Como usar processadores multiFX para Guitarra/Baixo/outros

    Por tmo    2.312 Visualizações     20 comentários    


O que há anos era heresia total, hoje em dia começa a ser cada vez mais aceite: a utilização de preamps digitais (em formato pedaleira, rack ou software para PC/Mac ou tablet) e multiefeitos pelos guitarristas e baixistas, pode afinal ser uma excelente escolha e soar bem. Neste tutorial mostra-se como tirar o máximo partido deles.

tmo
Por tmo

WHAT IS NOT TOLD ABOUT MULTIFXs

 

Uma conto repescagem de 2007 (a pedido de algumas gentes) por tmo...

Ora bem, qual é a grande vantagem de utilizar um pré digital ao invés de usar um analógico? Pondo de parte o rombo no orçamento que os diferentes prés fazem, a grande vantagem destes sobre os outros é a versatilidade de timbres que podem gerar. E para quê? Perguntais vós... simplesmente para poder chegar a mais pessoas e permitir o estudo do “Holly Grail of Tone” sem se ficar a pedir nas ruas. O que se irá abordar de seguida torna-se válido para Guitarristas, Baixistas ou outros instrumentistas que usem Setups idênticos aos que aqui se indicarão.

Nota informativa ao leitor: o texto que se apresenta de seguida contém linguagem eventualmente chocante e disruptiva. Convenhamos que o texto original tem pouco mais de 10 anos... contudo, os princípios aqui referidos mantém-se sólidos uma vez que são transversais a praticamente qualquer setup.

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Excelente tópico, master tmö! Era boa ideia porem isto como topico fixo. master tmö para presidente!!! :) :)

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Excelente tópico, master tmö! Era boa ideia porem isto como topico fixo. master tmö para presidente!!! :):)

Subscrevo em absoluto, no entanto e para tópico fixo:

1 - O título do tópico poderia ser um pouco menos poético;

2 - O título do tópico poderia ser um pouco mais pedagógico (mais objectivo em relação ao assunto tratado).

Isto se o tópico fosse para fixo e à consideração do autor é claro. O mais importante é o conteúdo e nisso está excelente. Aguardo com expectativa futuros desenvolvimentos.

Cumprimentos,

AE

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Excelente tutorial @tmo.

Agora, se não te importas, te "convidava" a desenvolver um pouco a questão da pedaleira controladora MIDI.

Pelo que percebi noutro post, usas a famosa Behringer FC1010.

Ja estive tentando em a comprar, mas li algures, que a sua implementação com os softwares do mercado, não é directa, havendo quem venda uns chips, para que o seja.

Qual é a tua experiência com esse "problema"?

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@pgranadas Não tenho esses problemas porque não uso essa pedaleira, apenas a refiro como possibilidade. A que uso é a Roland FC200 (desde 1998 sem qualquer problema, diga-se), vem apenas com 1 pedal de expressão, mas tem possibilidade de ligar +6. No total uso 3 pedais de expressão: um para gerir o drive/nível de distorção, um para os efeitos que me apetecer no momento (nos quais posso misturar whas com whammys ou outras avarias em diversos parâmetros de diversos efeitos, que ligo e desligo com pedais on/off) e outro para gerir a mistura entre o "Direct level" e o "Wet level" do reverb.

Assim que tiver oportunidade, aprofundo, de facto, a página do CHAOS CONTROL...

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Eu ja uso este esquema de guitar+pc+ pedaleira fcb 1010 à  4 anos e é expetacular o que eu consigo fazer!

O novo amplitube 4 lançado està ao nivel dos processadores profissionais tais como kemper, axe fx  com grande vantagem na ediçao muito mais facil no pc...

 

Sabendo que nao é a toa que encontras marcas licenciadas no amplitube 4 tais com orange, fender, mesa boogie, orange, etc.. com 1 som soberbo

Eu ja migrei para um MUNDO VIRTUAL E SOU FELIZ!!! (e sem preconceitos o meu ouvido é o meu juiz!!!)

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há 19 horas, flip79 disse:

Eu ja uso este esquema de guitar+pc+ pedaleira fcb 1010 à  4 anos e é expetacular o que eu consigo fazer!

E que tal foi ligar a fc1010 ao Amplitube? Tiveste de fazer algum mod, ou foi uma configuração pacífica?

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desculpem o testamento nas a vida nem sempre e simples...

Infelizmente tem muitos truques e dicas:

O sistema operativo e o windows seven que é onde a minha placa de som é mais estavel.

O reaper foi o programa que tornou o amplitube a fcb 1010 trabalhar sem erros nenhum, estabilizou o o funcionamento e 5 horas seguidas diarias todos os dias sem crash! O modo stand alone com a fcb 1010 .nunca funcionou estavel.

Eu uso pc windows mas 1 pequeno i3 2,20 4ghz e chega me . (esta geraçao de i3, i5, i7 são mais fiáveis para o amplitube.

A minha placa de som e uma esi esu sao 24 bits 94hzs e são a garantia de 1 som melhor...tem entrada hi-z propria para guitaras e parace me que o som que não sai tanto comprimido como outras placas que eu usei.

De todos programas o que mais gosto sao o amplitube 4 eu uso o meu baixo fender no amplitube fender e o som e bom.

A minha guitarra acustica tambem uso no amplitube .

A pedaleira da behirnger que eu suso tem 4 anos e uso todos os dias e é excelentemente contruida, duravel, 110€ uso a todos os dias, ate o pedal wh funciona direito.

Ligo a pedlaira ao portatil via cabo midi usb converter 13€ porque a minha placa de som não tem midi in.

A edicao da pedaleira é 1 pouco dificil e aconselho a usar o UNO que já e 1 solução já preparada.

Embora existam muitos tutoriais na net sobre congfigurar a fcb 1010 e o amplitube... eu confugurei sempre tudo mao... mas para as pessoas aconselho 1 chipe uno.

 

As pessoas esquecem muitas vezes e para se ter um som optimo de guitarra nos phone é preciso ter 1 phone profissional pelo menos 100€ porque reproduzir as frequencias da guitarras não é facil e so os bons phones reproduzem perfeitamente estas frequencias e uso 1 phones de studio da sony a à 17 anos todos os dias 5 horas e estao perfeitos mesmo quando se puxa por 1 amplitube mesa boogie eles aguentam a vibraçao e o massacre...

 

 

 

 

Eu uso para ensaiar e para tocar com amigos musicos que estam no mundo todo e menviam wav com as musicas ,eu faço e baixo, a guitarra eletrica, acustica e envio pela net os meus amigos montam o som numa daw e eu sou pago!

 

Toco em casa com muitos amigos que tem edrums, teclados baixos,

 

Eu toquei mais de 20 em bandas e a banda acabou e com mulher e filhos fiquei com numa depressão, entao foi a procura de ser feliz e à 5 anos que hoje tenho estes projetos todos na minha casa....a minha filha ta na sala com a minha mulher a ver tv e eu tou a lado delas a tocar no meu pc guitarra sem chatear ninguém... mesmo com 1 edrum, o baixo ou synth não se ouve nada...

 

Pode parecer estranho eu vendi a maior parte do meu material profissional so fiquei cm 1 PRS custom.... eu nem afinador tenho, não toco com 1 ampli a mais de 5 anos...

 

MIGREI PARA VIRTUAL E SOU FELIZ A TOCAR COM MUSICOS DO MUNDO TODO QUE ME MANDAM AS MUSICAS EM WAV E FAFEMOS MUITAS MUSICAS NOSSAS! Quantas vezes o teclista meu amigo na turquia tem 1 ideia grava e me envia e eu fico logo todo ansioso por criar algo,,,, tenho amigos que emigragaram musicos no brasil, canada, turquia, israel, uk e em vez de chorar a distancia faço coisa boas, agora ate conheci 1 amigo frances que toca teclado e canta e me esta a mandar as musicas.. e este é o meu novo projeto!!!!

 

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    • dazp94
      Boas !
      Gostaria de saber que serviços de pintura de instrumentos de cordas há disponíveis em Lisboa/arredores.
      Obrigado !
    • John10
      Tutorial - Como encordoar uma guitarra
      Resumo:
      Cordas novas desafinadas? Nunca mais.
      ...

      Ver tutorial completo
    • John10

      As cordas estão velhas e agora queres mudar. Metes um conjunto de cordas novo, lindo e brilhante. Vais a tocar e está tudo desafinado. Afinas e desafina logo de seguida. A solução está aqui.
       

      Para além da óbvia guitarra e cordas, precisas de um afinador e um "stringwinder" para despachar.
      Se não queres gastar muito dinheiro, por 1.5€ podes comprar este:

      Um Stringwinder permite-te apertar e desapertar rapidamente os afinadores da tua guitarra, uma vez que permite-te "dar à manivela" em vez de continuamente rodares os afinadores com os dedos.

      Em si, não há muita ciência em colocar as cordas numa guitarra. Convém não enrolar demasiada corda no carrilhão, para maximizar o contacto directo com o corpo da guitarra através do carrilhão. Se tiver muita corda estás a adicionar uma camada que irá sempre provocar uma menor ressonância, ainda que quase imperceptível. De qualquer das formas, o aspecto é muito melhor.
      Após colocares as cordas, para garantir que tens uma afinação correcta deves ligar o afinador e afinar a guitarra. Se for uma guitarra eléctrica baixa o captador mais próximo do braço para diminuir a atracção magnética do mesmo.
      Depois disso deves, com as mãos esticar a corda de Mi Grave ao longo da mesma. Isto é, pões as mãos com cerca de 5 cm de distância uma da outra e esticas a corda em porções de 5 cm ao longo da mesma, com força, mas não com demasiada força. Se fizeres demasiada força poderás partir a corda, evidentemente. Estica a corda e faz pressão em todos os pontos onde a corda entra em contacto com a guitarra. Na ponte, no pente e ao pé dos afinadores.
      Com isto estás a aliviar a tensão da corda. Quando a corda é nova demora a atingir a tensão necessária a manter-se afinada por si só. Com isto estamos a acelerar esse processo.
      Depois de esticares a corda e pressionares os pontos de contacto voltas a afinar e a repetir o passo. O processo estará concluído quando ao esticares a corda a mesma não se desafinar mais. Se afinares, esticares a corda devidamente, e a corda se mantiver afinada, o processo está concluido. Deves repetir este processo em todas as cordas.

      Tens a guitarra afinada. Tão afinada que podes fazer bends, divebombs com o Floyd Rose e ligeiros usos de trémolo e a mesma manter-se-á razoavelmente afinada, sendo que depende também, sempre, do material da guitarra. Se as peças da ponte e os afinadores forem fracos não há milagres.
      Ainda assim com isto, garantes uma afinação estável.
    • xtech
      Tutorial - Como escolher o melhor cabo de guitarra?
      Resumo:
      Estás à procura de um cabo para a tua guitarra ou para ligar os teus pedais e não sabes como escolher? Neste tutorial vamos explicar o que é verdadeiramente importante na compra de um cabo - e como ir ver para além do marketing dos fabricantes - para que possas escolher o melhor cabo, ao menor custo possível.
      ...

      Ver tutorial completo
    • xtech
      Escolher o melhor cabo não é tarefa simples. Algumas marcas promovem os seus cabos banhados a ouro como o holy grail do "tone", outras dizem que usam materiais XPTO e que isso garante o melhor tone. É fácil ficar confuso! Para comprar o melhor cabo, é melhor compreendê-los melhor, para que possas comprar o melhor cabo ao menor custo possível.
      Vamos, nas próximas páginas deste tutorial, compreender melhor as características do som e sinal de guitarra, dos cabos e no final concluiremos quais as características desejáveis para um cabo de guitarra. No final recomendamos também alguns cabos (acabados ou em bruto) para quem quer fazer as melhores opções.

      No geral, as guitarras produzem um sinal com uma corrente eléctrica cerca de alguns miliAmperes (ou seja, uma quantidade bastante pequena) a alguns miliVolts (idem). Pela lei de Ohm, isto significa que a potência de um sinal de guitarra é muito baixo (na ordem dos miliWatts). Uma vez que o sinal não é forte, alterações relativamente pequenas às suas características terão necessariamente consequências sonoras. Interessa pois, nesta vertente, que o cabo a comprar preserve ao máximo as características do sinal original, que seja robusto contra influências externas (ex: ruído causado por fontes electromagnéticas).
      O som de uma guitarra tem estende-se (para a afinação standard) entre os 80 Hz e os 660 Hz, no entanto, com os harmónicos e sobretons a gama completa ronda entre os 50 Hz e os 5000 Hz. Alterações à estrutura do sinal afectarão necessariamente as frequências (quais delas, iremos ver na página seguinte) e consequentemente, o som produzido. Daí que os cabos adequados (não necessariamente caros) tenham muita influência no que ouvimos no som final.

      Um cabo de guitarra é um condutor, que conduz corrente eléctrica produzida pelos pickups da guitarra. Normalmente a esse condutor associam-se outras partes, como por exemplo um material isolante, isolamento contra interferências electroestáticas e ruído de manuseamento (há cabos que só de mexeres neles, fazem ruído - agora já sabes o motivo!), etc:
       

      Estrutura típica de um cabo de guitarra (fonte: procosound)
       
      Para ser compatível com o standard de 1/4 polegadas, um cabo não pode ser mais grosso que 6,7mm, caso contrário vai exigir fichas maiores. Na verdade o condutor central é bastante mais fino, uma vez que a corrente que passa também é pequena.
      Na próxima página vamos falar sobre o condutor central, eventualmente a parte mais importante do cabo.
       

      O condutor central, sendo responsável pela condução da corrente eléctrica, é o componente mais importante do cabo, e deve ser do material o mais condutor possível. O condutor central tem várias características, desde o material de que é feito (normalmente, de cobre), até à sua organização (entrançamento, número de fios que o compõem, etc).
       
      Entrançado é melhor e é uma necessidade.
      Um condutor entrançado é composto por vários pequenos fios individuais de cobre entrançados entre si de forma a fazer um condutor mais largo. Os cabos que têm apenas um fio (unifilares) são os mais baratos e fáceis de trabalhar. O problema é que rapidamente cedem à fadiga e partem quando dobrados algumas vezes. Quanto mais o número individual de fios entrançado, melhor. Normalmente os cabos com maior número de fios entrançados são mais caros devido às máquinas de maior precisão utilizadas na sua construção necessárias a entrançar os fios sem os partir.
      Portanto, se queres que os teus cabos durem muito, escolhe cabos com o condutor central composto pelo maior número possível de fios entrançados: vai ser mais robusto à flexão e ter uma longa vida!
       
      Grossura do Condutor Central e Calibre (Gauge)
      O calibre do condutor central de cobre é dada em AWGs (American Wire Gauge). Quanto maior o valor, mais fino é o cabo (menor diâmetro). Por exemplo um condutor de 20 AWG é mais fino que um condutor de 18 AWG. Normalmente os condutores de cabos de guitarra estão entre os 18 AWG e os 24 AWG, com tranças de 32 a 36 AWG. No entanto, há alguns fabricantes japoneses (Canare e Mogami) que conseguem entrançar fios muito finos de cobre (40 AWG) - e portanto conseguem fazer excelentes cabos no que à duração diz respeito. Quanto mais tranças feitas de fios mais finos o condutor central tiver, mais robusto e fiável será. Basta dizer que a causa mais comum de avaria dos cabos de guitarra está relacionada com a quebra do condutor central.
       

      Pontos de quebra consoante o calibre do condutor central (idem)
       
      Os cabos mais comuns têm o condutor central de 20 AWG, formado por 26 tranças de condutores de 34 AWG.
       
      Material do Condutor Central
      Às vezes os condutores centrais de cobre são banhados em estanho. Isto permite uma fácil soldadura dos conectores e previne o aparecimento de óxidos de cobre (ou seja, "ferrugem do cobre") na superfície do condutor, o que permite uma maior longevidade do cabo. No entanto um fenómeno eléctrico chamado "efeito pelicular" pode fazer com que condutores estanhados diminuam as altas frequências. De qualquer maneira, o envelhecimento do condutor central pelo aparecimento de óxidos de cobre acaba por ter o mesmo efeito... pelo que o uso de condutores de cobre estanhado (tinned copper) não é muito relevante e torna os cabos mais caros.
      Depois, há fabricantes que usam condutores centrais de cobre livre de oxigénio (oxygen free / linear-crystal). Estes condutores têm um menor grau de impurezas e em teoria evitam que essas impurezas distorçam o sinal nalguns detalhes. Em termos científicos é difícil provar esta afirmação, embora algunsdigam que ouvem alguma diferença...

      O isolamento do condutor central pode ser feito de um material termofixo (borracha, o neopreno, hypalon, etc) ou termoplásticos (polietileno, polypropileno, PVC, etc). Os isoladores termofixos são aplicados através de um processo de extrusão e temperamento e vulcanização, que os torna robustos a altas temperaturas. Mas este processo é mais caro. Os isoladores termoplásticos são mais baratos mas fundem-se rapidamente com a temperatura (por isso que na soldadura às vezes derretem!). Ultimamente, devido aos custos mais baixos, é comum utilizar isolamento com material termoplástico.
      O isolamento e a sua espessura afecta a maleabilidade do cabo: um isolamento mais fino permite que o cabo seja mais maleável. O politetileno é muito económico e em termos dielectricos é difícil de arranjar melhor - o teflon é ligeiramente melhor mas muito caro e tem menor flexibilidade. O único problema é o ponto de fusão, que é bastante baixo.
       
      Escudo Electrostático
      Quado o cabo é torcido, o isolador de cobre roça no isolador (ver primeira figura), gerando electricidade estática. O escudo electroestático actua como uma barreira entre o isolador do condutor central e o escudo de cobre. Sem ele, qualquer movimento produz ruídos "cracks", como acontece naqueles cabos finos, baratos e maus que vêm com os packs de guitarra. 
      Em cabos coaxiais este escudo age como condutor de retorno para a corrente e evita interferências no condutor central ("hot").
       

      Os materiais usados em isolamento e a sua constante dieléctrica. (idem)
      Isolamento exterior
      O isolamento exterior (Outer jacket) age como uma protecção geral e como meio de marketing e identificação exterior do cabo. Os materiais usados são os mesmos que os usados no isolamento do condutor central, mas aqui o ênfase é dado à estética, flexibilidade e durabilidade física e não aos critérios eléctricos. Normalmente o PVC é uma boa escolha em termos de fiabilidade.

      A capacitância é uma das características mais importantes de um cabo de guitarra. Basicamente, a capacitância é a capacidade de armazenar uma carga eléctrica e mede-se em pF (picoFarads) por unidade de comprimento (metro ou pé). Valores menores, indicam menor capacitância, logo menor capacidade de armazenar uma carga eléctrica.
      Cabos com capacitâncias maiores funcionam como um condensador maior, ou seja, armazenam mais carga eléctrica. Isto traz grandes desvantagens para o "som": a perda das altas frequências, e o som sai mais abafado - como se utilizássemos o controlo de "tone" para cortar nas altas frequências.
      Daqui resultam algumas consequências práticas:
      Cabos maiores, têm uma maior capacitância, logo tendem a abafar o som Um cabo com metade da capacitância pode ser duas vezes maior Quanto menor for a capacitância total, melhor - isto para quem quer ter um bom som de guitarra!  
      Valores de capacitância abaixo dos 90 pF/m são considerados excelentes para um cabo de guitarra.

      As fichas e os conectores perfazem, em termos de comprimento, uma (muito) pequena porção do cabo. O que significa que a capacitância aqui não é relevante. E sendo exteriormente em metal, a interferência não é algo que seja muito preocupante, uma vez que esse metal exterior guarda o condutor central.
       
      Sendo assim, o que é importante nos conectores?
      Os conectores são a parte do cabo que mais stress físico tem que aguentar, principalmente aqueles que são ligados e desligados frequentemente. Suportam fricções, tensões dos cabos, e portanto a sua função é muito mais mecânica do que eléctrica. Sendo assim, os principais objectivos de um conector são:
      Proporcionar uma ligação estável e robusta, resistente a forças mecânicas Resistir ao stress da utilização Evitar ground loops, ou seja, curto circuitos causados pela transmissão de corrente entre os grounds, seja por contacto com outros conectores que estão perto, contacto com outros pedais, etc.  
      Isto implica necessariamente que muito do marketing que as marcas de cabos fazem é ridículo, e serve para enganar o povo. Conectores banhados a ouro "porque transmitem melhor", ou de materiais exóticos... são puro marketing enganador, destinado a que as pessoas pensem que de facto devem dispender mais dinheiro desnecessariamente. O comprimento dos conectores é tão pequeno que isso é completamente insignificante. Além disso, diferentes metais em contacto têm tendência a transferir electrões entre si o que pode fazer com que um deles (ou os dois) envelheçam mais rapidamente.
      O que interessa, isso sim, é que os conectores tenham o tamanho certo (1/4 polegadas - 6.35mm), sejam de metal mas tenham isolamento interno para evitar ground loops, sejam fáceis de manusear e soldar (para quem quer fazer os seus próprios cabos), os conectores, tenham contactos internos robustos, e de preferência que segurem bem o cabo o mais possível (para evitar que se parta quando o cabo é puxado) e acompanhe o cabo o mais possível para evitar torções grandes à saída do conector.
       
      Que tipos de conectores?
      Há vários tipos de conectores de guitarra. Há os conectores direitos (os mais comuns), há os conectores em L (o cabo faz um ângulo de 90º com o conector) e os conectores tipo "panqueca", que são conectores em L mas mais "magros e espalmados" (úteis para ligações entre pedais, pois permitem poupar espaço, mas tendem a ser menos robustos e mais dados a ground loops se não forem de qualidade).

      Cabos com conectores em L tipo Panqueca, neste caso adequados para ligações em pedalboards
       
      Quais os mais adequados?
      O melhor conector a utilizar depende, claro está, do uso que se lhe quer dar. Conectar pedais lado a lado com conectores direitos não é prático, ocupa muito espaço e stressa mais os cabos devido à torção, além de requerer maiores comprimentos de cabo (que como já vimos, vai aumentar a capacitância total e "abafar" o som). Portanto, para conectar pedais lado a lado, o ideal são conectores em L (normais ou panqueca, consoante o espaço e a robustez pretendida).
      Da mesma forma, ligar guitarras não é prático com conectores em L, sendo mesmo mecanicamente impossível em alguns casos. Os conectores recomendados para ligar guitarras são os conectores direitos.
       

      Agora que conhecemos melhor as características dos cabos de guitarra e o que precisamos, podemos enumerar um conjunto de características desejáveis, no sentido de termos um cabo durável, fiável e que transporte o som da nossa guitarra da forma mais fiel possível.
      Como características desejáveis para cabos de guitarra, temos:
      Condutor central: quanto menor AWG, melhor. De preferência com calibre menor ou igual a 20 AWG, formado pelo maior número de tranças (pelo menos 36) o mais finas possível. Isolamentos: o mais possível para evitar ruídos, mas sem comprometer a flexibilidade do cabo. Deve ter isolador do condutor central, escudo electroestático. O condutor de retorno (que também serve como protector de interferências) deve ser feito de uma malha de fios finos e assegurar a melhor cobertura possível para uma melhor protecção electromagnética do condutor interior. O material externo (tipicamente em PVC) deve ser ao mesmo tempo o mais grosso possível desde que não comprometa a flexibilidade do cabo. Capacitância: abaixo de 90 pF por metro (cerca de 28 pF por pé (foot), em medida americana) Conectores: robustos, de preferência em metal, com isolamento plástico interno para evitar ground loops e com uma extremidade na direcção do cabo flexível que acompanhe a torção do cabo.  

      Um dos objectivos deste tutorial é, compreendendo as características de um cabo de guitarra e a sua utilização, ajudar-nos a escolher os melhores cabos, desmascarando o marketing enganador que pulula no mercado e com isso tenta justificar preços absurdos para cabos mediocres ou que, pelo menos, estão longe de ser a melhor opção. 
      A minha pesquisa na net não demorou muito até encontrar um exemplo típico de um marketing de cabo de guitarra cheio de meias verdades, de uma das marcas que provavelmente mais cabos vende no mercado:
       

      (Fonte: http://www.guitarsite.com)
       
      Vamos então ao fact check:
      Low 28 pF/ft capacitance: the "sweet spot" for superior tone - Mentira. Traduzindo essa capacitância para pF/m dá sensivelmente 91,8 pF/m. Não sendo uma capacitância grande, também não é das menores e portanto é possível ter cabos melhores. Acima de 90 pF/m não é "sweet spot" de tone nenhum. Puro marketing enganador. GeoTip Connection - Parcialmente verdade. O design "a caminho de ser" patenteado desta ponta pode segurar melhor o cabo, e é verdade e é bom. Mas o facto de ser gold plated não tem motivo de ser, como já vimos. Por ser banhado a ouro, não é melhor em termos práticos. In-line Solder joint - Parcialmente verdade. Pode assegurar uma robusta conexão, mas não há várias formas de o conseguir. É um exagero, uma hipérbole típica do marketing. 100% shield coverage with 95% tinned copper braid and conductive PVC under jacket - Verdade. Como já vimos, todos estes componentes são necessários para um bom isolamento e é possível até ver a malha de cobre estanhado que serve de protector de interferência electromagnética, e o isolador negro abaixo dele. No tocante à protecção contra ruídos, este será, sem dúvida, um bom cabo. 22 AWG Oxygen-Free copper center provides enhanced signal transfer - Mentira. Já vimos que os melhores condutores centrais têm 18 AWG de calibre. Portanto este cabo não está ao nível dos melhores no que diz respeito à transmissão do sinal, à robustez do condutor central e aqui nada é dito sobre o número de fios entrançados que o compõe. Pessoalmente, desconfio muito que não seja nada de especial quando os fabricantes não referem isso. Flexible cable construction - Parcialmente verdade. É possível ver que o PVC exterior não é muito grosso e isso confere maior flexibilidade. No entanto se fosse mais grosso protegeria mais o cabo contra impactos físicos. No fim de contas, o cabo que acabámos de ver, é um cabo perfeitamente normal. Não é excelente, e não tem motivo para ser caro, porque não tem mesmo nada de especial, apesar de todo o marketing da marca. Pessoalmente, eu não compraria este cabo, principalmente devido aos pontos "mentirosos". Porque esses dois pontos dizem respeito a características que são muito importantes: capacitância e condutor central e este cabo está bastante abaixo do que melhor se faz.
       

      Primeira coisa a dizer: desconfiem sempre quando os fabricantes omitem algumas (ou todas) as características do cabo. Um fabricante sério não tem nada a esconder e publicará os dados todos. Um fabricante sério indicará pelo menos a capacitância, a o calibre (AWG) e a constituição (pares de tranças e AWG de cada trança). Sem isso não é possível avaliar a qualidade do cabo.
      Por exemplo, um dos fabricantes mais "badalados", a Monster, exige 80 dólares (caríssimo!) por um cabo do qual objectivamente  apenas refere que o conector é banhado a ouro, que é durável, que é trançado, tem um isolante de cobre XPTO e que tem uma tecnologia XPTO para maior claridade e presença. Isto, com todo o respeito pela marca, é gozar com o cliente.
      Já outras marcas menos conhecidas, como a Sommer e a Cordial, publicam todos os detalhes dos cabos que vendem. E têm excelentes preços. Na minha opinião pessoal, as melhores marcas de cabos pela sua seriedade, qualidade e preço. Por exemplo, para quem gosta de fazer os seus próprios cabos a marca vende é o cabo Spirit XXL e indica ao detalhe todas as características (separador "specifications"). Sabemos:
      Que condutor central tem um calibre de 18 AWG com 42 tranças de 0.15mm (do melhor que se faz) O material de que é feito Que a capacitância é de 86 pF/m (muito perto do melhor que se faz A constituição e todos os isolamentos E o melhor de tudo: conseguimos encontrá-lo nas lojas abaixo de 3€ por metro. Excelente, não é? como vemos não é preciso gastar muito dinheiro para termos cabos de qualidade que nos garantam um som impecável. Vamos então às recomendações propriamente ditas para cabos finalizados e para quem quer construir os seus próprios cabos. Excluímos destas recomendações cabos que por muito bons que possam ser, por falta de informação da marca, não podem ser provadas.
       
      Cabos Recomendados (finalizados - direitos, de 3 a 5 metros):
      Menor Preço - Sommer Cable The Spirit XXL Instr. 3.0 - 15.90€ - O preço é excelente, o cabo em si  também. O único senão são os conectores. Qualidade-Preço - Cordial CSI 3 PP-175 - 20.40€ - Excelente cabo a todos os níveis: baixa capacitância, conectores Rean (Neutrik made in china mas de boa qualidade). Qualidade Superior - Não se justifica pagar mais que isto por um cabo!  
      Cabos Recomendados (para DIY):
      Menor Preço - Cordial CGK 175 - 2,38€/m  Qualidade Preço - Sommer Cable Spirit XXL - 2,60€/m - Equilibrado a todos o níveis: 18 AWG, 42 tranças de 0.15mm e 86 pF/m. Ou, para o caso de dar mais ênfase à capacitância (para cabos longos) e menos à fiabilidade, há também o Sommer Cable Spirit LLX  - 2,66€/m - com uma incrível capacitância de 56 pF/m (mas tem um condutor central ligeiramente pior: 21 AWG com 19 tranças de 0.16mm Qualidade Superior - Não se justifica pagar mais que isto por um cabo!  
      Conectores Recomendados (para DIY):
      Menor Preço - Linha Branca - 0.66€ Qualidade Preço - Amphenol ACPM-GN Mono - 1,44€ Qualidade Superior - Neutrik NP2 C - 3.11€ - Em Portugal, na MrJackGuitars.  
    • tmo
      Tutorial - Como Escolher Potenciómetros para Guitarra?
      Resumo:
      Melhorar a electrónica de uma guitarra implica uma escolha adequada de potenciómetros. Neste Tutorial damos-te a conhecer como escolher os melhores potenciómetros para a tua guitarra.
      ...

      Ver tutorial completo

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