitar+pc+ pedaleira fcb 1010 à  4 anos e é expetacular o que eu consigo fazer!

E que tal foi ligar a fc1010 ao Amplitube? Tiveste de fazer algum mod, ou foi uma configuração pacífica?

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desculpem o testamento nas a vida nem sempre e simples...

Infelizmente tem muitos truques e dicas:

O sistema operativo e o windows seven que é onde a minha placa de som é mais estavel.

O reaper foi o programa que tornou o amplitube a fcb 1010 trabalhar sem erros nenhum, estabilizou o o funcionamento e 5 horas seguidas diarias todos os dias sem crash! O modo stand alone com a fcb 1010 .nunca funcionou estavel.

Eu uso pc windows mas 1 pequeno i3 2,20 4ghz e chega me . (esta geraçao de i3, i5, i7 são mais fiáveis para o amplitube.

A minha placa de som e uma esi esu sao 24 bits 94hzs e são a garantia de 1 som melhor...tem entrada hi-z propria para guitaras e parace me que o som que não sai tanto comprimido como outras placas que eu usei.

De todos programas o que mais gosto sao o amplitube 4 eu uso o meu baixo fender no amplitube fender e o som e bom.

A minha guitarra acustica tambem uso no amplitube .

A pedaleira da behirnger que eu suso tem 4 anos e uso todos os dias e é excelentemente contruida, duravel, 110€ uso a todos os dias, ate o pedal wh funciona direito.

Ligo a pedlaira ao portatil via cabo midi usb converter 13€ porque a minha placa de som não tem midi in.

A edicao da pedaleira é 1 pouco dificil e aconselho a usar o UNO que já e 1 solução já preparada.

Embora existam muitos tutoriais na net sobre congfigurar a fcb 1010 e o amplitube... eu confugurei sempre tudo mao... mas para as pessoas aconselho 1 chipe uno.

 

As pessoas esquecem muitas vezes e para se ter um som optimo de guitarra nos phone é preciso ter 1 phone profissional pelo menos 100€ porque reproduzir as frequencias da guitarras não é facil e so os bons phones reproduzem perfeitamente estas frequencias e uso 1 phones de studio da sony a à 17 anos todos os dias 5 horas e estao perfeitos mesmo quando se puxa por 1 amplitube mesa boogie eles aguentam a vibraçao e o massacre...

 

 

 

 

Eu uso para ensaiar e para tocar com amigos musicos que estam no mundo todo e menviam wav com as musicas ,eu faço e baixo, a guitarra eletrica, acustica e envio pela net os meus amigos montam o som numa daw e eu sou pago!

 

Toco em casa com muitos amigos que tem edrums, teclados baixos,

 

Eu toquei mais de 20 em bandas e a banda acabou e com mulher e filhos fiquei com numa depressão, entao foi a procura de ser feliz e à 5 anos que hoje tenho estes projetos todos na minha casa....a minha filha ta na sala com a minha mulher a ver tv e eu tou a lado delas a tocar no meu pc guitarra sem chatear ninguém... mesmo com 1 edrum, o baixo ou synth não se ouve nada...

 

Pode parecer estranho eu vendi a maior parte do meu material profissional so fiquei cm 1 PRS custom.... eu nem afinador tenho, não toco com 1 ampli a mais de 5 anos...

 

MIGREI PARA VIRTUAL E SOU FELIZ A TOCAR COM MUSICOS DO MUNDO TODO QUE ME MANDAM AS MUSICAS EM WAV E FAFEMOS MUITAS MUSICAS NOSSAS! Quantas vezes o teclista meu amigo na turquia tem 1 ideia grava e me envia e eu fico logo todo ansioso por criar algo,,,, tenho amigos que emigragaram musicos no brasil, canada, turquia, israel, uk e em vez de chorar a distancia faço coisa boas, agora ate conheci 1 amigo frances que toca teclado e canta e me esta a mandar as musicas.. e este é o meu novo projeto!!!!

 

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      https://pt.scribd.com/doc/298862657/Kleynjans-Mes-Debuts-a-La-Guitare-CAHIER-DU-PROFESSEUR
      Eu aqui no conservatorio em frança ensinam atraves daqui, claro que e o 1 livro, ainda nao cheguei aos proximos
    • tca
      Tutorial - Potpourri de Amplificadores de Guitarra
      Resumo:
      Neste tutorial vamos construir um power amp e discutir algumas tipologias de amplificadores para guitarra. Aventura-te e fica a conhecer melhor o mundo dos amplificadores de guitarra!
      ...

      Ver tutorial completo
    • tca

      Neste tutorial vamos discutir uma alguns amplificadores de guitarra de uma forma informal, discutir tipologias e ideias para experimentar na breadboard. A totalidade dos esquemas deste texto foram experimentados e funcionam.
      No fim vamos construir mais um power amp. A técnica de montagem  será ponto a ponto e o amplificador final utilizará mosfets numa configuração em classe A pushpull.
      A sugestão que dou para complementar a leitura deste este texto é procurar as tipologias e referencias que vou dando ao longo do texto. As coisas aqui descritas não são rocket science mas há muitos detalhes a considerar. A explicação completa dava quase para escrever um livro sobre o assunto. Não há muita coisa escrita sobre amplificadores de guitarra solid state mas o livro de Teemu Kyttälä, “Solid -State Guitar Amplifiers” é uma excelente referência para ler no mês de férias que se aproxima (o link para download do livro completo está mais à frente no texto).
      Boas leituras e construções.

      Quando comecei a estudar amplificadores de guitarra testei na breadboard uma grande quantidade de tipologias. A ideia era perceber de uma forma práctica  como soavam diferentes arranjos e que tipo de distorções se conseguiriam obter.
      Usando o simulador de circuitos (por exemplo o TINA-TI: http://www.ti.com/tool/tina-ti ) e uma breadboard é possível num par de meses simular e testar uma grande quantidade de circuitos.
      Esta maneira de estudar dá-nos muitos frutos e uma experiência hands-on que é muito difícil de se obter de outra forma, mesmo em ensino especializado. O procedimento é simples: simular o circuito, monta-lo numa breadboard e ouvir. Repetir as vezes necessárias.
       
      Claro que vou restringir este texto a amplificadores solid-state. Deixo aqui uma referência de leitura recomendada: Teemu Kyttälä, “Solid -State Guitar Amplifiers”:
      http://www.thatraymond.com/downloads/solidstate_guitar_amplifiers_teemu_kyttala_v1.0.pdf
      Uma excelente leitura técnica mas contém capítulos não técnicos que podem ser lidos sem grandes conhecimentos de eletrotécnica, em particular a secção que discute amplificadores solid state vs válvulas está muito bem escrita.

      Comecemos então. O primeiro da série foi inspirado no Muff Fuzz um pedal da Electro Harmonix. A ideia é a mesma do circuito original mas serve de booster para o andar de amplificação de potência que usa os dois TIP: o TIP 31 (NPN) e o TIP32 (PNP) numa configuração de emissor comum (este estágio tem apenas ganho em corrente, o ganho em tensão vem do Muff Fuzz).
       
       

       
       

      Ou usando um amplificador operacional usando dois transístores (o par 2N4401 e o 2N4403). O R4 controla o ganho da configuração. O ganho é controlado por feedback negativo à saída do opamp na base do TIP31.

       
      Claro que é importante o uso de um simulador de circuitos que permite simular não só o pickup da guitarra assim como o altifalante.
      Neste último exemplo a rede de feedback cobre não só T2 mas vai até ao estágio de saída.

       

      Uma outra configuração interessante é usar as flutuações de corrente de um opamp para controlar os transístores de saída. Só trabalham quando o opamp “puxa” mais corrente.

       
      Este exemplo curiosamente não funciona no simulador mas funciona na breadboard! O que se passa é que o simulador emula o opamp de uma forma ideal e não contabiliza as flutuações de corrente do integrado. Mas são essas flutuações que controlam o funcionamento dos transístores de saída. É um exemplo muito relevante que mostra bem alguns dos limites de aplicabilidade na utilização deste tipo de softwares para estudo de circuitos eléctricos.
      Há duas coisas que distinguem este último circuito dos exemplos anteriores: os transístores de potência estão numa configuração de colector comum (ganho de corrente e de tensão) e a rede de feedback controla a impedância de saída do amplificador.
      Os exemplos de power-amps anteriores têm uma configuração chamada de classe B. Cada um dos transístores de saída (ver a imagem anterior, TIP31 e TIP32) apenas conduzem numa das partes do sinal de entrada estando desligado (ou quase) na outra parte.
      Este tipo de configuração deve funcionar bem com o amplificador integrado LM386 (procurar a referência Ruby amp).

      O exemplo seguinte mostra um amplificador em class A, onde o transístor de saída está sempre em condução. Este não o testei mas o amplificador com a lâmpada de carro num tutorial anterior é também um amplificador em classe A.

       

      Outro exemplo que não poderia deixar de  testar era o famoso amplificador Zen do Nelson Pass ( https://www.passdiy.com/project/amplifiers/the-zen-amplifier ) 
      Neste caso a minha ideia foi construir uma versão pequenina, para ver, ou antes ouvir, como soava.

       
      As minhas simplificações levaram-me, depois de muitas iteradas e escutas e ao fim de 4 meses à versão que já divulguei num tutorial passado. Esta versão usa um IRFP240 (favorito do Pass) e que debita mais ou menos 3W clean (standard de guitarra).
       

       
      Já me esquecia que também experimentei uma versão pequena do JLH (John Linsley-Hood) mas usando transístores (não mosfet). Claro que a ideia surgiu também da versão do amplificador do Pass (https://www.passdiy.com/project/amplifiers/the-plh-amplifier).
      Esta sim uma topologia fantástica que valerá a pena voltar a fazer mais umas experiências com ela... em particular em overdrive.
       

       
      Outro amplificador que soa muitíssimo bem é o amplificador “Dead of Zen” (nome que dava para uma banda de heavymetal) do Rod Elliott ( http://sound.whsites.net/project36.htm ).
       

      Vejamos então mais esta ideia para um power amp. Precisamos do material seguinte:
      Mosfet N IRF620 Mosfet P IRFP9620 100nF x2 condensador (25V) 1mF condensador (25V) 120kOhm x4 resistências 1/4W Jacks de audio Ficha de alimentação para painel dissipador Caixa Hammond 1590BB (ou semelhante) isoladores para os transístores dissipador Fonte de alimentação de portátil (18V 6A)  
      O poweramp com uma lâmpada divulgado num tutorial anterior partilha com este que usa dois mosfets a mesma simplicidade. O circuito é este:
       

       
      Usa dois mosfets, um tipo N e outro tipo P e funciona em classe A, i.e. os dois transístores estão simultaneamente a funcionar durante a parte positiva e a parte negativa do sinal de entrada para sinais de baixa amplitude. Tem um ganho de 2.5.
       

       
      Para sinais com maior amplitude temos distorção de crossover e achatamento dos topo da onda!
       

       
      A resposta em frequência é:
       

       
      A montagem foi feita numa Hammond 1590BB. Os mosfets foram literalmente aparafusados à caixa usando os isoladores e massa térmica.

       
      Como se pode ver a montagem não é nada do outro mundo, basta paciência.
       

       
      Uma das coisas importantes em circuitos de amplificação é usar uma configuração em estrela e apenas um ponto de massa (ligado à caixa metálica). O link seguinte tem a discussão deste tipo de configuração para amplificadores a válvulas mas vale também para transístores: http://www.geofex.com/Article_Folders/stargnd/stargnd.htm
       

       
      Outras das questões importantes que temos de ter em atenção com os amplificadores em geral em qualquer configuração  e em particular com os amplificadores em classe A é a dissipação de calor. A rule of thumb é: se conseguires deixar a mão sobre o dissipador mais do que 60s então está tudo ok.
       

       
      Equivale a 60 graus Celsius, a temperatura ideal do café para ser bebido.

      Este tutorial tinha como objetivo mostrar a importância da utilização de um simulador de circuitos elétricos e a prototipagem rápida para estudo de circuitos. Tem referências e detalhes para nos manter ocupados durante este tempo de férias.
      E no fim a construção de outro amplificador classe A com dois mosfets tipo N e tipo P.

       
      Como soa? Melhor mesmo é montar um!
      Boas construções.
      Tiago Charters de Azevedo
      Lisboa, 2017
       
       
       
    • xtech
      Pessoal, comentem por aqui as novidades nesta área.
      Recebi um email a dizer que vai sair o Helix Native, no fundo o software da Helix "para computador". @pgranadas fica atento a isto:

      Falta saber muita coisa: quanto vai custar, em que plataformas vai correr, etc.
    • pgranadas
      E que tal uma guitarra onde dá para testar todos os pu's?

    • xtech
      É verdade, a Gator lançou umas cases com leds lá dentro para iluminar o instrumento!
       
      Os preços é que não são lá muito convidativos, deverão andar por volta dos 250 dólares americanos...