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Como Escolher um Sistema Wireless para Guitarra

    Por xtech    2.745 Visualizações     13 comentários    


Há muita confusão no que toca às opções de sistemas sem fios para guitarra. Neste tutorial, ajudamos-te a escolher o melhor sistema wireless para guitarra ao mínimo custo possível.

xtech
Por xtech

Toco um pouco de tudo e muito de nada.
Gosto de tecnologia. Gosto do homestudio.
A música é um hobby e uma paixão.

 


Introdução

Comprar um sistema wireless para guitarra pode ser uma tarefa complicada. As marcas esforçam-se para mostrar que os seus sistemas são superiores, com bom alcance, fiáveis e sem quebras de som, mas a realidade mostra que nem sempre é assim. 

Como é habitual no Forumusica, queremos dar-te informação útil da forma mais proveitosa e simples possível. E sendo assim, neste tutorial, vamos começar por explicar melhor os vários componentes e condicionantes de uma escolha destas de uma forma leve e fácil de perceber, de modo a que possas comprar o melhor sistema wireless ao melhor preço e que melhor se adeque àquilo que pretendes.

Não entraremos em detalhes como a discussão da qualidade dos materiais ou a imagem de marca, mas focaremos os pontos mais difíceis de conhecer e avaliar. Fica connosco nas próximas páginas!

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Só como anotação ao excelente artigo que aqui está gostaria de deixar a "cereja no topo do bolo":

a gravação da guitarra do Angus Young, para o album «Back in Black» dos AC/DC (nos estúdios Compass Point, nas Bahamas) foi feita com um sistema wireless. E um amplificador Ampeg...

O wireless usado foi um Schaffer-Vega Diversity, que apresenta um boost de 20dB na saída e incorpora um excelente compressor.
 

SVDS.jpg

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Muito interessante! Não conhecia esse sistema... Estive a ler sobre ele e não deve muito aos sistemas analógicos de hoje: já tinha true diversity técnicas para minimizar interferência, etc... estava lá tudo já. Não devia ser nada barato naquela altura...

Obrigado pela partilha! :yes: 

 

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Excelente tutorial!

Fiquei a perceber um pouco mais destes sistemas... Nunca utilizei... Gostava, mas considero-os caros demais.

 

De qualquer forma:

Ligeiras perdas de sinal podem original uma quebra total do sinal (por falha de descodificação do sinal digital).  Quando o sinal da TDT tem quebras, a imagem tem quebras abruptas...

 

Isto não é uma desvantagem em vez de vantagem?

 

Parabéns @xtech pelo trabalho!

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há 2 horas, LuisEmanuel disse:

Isto não é uma desvantagem em vez de vantagem?

Depende.. não podemos esquecer que o sinal analógico não é codificado sem perdas (tem que ser comprimido no emissor e descomprimido no receptor, senão necessitaria muita largura de banda em termos de transmissão) - porque é que as rádios FM não emitem em sinal de alta fidelidade?

No fundo, a própria TV passou a ser digital também devido a este tipo de questões - qualidade, larguras de banda, etc, mesmo que haja pessoal com má recepção que a vê pior que antes...

Agora cabe a cada um, perante a informação, escolher o que mais lhe convém: se for para tocar num ambiente cheio de routers wi-fi, bluetooths e afins (por exemplo num centro comercial), será mais sensato escolher um sistema analógico, por exemplo. Por isso também é que nas recomendações tanto se fala nos digitais como analógicos. 

Outra grande questão são as frequências, já que em 2020 as opções vão ficar mais limitadas para os analógicos.

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Sim, sim! Eu estava apenas a falar daquele pequeno parágrafo que copiei (devia ter citado). Aparece nas vantagens mas o facto de pequenas falhas poderem provocar uma falha total parece ser uma desvantagem...

Não me expliquei bem...

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On 7/21/2017 at 23:22, tca disse:

Pois, boa pergunta mas não sei a resposta. Perguntei ao Terry Manning mas ele também não sabe. Também usaram amps Marshall, todos com mais de 50 watts e sempre micados com um par de microfones de condensador. Só há guitarras "dobradas" depois dos solos pois o Angus continuava a tocar a secção de ritmo, para a música não "ir abaixo".
Nas guitarras não usaram compressão a não ser, talvez, a que o Schaffer-Vega inclui.

No baixo também gravaram com Ampeg.

E isto não vem na wiki ;-)
Como o resto, que aliás, nem sabia que lá estava. Há um tipo bastante conhecido na net, com imensos videos no YouTube e que tem passado a vida a tentar reproduzir o som das guitarras do Angus. Esse tipo comprou há um par de anos todos os sistemas Schaffer-Vega que o fabricante ainda tinha armazenados na garagem. Tratava-se de um pequeno fabricante, que construia aquilo à mão, peça a peça!
Está reformado e de repente apareceu um tipo para lhe comprar tudo :D

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Paulo, vê lá se já tinhas visto este:

 

On 21 de julho de 2017 at 19:27, resolectric disse:

Só como anotação ao excelente artigo que aqui está gostaria de deixar a "cereja no topo do bolo":

a gravação da guitarra do Angus Young, para o album «Back in Black» dos AC/DC (nos estúdios Compass Point, nas Bahamas) foi feita com um sistema wireless. E um amplificador Ampeg...

O wireless usado foi um Schaffer-Vega Diversity, que apresenta um boost de 20dB na saída e incorpora um excelente compressor.
 

SVDS.jpg

Olha aqui apartir dos 10:20

 

  • Amo 1

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Qualquer desses tipos saca um som tremendo de um pau com cordas que lhes ponham na mão.

São de outra liga! Completamente! Gravar ou fazer som para tipos destes deve ser de ficar colado ao chão.

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    • Tamara Pereira
      Olá pessoal. Tenho um microfone Sure sm58 gldx24 à cerca de 4 anos. Nunca me deu nenhum problema (a não ser um problema de frequência), mudei-lhe o transformador recentemente e já funcionou depois disso. Na sua última utilização estava funcionar perfeitamente e passado 5 minutos deixou de sair qualquer som. Experimentei vários xlr, a bateria estava carregada e também não era um problema do output pois isso estava a funcionar perfeitamente. As luzes ligam-se todas e o receptor recebe sinal. Alguém já teve algum problema do género ou sabe o que poderá ser? Obrigada
    • Isabelle Hernández
      https://theatrocirco.bol.pt/Comprar/Bilhetes/66846-ii_estagio_internacional_de_cordas_dedilhadas-theatro_circo/
    • F.Coelho
      Tutorial - Controlo do "Tone": Potenciómetro Logarítmico ou Linear?
      Resumo:
      Muitas vezes surge a dúvida sobre os potenciómetros de guitarra. Quais escolher? Porquê? Como funcionam? Quais os mais adequados ao som que procuras? Sabe aqui neste tutorial
      ...

      Ver tutorial completo
    • F.Coelho
      Certo dia fui comprar um potenciómetro (POT) para o controlo de “Tone” e disse ao vendedor que queria um POT logarítmico. Ele respondeu que não tinha desses, só linear e acrescentou que tudo era a mesma coisa. Não comprei, porque tinha uma noção empírica que não é a mesma coisa.
       
      Num tópico aqui no fórum falou-se por acaso de cabos, de corte dos agudos, de capacitância... e veio-me a ideia de abordar o tema sobre o controlo de “Tone” e qual a diferença na utilização de potenciómetros de resposta diferente, ou seja, logarítmico ou linear.

      Na figura abaixo apresento uma foto de um potenciómetro.
       

      (imagem retirada de https://www.kitelectronica.com/2017/03/potenciometro-para-volumen.html )
      O potenciómetro é uma resistência variável, que permite, consoante a rotação do veio, retirar uma parte do sinal (ou mesmo todo ou nada) para ser utilizado mais à frente.
      Para melhor compreensão do POT, imaginem que têm na vossa frente uma deliciosa torta de laranja (o nosso POT em sentido figurado). Na vossa mão têm uma faca e vão cortar uma fatia. Como não têm condicionantes, não têm que partilhar com mais ninguém, o pedaço que podem cortar só depende da vossa gulosise. Assim, se estão precisando de muito açucar fazem um corte muito grande, isto é, deixam uma fatia fina e tomam para vós quase toda a torta (ou também podem fazer um corte “nulo”, ou seja, tomam a torta por inteiro).
      Se a falta de açucar é média, podem cortar a torta ao meio e tomam uma metade. Se forem pessoas “normais”, tomam só uma fatia grossa e deixam o resto para mais tarde.
      Pois é, aqui a faca comporta-se como o veio do POT, regulando a quantidade de resistência que é utilizada no circuito.
      Outro aspecto que os POT's apresentam: o veio tem, normalmente, um curso de 300 graus (para quem está esquecido destas coisas da matemática, uma volta completa são 360 graus).
       
      Vamos assumir que 300 graus corresponde à posição 10 do botão “Tone” da nossa guitarra, e como tal, o ponto de partida para início da rotação.
       
      Na imagem seguinte, para um valor de 250 KOhms (normalmente conhecido como 250K), vemos a diferença de resposta dos dois POT's, consoante a rotação desde 300 até 0 graus.
       

      Um potenciómetro logarítmico tem uma resposta diferente do linear. Quando se começa a rodar gradualmente, a resistência do potenciómetro logarítmico vai-se reduzindo muito pouco e na parte final reduz-se bruscamente. Já o linear vai diminuindo a sua resistência de forma constante.

      O circuito mais comum que se encontra para controlar o TONE é o que se apresenta na figura seguinte.
       

       
      Para todos os efeitos é aquilo a que se dá pelo nome de “Circuito passa baixo” ou “Filtro passa-baixo”.
      E porquê este nome? Porque quando se actua no POT ligado ao condensador, esta parte do circuito vai absorvendo as frequências mais altas do sinal da fonte (neste caso do pickup) e deixa passar as baixas frequências (passa baixas, ok?). Assim, à medida que se vai rodando gradualmente o POT, de 300 para 0 graus, o sinal que saí para o controlo de volume vai sendo cada vez mais pobre em altas frequências, mantendo (mais ou menos) as baixas.
       
      Consoante os valores do condensador e do potenciómetro, assim se conseguem obter circuitos que cortam mais ou menos rapidamente as altas frequências.
       

      Falemos agora do circuito e dos elementos que o compõem.
      E vamos começar por imaginar algo que nos é familiar: um rio que nasce numa montanha e termina no mar. O que isto tem a ver com um circuito?... Calma, já vão entender.
      Que caminho escolhe o rio na sua viagem?... O mais fácil dirão vocês.
      Mas o que é exactamente o mais fácil? É simples, são os locais que apresentam um maior declive de descida, onde toma maior velocidade. E porquê? Porque a força da gravidade assim o impõe.
      Imaginem agora que aparece à frente do rio, numa das margens, um obstáculo inclinado de terra ou rochas (vamos chamar declive contrário) o que acontece? Neste caso, como as águas do rio têm velocidade, uma parte destas irá “subir” um pouco a zona do declive, transbordando a margem e irá alagar as áreas adjacentes, formando pântanos ou então entrando pelas casas das pessoas, por exemplo. A parte restante segue a sua viagem em direcção ao mar.
      No caso o rio perde parte da sua pujança (potencial), porque lhe apareceu um obstáculo que lhe resistiu, ou seja, ficou em presença de uma resistência.
      Estavam a ficar fartos da conversa, não era? Pois já chegámos a algum lado.
       
      Num circuito eléctrico a corrente comporta-se como o nosso rio. A corrente escolhe sempre o caminho mais fácil e um exemplo prático é o do curto-circuito. O que acontece? A corrente vê um enorme declive e em vez de ir alimentar a nossa TV, o frigorífico (que se comportam como resistências),... simplesmente escolhe o caminho mais fácil. Aumenta a sua velocidade (aumentam os amperes) e o quadro dispara.
       
      No caso do nosso circuito, quando o sinal saí do pickup ele quer percorrer o caminho mais fácil. E o mais fácil será ignorar a resistência do potenciómetro e o condensador. E de facto isso acontece quando o POT está nos 300 graus, pois o valor de resistência (o declive contrário) é tão elevado que se comporta como um paredão altíssimo. Nada passa neste sentido.
      E à medida que vamos rodando o potenciómetro no sentido do zero? Neste caso, vamos transformando o paredão num obstáculo com um declive (cada vez menor) e parte do sinal já passa a ser desviado para lá (alagando o potenciómetro e o condensador, em termos simbólicos).
       
      Mas dizem vocês, e muito bem “Se parte do sinal é desviado, é parte do sinal total, e assim não haverá mudança no tom, mas tão somente uma diminuição do sinal de saída.”
      E têm toda a razão se, e volto a dizer se, o sinal só tivesse uma única frequência. Confusos? Vejamos.
       
      Voltando ao nosso pickup, e explicando melhor, se ao tocar a nota Lá fosse produzido um sinal só com a frequência de 110 Hz, quando se actuasse no potenciómetro de facto só se estaria a atenuar o sinal de saída (para esta situação este circuito comportava-se como um controlo de volume).
      Mas o sinal não é puro, vem acompanhado dos seus harmónicos, a saber 220, 330, 440, 550 hz... e por aí fora.
      Ora, o que acontece é que o nosso condensador é um “bichinho” estranho. E porquê? Porque ele também comporta-se como uma resistência, mas especial. E como? Ele oferece para cada frequência uma resistência diferente. Na prática, quanto maior for a frequência menor é a resistência que oferece. E num sinal composto por várias frequências, as mais altas vêm no condensador uma espécie de curto-circuito e fogem por ele.
      No caso do nosso rio significaria diminuir o declive contrário para águas de cores específicas provocando um maior alagamento colorido do pântano ou das casas (neste caso se o nosso rio fosse composto por águas de várias cores, supondo e digo outra vez, supondo no nosso imaginário que fosse possível existir um rio assim).
      Não vou dar a fórmula da resistência do condensador (pode-se encontrar na net), a que normalmente se dá pelo nome Reactância Capacitiva (que nome monstruoso).
      Vou antes dar um exemplo, através de um gráfico, para um condensador de 0,022 microFarad, que nós utilizamos nas nossas guitarras.

       
       
      Neste gráfico é notório que quanto mais elevada for a frequência menor é a resistência, e logo, maior é a atenuação (maior é o alagamento).
       
      Perguntam agora, e muito bem: “Então se o condensador está sempre presente, porque não corta logo as altas frequências?”
       
      Se repararem, para os dados que apresentei, o POT na posição 360 graus tem uma resistência de 250K e este valor em si já é enorme (é um obstáculo muito elevado, tipo montanha). Esta resistência impede que o sinal não entre na parte do circuito de regulação do TONE e assim, este segue em frente, pelo caminho mais fácil (no caso do nosso rio não há possibilidade de alagamento).
       
      Em termos práticos, a resistência de 250K não deixa o condensador “trabalhar”, tão simples como isso.
       

      Fazemos um intervalo para falar de um aspecto particular da nossa audição.
      A nossa audição sente-se confortável com variações de tons que mantenham sempre a mesma relação. Se tiverem a oportunidade de se sentarem frente a um piano façam esta experiência:
      toquem a nota Dó mais aguda e seguir a nota Dó uma oitava abaixo, depois a nota Dó outra oitava abaixo desta, e assim sucessivamente. Que se passou? Nada de especial, não é? Tocamos aquilo que o nosso cérebro já esperava. Não houve sobressaltos nem surpresas. E porquê? Porque tocámos notas que mantiveram sempre a mesma relação entre elas. Como sabemos, a oitava acima é o dobro da frequência de uma nota, logo a oitava abaixo é metade. Assim, tocámos notas que mantiveram sempre uma relação entre si de ½ (metade), e o nosso cérebro facilmente entendeu.
      Agora façam esta experiência. Começam por tocar, por exemplo o Dó mais aguda e depois em cada escala que se segue toquem uma nota ao acaso, sucessivamente até chegar à escala mais grave. O que aconteceu? É isso, o nosso cérebro reagiu estranhamente, tentando perceber o que era aquilo, que melodia era, que sentido faria, etc... E tal deve-se porque não se manteve uma relação constante entre notas sucessivas, mas sim relações diferentes ao sabor do nosso toque.
      Esta parte é interessante para o que se segue.
       
      [pagina="A regulação do “Tone”]
      Quando actuamos no POT de regulação do “Tone” o que queremos? Queremos que haja uma relação coerente entre a quantidade de regulação e a porção de rotação do veio.
      Ninguém ficaria satisfeito em ter uma regulação tipo “tudo ou nada”, isto é, bastaria um toque no POT e já só tinhamos graves. Correto?
      A regulação coerente significa algo que o nosso cérebro goste, do tipo, a 3/4 do curso do POT temos
      3/4 da regulação, a meio do curso metade da regulação, e assim sucessivamente.
       
      Agora entramos na parte mais difícil de entender, por isso peço um pouco de atenção.
      Como já vimos, a regulação do “Tone” faz-se pelo acto de actuar no POT. Para efeitos de experiência e explicação, vamos supor que o veio do POT não tem um movimento contínuo, mas que dá saltos. E vamos estabelecer que ele consegue situar-se em 10 posições separadas de 30 graus: 300, 270, 240, 210 graus... e assim sucessivamente. Tudo claro até agora, certo?
      Como temos posições separadas entre si do mesmo número de graus, neste caso 30, o que queremos é que a sensação de regulação seja coerente (regular). Certo?
      Como vamos chegar a tal solução?
      Tomando o exemplo do piano, vamos supor que, para efeitos didáticos, queremos que exista uma relação de 1/2 nas sucessivas regulações:
      Na posição 300 a frequência de “corte” é a partir de 10.200 Hz (para cima desta frequência já não se ouve praticamente nada);
      Na posição 270 a frequência de corte é 5.120 Hz;
      Na posição 240 a frequência de corte é... certo, 2.560 HZ;
      Na posição 210 a frequência de corte é 1.280 Hz...e assim sucessivamente.
      Nestes casos apresentados que valores de resistência do POT é que seriam necessários para que o nosso circuito assim respondesse?
       
      Para as frequências de corte apresentadas o nosso condensador de 0,22 microFarad tem os seguintes valores de resistência:
       

       
      Supondo que o circuito está equilibrado com uma resistência total de 250K (que é o mesmo valor do POT de controlo do volume de som), então o nosso POT deveria apresentar os seguintes valores de resistência:

       
      Um facto que salta que salta logo à vista é que na frequência de 20 Hz a resistência do condensador anda à volta de 360K e isto significa que sendo este valor superior a 250K, não é possível “cortar” esta frequência. Fazendo contas, a frequência para a qual o condensador apresenta uma resistência de 250K anda na ordem dos 29 Hz. Isto quer dizer que não é possível cortar as frequências abaixo dos 29 Hz com este circuito.
       
      Vamos agora pegar nos valores de resistência do nosso POT apresentados na tabela e construir um gráfico. Eis o gráfico:
       

      E o que nos salta à vista? É que os valores de resistência do nosso POT seguem uma resposta logarítmica.
       
      Agora vamos atacar o problema de outra maneira.
      Vamos supor que os 10 intervalos do nosso POT, referidos anteriormente, separados por 30 graus, correspondem cada um deles a um valor constante de 25K (10 X 25K = 250K) e portanto estamos na presença de um POT linear.
      Assim, cada vez que rodo o POT que valores de resistência de condensador devo ter para obter sempre o valor de 250K? Vejamos a tabela:

       
      E agora segue-se a pergunta: A que frequências de corte correspondem os valores apresentados para o nosso condensador? Mais uma vez esta tabela vai-nos ajudar:

       
      (Tivemos que fazer aqui um “truque”: a resistência do condensador na primeira linha foi alterada de “0” para “400” porque com “0” temos uma impossibilidade matemática de cálculo. O valor 400 foi assumido para dar um valor de “corte” dentro do espectro da audição humana.)
       
      Agora uma pergunta final: Que relações temos entre frequências entre si à medida que se roda o nosso POT Linear? Mais uma vez esta tabela vai ajudar-nos:
       

      E o que vemos? Vemos que a relação das frequências entre si vão subindo, desde 0,016 até 0,900.
      E isto quer dizer que a regulação do “Tone” é logo intensa com um pequeno ajuste do POT Linear (nos primeiros 75K de redução da resistência do POT a regulação fica praticamente feita), assemelhando-se quase a uma regulação de “nada ou tudo”.
       
      Deste modo nada é igual. Existem diferenças entre um potenciómetro logarítmico e um potenciómetro linear. A utilização de um ou de outro, claro está, depende dos gostos.
    • Max Coelho
      Olá! Nós somos os TOCSIN, e somos uma banda com sede na zona de Viseu, e lançámo-nos no concurso EDP Live Bands como nossa estreia, com o tema Clairvoyance. Somos uma banda de Metal-Progressivo e procuramos trazer algo diferente à comunidade musical, com o junção de várias influências, como Tool, Deftones, A Perfect Circle, Alice In Chains, Alexisonfire, Alter Bridge, entre outros. Agradecíamos imenso se pudessem ouvir a nossa música (gravação e mistura caseira), e deixar o vosso voto para ajudar os TOCSIN a deixar a sua marca, e certamente que as próximas malhas a apresentar vão interessar imenso. Obrigado pela vossa atenção, e muita música!
      !!! https://edplivebandsportugal.edp.com/banda/tocsin !!!

    • tca
      Tutorial - Potpourri de Amplificadores de Guitarra
      Resumo:
      Neste tutorial vamos construir um power amp e discutir algumas tipologias de amplificadores para guitarra. Aventura-te e fica a conhecer melhor o mundo dos amplificadores de guitarra!
      ...

      Ver tutorial completo