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Como Escolher um Sistema Wireless para Guitarra

    Por xtech    13.661 Visualizações     13 comentários    


Há muita confusão no que toca às opções de sistemas sem fios para guitarra. Neste tutorial, ajudamos-te a escolher o melhor sistema wireless para guitarra ao mínimo custo possível.

xtech
Por xtech

Toco um pouco de tudo e muito de nada.
Gosto de tecnologia. Gosto do homestudio.
A música é um hobby e uma paixão.

 


O que é?

Um sistema wireless para guitarra serve para transmitir o sinal da guitarra até um amplificador, efeitos, mesa de som, etc "over the air", ou seja, sem necessitar de fios ou cabos condutores. Normalmente o kit é composto por duas peças:

 

  • Emissor:  recebe o sinal da guitarra e tem uma antena para transmissão do sinal através de ondas rádio para o receptor. O emissor é uma espécie de um pequeno rádio a pilhas mas ao contrário: em vez de receber, emite ondas rádio. Tem uma pequena antena (que pode ser interna) na qual passa uma corrente que produz radiação electromagnética.

 

  • Receptor: funciona de forma exactamente inversa ao emissor: tem uma antena que é "excitada" pela radiação electromagnética produzida no receptor e a partir daí produz corrente (o sinal da guitarra recebido) que depois é encaminhado para o amp, mesa de som, whatever. O receptor é normalmente maior e pode ter uma ou mais antenas. A função do receptor é captar, descodificar o sinal recebido e regenerá-lo de forma a que se pareça o mais possível (fidelidade) com o sinal enviado pela guitarra.

 

image.png

Na imagem: um típico sistema wireless com o emissor (à esquerda) e o receptor (à direita).

Dito isto, os sistemas wireless dividem-se em vários tipos:

  • Analógicos ou Digitais, consoante a maneira de codificar o sinal da guitarra que usam
  • Non diversity ou True Diversity, consoante o número de subsistemas receptores que o "receptor" tem

Conhecer estas características é extremamente importante, como iremos ver nas próximas páginas.

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Só como anotação ao excelente artigo que aqui está gostaria de deixar a "cereja no topo do bolo":

a gravação da guitarra do Angus Young, para o album «Back in Black» dos AC/DC (nos estúdios Compass Point, nas Bahamas) foi feita com um sistema wireless. E um amplificador Ampeg...

O wireless usado foi um Schaffer-Vega Diversity, que apresenta um boost de 20dB na saída e incorpora um excelente compressor.
 

SVDS.jpg

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Muito interessante! Não conhecia esse sistema... Estive a ler sobre ele e não deve muito aos sistemas analógicos de hoje: já tinha true diversity técnicas para minimizar interferência, etc... estava lá tudo já. Não devia ser nada barato naquela altura...

Obrigado pela partilha! :yes: 

 

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Excelente tutorial!

Fiquei a perceber um pouco mais destes sistemas... Nunca utilizei... Gostava, mas considero-os caros demais.

 

De qualquer forma:

Ligeiras perdas de sinal podem original uma quebra total do sinal (por falha de descodificação do sinal digital).  Quando o sinal da TDT tem quebras, a imagem tem quebras abruptas...

 

Isto não é uma desvantagem em vez de vantagem?

 

Parabéns @xtech pelo trabalho!

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há 2 horas, LuisEmanuel disse:

Isto não é uma desvantagem em vez de vantagem?

Depende.. não podemos esquecer que o sinal analógico não é codificado sem perdas (tem que ser comprimido no emissor e descomprimido no receptor, senão necessitaria muita largura de banda em termos de transmissão) - porque é que as rádios FM não emitem em sinal de alta fidelidade?

No fundo, a própria TV passou a ser digital também devido a este tipo de questões - qualidade, larguras de banda, etc, mesmo que haja pessoal com má recepção que a vê pior que antes...

Agora cabe a cada um, perante a informação, escolher o que mais lhe convém: se for para tocar num ambiente cheio de routers wi-fi, bluetooths e afins (por exemplo num centro comercial), será mais sensato escolher um sistema analógico, por exemplo. Por isso também é que nas recomendações tanto se fala nos digitais como analógicos. 

Outra grande questão são as frequências, já que em 2020 as opções vão ficar mais limitadas para os analógicos.

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Sim, sim! Eu estava apenas a falar daquele pequeno parágrafo que copiei (devia ter citado). Aparece nas vantagens mas o facto de pequenas falhas poderem provocar uma falha total parece ser uma desvantagem...

Não me expliquei bem...

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On 7/21/2017 at 23:22, tca disse:

Pois, boa pergunta mas não sei a resposta. Perguntei ao Terry Manning mas ele também não sabe. Também usaram amps Marshall, todos com mais de 50 watts e sempre micados com um par de microfones de condensador. Só há guitarras "dobradas" depois dos solos pois o Angus continuava a tocar a secção de ritmo, para a música não "ir abaixo".
Nas guitarras não usaram compressão a não ser, talvez, a que o Schaffer-Vega inclui.

No baixo também gravaram com Ampeg.

E isto não vem na wiki ;-)
Como o resto, que aliás, nem sabia que lá estava. Há um tipo bastante conhecido na net, com imensos videos no YouTube e que tem passado a vida a tentar reproduzir o som das guitarras do Angus. Esse tipo comprou há um par de anos todos os sistemas Schaffer-Vega que o fabricante ainda tinha armazenados na garagem. Tratava-se de um pequeno fabricante, que construia aquilo à mão, peça a peça!
Está reformado e de repente apareceu um tipo para lhe comprar tudo :D

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Paulo, vê lá se já tinhas visto este:

 

On 21 de julho de 2017 at 19:27, resolectric disse:

Só como anotação ao excelente artigo que aqui está gostaria de deixar a "cereja no topo do bolo":

a gravação da guitarra do Angus Young, para o album «Back in Black» dos AC/DC (nos estúdios Compass Point, nas Bahamas) foi feita com um sistema wireless. E um amplificador Ampeg...

O wireless usado foi um Schaffer-Vega Diversity, que apresenta um boost de 20dB na saída e incorpora um excelente compressor.
 

SVDS.jpg

Olha aqui apartir dos 10:20

 

  • Amo 1

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Qualquer desses tipos saca um som tremendo de um pau com cordas que lhes ponham na mão.

São de outra liga! Completamente! Gravar ou fazer som para tipos destes deve ser de ficar colado ao chão.

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    • xtech
      E porque o @stratocosta falou nisto num tópico aqui ao lado:
      Sempre me meteu alguma espécie a questão do tone "quente", "nasalado", "muddy" (lamacento?), etc. Às vezes em discussão com os amigos, vejo que o que é um som "quente" para um, para outro não é, e volta  e meia ninguém se entende.
      É possível chegarmos a uma descrição "standard" dos sons que seja comum para todos?
      Começo por este: som "nasalado", para mim é o do solo a Lights of heaven do Satriani:
      Concordam?
    • jm.customguitars
      Boas
      Para começar não sei se é o local ideal no forum para deixar este post, se acharem por bem muda~lo por mim ta 5 estrelas, obrigado.
      De regresso a Portugal resolvi avançar com os cursos que tinha em mente.
      Vou criar as possibilidades de quem estiver interessado construir o seu próprio instrumento, ou para uso próprio ou mesmo para se profissionalizar no futuro.
      Tenho de dizer que não e por construirem uma guitarra que poderão ja perceber tudo e serão mestres com um conhecimento infinito, existe muita coisa que irão depois descobrindo e desenvolvendo no vosso caminho, no entanto quem quer construir a sua própria guitarra mas não sabe como, esta é com certeza uma das oportunidades que tera.
      Eu sei que existirão pessoas que dirão que é caro, pois eu ate percebo isso mas tenham atenção que ja por si so no curso acabarão por ter uma guitarra com o valor do curso, ou seja so por si so ta pago, mas ainda terão conhecimento para começarem outra e a aperfeiçoar a partir de um ponto ja elevado e não com tentativa e erro.
      Como costumo dizer, construir uma boa guitarra e fácil o difícil é construir uma guitarra excelente e essa "pequena" diferença é enorme
      Quem quiser saber mais pode fazer perguntas diretamente aqui ou se preferir diretamente por email.
      https://construiraminhaguitarra.jimdofree.com
    • ppocmrmojo
      Boas.
      Alguém conhece, por experiência pessoal, de uma empresa na área de Lisboa, que alugue sistemas In Ear Monitor Wireless de nível profissional (Sennheiser, Shure)?
      Já corri o google e não encontro nenhuma com este tipo de equipamentos em catálogo para aluguer.
      Gracias
    • Tamara Pereira
      Olá pessoal. Tenho um microfone Sure sm58 gldx24 à cerca de 4 anos. Nunca me deu nenhum problema (a não ser um problema de frequência), mudei-lhe o transformador recentemente e já funcionou depois disso. Na sua última utilização estava funcionar perfeitamente e passado 5 minutos deixou de sair qualquer som. Experimentei vários xlr, a bateria estava carregada e também não era um problema do output pois isso estava a funcionar perfeitamente. As luzes ligam-se todas e o receptor recebe sinal. Alguém já teve algum problema do género ou sabe o que poderá ser? Obrigada
    • Isabelle Hernández
      https://theatrocirco.bol.pt/Comprar/Bilhetes/66846-ii_estagio_internacional_de_cordas_dedilhadas-theatro_circo/
    • F.Coelho
      Tutorial - Controlo do "Tone": Potenciómetro Logarítmico ou Linear?
      Resumo:
      Muitas vezes surge a dúvida sobre os potenciómetros de guitarra. Quais escolher? Porquê? Como funcionam? Quais os mais adequados ao som que procuras? Sabe aqui neste tutorial
      ...

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