Esquema para manter o tom da guitarra, quando diminuir volume.

    Por pgranadas    1.034 Visualizações     15 comentários    


Alternar entre um som clean e crunch, utilizando apenas o volume da guitarra, é o método utilizado por muitos guitarristas. Mas ao se diminuir o volume, normalmente também se perde alguma clareza no tom. Como evitar isso?

pgranadas

 

 


O que é?

Na realidade, é uma alteração muito simples. Mesmo alguém sem muitos conhecimentos de electrónica consegue o fazer.

Estes são os valores mais comuns de resistência e condensador para o treble bleed. Os resultados podem variar conforme o tipo de pickup e de potenciómetros de volume ou até de tone (brilho).

 

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Isso que referes tem um nome específico e há mais variantes. Procurar por Treble Bleed. Há uns valentes meses atrás estive a mexer numa guitarra para um amigo e experimentámos sem treble bleed e com treble bleed de apenas um capacitador (cujo valor não me lembro) e a diferença é notória, MESMO.

Ver link:

TREBLE BLEED IMAGENS GOOGLE

Pessoalmente, uso apenas com capacitador, mas há quem use também com uma resistência em paralelo (exemplo que apresentas) ou em série.

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Ando para fazer isso á minha Strat há já algum tempo e não tenho tido tempo para isso, a ver se meto mãos á obra.

Adoro poder tirar o volume com o Gain do Amp e conseguir limpar o som sem perder volume apenas rodando o POT de volume da guitarra.

E é bastante fácil de o fazer...

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Eu tenho uma ou duas guitarras com treble bleed com uma resistência variável (trimpot) em paralelo. Isto permite afinar a quantidade de agudos que "permanecem" no sinal quando se baixa o volume. Cromices!...

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há 8 minutos, ncarmona disse:

Eu tenho uma ou duas guitarras com treble bleed com uma resistência variável (trimpot) em paralelo. Isto permite afinar a quantidade de agudos que "permanecem" no sinal quando se baixa o volume. Cromices!...

Podias era partilhar esse esquema no tutorial. É muito interessante.

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@pgranadas : http://guitarelectronics.com/electronic-parts/pots-volume-tone-blend/pmt-sonic-expansion-controls/

EDIT: @ncarmona portanto, a ver se percebo a coisa, o trimpot (resistência de valor variável) ou a resistência (de valor fixo) têm como objectivo, tanto num circuito paralelo como em série, retirar a força do capacitador e atenuar o seu efeito, é isto?

O método do trim pot não é muito simpático para guitarras tipo hollowbody, simplesmente por causa da trabalheira que dá andar a pôr r tirar o potenciómetro do sítio... no entanto, quem quer arranja forma de fazer, claro.

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há 2 horas, tmo disse:

@pgranadas : http://guitarelectronics.com/electronic-parts/pots-volume-tone-blend/pmt-sonic-expansion-controls/

EDIT: @ncarmona portanto, a ver se percebo a coisa, o trimpot (resistência de valor variável) ou a resistência (de valor fixo) têm como objectivo, tanto num circuito paralelo como em série, retirar a força do capacitador e atenuar o seu efeito, é isto?

O método do trim pot não é muito simpático para guitarras tipo hollowbody, simplesmente por causa da trabalheira que dá andar a pôr r tirar o potenciómetro do sítio... no entanto, quem quer arranja forma de fazer, claro.

Sim. Pretendem regular o impacto do condensador no circuito e, consequentemente, no tone.

 

O trimpot tem a vantagem de ser ajustado em qualquer altura mas não é essa a ideia. A regulação do trimpot faz-se na instalação (set and forget) para um valor ideal adequado à guitarra e respectiva electrónica - e ao gosto do guitarrista, claro. Há quem aconselhe, na instalação, acertar a resistência do treble bleed com o potenciómetro entre 6 e 8 mas acho que o principal é ver se o som agrada ao guitarrista na (ou nas) posições de volume que mais costuma utilizar quando usa o volume para "limpar" o som.

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É uma modficação simples e interessante. Do que estive a ver acho que gosto mais do Kinman Treble Bleed. Parece-me mais equilibrado na descida de volume entre graves e agudos.

 

 

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    • F.Coelho
      Tutorial - Controlo do "Tone": Potenciómetro Logarítmico ou Linear?
      Resumo:
      Muitas vezes surge a dúvida sobre os potenciómetros de guitarra. Quais escolher? Porquê? Como funcionam? Quais os mais adequados ao som que procuras? Sabe aqui neste tutorial
      ...

      Ver tutorial completo
    • F.Coelho
      Certo dia fui comprar um potenciómetro (POT) para o controlo de “Tone” e disse ao vendedor que queria um POT logarítmico. Ele respondeu que não tinha desses, só linear e acrescentou que tudo era a mesma coisa. Não comprei, porque tinha uma noção empírica que não é a mesma coisa.
       
      Num tópico aqui no fórum falou-se por acaso de cabos, de corte dos agudos, de capacitância... e veio-me a ideia de abordar o tema sobre o controlo de “Tone” e qual a diferença na utilização de potenciómetros de resposta diferente, ou seja, logarítmico ou linear.

      Na figura abaixo apresento uma foto de um potenciómetro.
       

      (imagem retirada de https://www.kitelectronica.com/2017/03/potenciometro-para-volumen.html )
      O potenciómetro é uma resistência variável, que permite, consoante a rotação do veio, retirar uma parte do sinal (ou mesmo todo ou nada) para ser utilizado mais à frente.
      Para melhor compreensão do POT, imaginem que têm na vossa frente uma deliciosa torta de laranja (o nosso POT em sentido figurado). Na vossa mão têm uma faca e vão cortar uma fatia. Como não têm condicionantes, não têm que partilhar com mais ninguém, o pedaço que podem cortar só depende da vossa gulosise. Assim, se estão precisando de muito açucar fazem um corte muito grande, isto é, deixam uma fatia fina e tomam para vós quase toda a torta (ou também podem fazer um corte “nulo”, ou seja, tomam a torta por inteiro).
      Se a falta de açucar é média, podem cortar a torta ao meio e tomam uma metade. Se forem pessoas “normais”, tomam só uma fatia grossa e deixam o resto para mais tarde.
      Pois é, aqui a faca comporta-se como o veio do POT, regulando a quantidade de resistência que é utilizada no circuito.
      Outro aspecto que os POT's apresentam: o veio tem, normalmente, um curso de 300 graus (para quem está esquecido destas coisas da matemática, uma volta completa são 360 graus).
       
      Vamos assumir que 300 graus corresponde à posição 10 do botão “Tone” da nossa guitarra, e como tal, o ponto de partida para início da rotação.
       
      Na imagem seguinte, para um valor de 250 KOhms (normalmente conhecido como 250K), vemos a diferença de resposta dos dois POT's, consoante a rotação desde 300 até 0 graus.
       

      Um potenciómetro logarítmico tem uma resposta diferente do linear. Quando se começa a rodar gradualmente, a resistência do potenciómetro logarítmico vai-se reduzindo muito pouco e na parte final reduz-se bruscamente. Já o linear vai diminuindo a sua resistência de forma constante.

      O circuito mais comum que se encontra para controlar o TONE é o que se apresenta na figura seguinte.
       

       
      Para todos os efeitos é aquilo a que se dá pelo nome de “Circuito passa baixo” ou “Filtro passa-baixo”.
      E porquê este nome? Porque quando se actua no POT ligado ao condensador, esta parte do circuito vai absorvendo as frequências mais altas do sinal da fonte (neste caso do pickup) e deixa passar as baixas frequências (passa baixas, ok?). Assim, à medida que se vai rodando gradualmente o POT, de 300 para 0 graus, o sinal que saí para o controlo de volume vai sendo cada vez mais pobre em altas frequências, mantendo (mais ou menos) as baixas.
       
      Consoante os valores do condensador e do potenciómetro, assim se conseguem obter circuitos que cortam mais ou menos rapidamente as altas frequências.
       

      Falemos agora do circuito e dos elementos que o compõem.
      E vamos começar por imaginar algo que nos é familiar: um rio que nasce numa montanha e termina no mar. O que isto tem a ver com um circuito?... Calma, já vão entender.
      Que caminho escolhe o rio na sua viagem?... O mais fácil dirão vocês.
      Mas o que é exactamente o mais fácil? É simples, são os locais que apresentam um maior declive de descida, onde toma maior velocidade. E porquê? Porque a força da gravidade assim o impõe.
      Imaginem agora que aparece à frente do rio, numa das margens, um obstáculo inclinado de terra ou rochas (vamos chamar declive contrário) o que acontece? Neste caso, como as águas do rio têm velocidade, uma parte destas irá “subir” um pouco a zona do declive, transbordando a margem e irá alagar as áreas adjacentes, formando pântanos ou então entrando pelas casas das pessoas, por exemplo. A parte restante segue a sua viagem em direcção ao mar.
      No caso o rio perde parte da sua pujança (potencial), porque lhe apareceu um obstáculo que lhe resistiu, ou seja, ficou em presença de uma resistência.
      Estavam a ficar fartos da conversa, não era? Pois já chegámos a algum lado.
       
      Num circuito eléctrico a corrente comporta-se como o nosso rio. A corrente escolhe sempre o caminho mais fácil e um exemplo prático é o do curto-circuito. O que acontece? A corrente vê um enorme declive e em vez de ir alimentar a nossa TV, o frigorífico (que se comportam como resistências),... simplesmente escolhe o caminho mais fácil. Aumenta a sua velocidade (aumentam os amperes) e o quadro dispara.
       
      No caso do nosso circuito, quando o sinal saí do pickup ele quer percorrer o caminho mais fácil. E o mais fácil será ignorar a resistência do potenciómetro e o condensador. E de facto isso acontece quando o POT está nos 300 graus, pois o valor de resistência (o declive contrário) é tão elevado que se comporta como um paredão altíssimo. Nada passa neste sentido.
      E à medida que vamos rodando o potenciómetro no sentido do zero? Neste caso, vamos transformando o paredão num obstáculo com um declive (cada vez menor) e parte do sinal já passa a ser desviado para lá (alagando o potenciómetro e o condensador, em termos simbólicos).
       
      Mas dizem vocês, e muito bem “Se parte do sinal é desviado, é parte do sinal total, e assim não haverá mudança no tom, mas tão somente uma diminuição do sinal de saída.”
      E têm toda a razão se, e volto a dizer se, o sinal só tivesse uma única frequência. Confusos? Vejamos.
       
      Voltando ao nosso pickup, e explicando melhor, se ao tocar a nota Lá fosse produzido um sinal só com a frequência de 110 Hz, quando se actuasse no potenciómetro de facto só se estaria a atenuar o sinal de saída (para esta situação este circuito comportava-se como um controlo de volume).
      Mas o sinal não é puro, vem acompanhado dos seus harmónicos, a saber 220, 330, 440, 550 hz... e por aí fora.
      Ora, o que acontece é que o nosso condensador é um “bichinho” estranho. E porquê? Porque ele também comporta-se como uma resistência, mas especial. E como? Ele oferece para cada frequência uma resistência diferente. Na prática, quanto maior for a frequência menor é a resistência que oferece. E num sinal composto por várias frequências, as mais altas vêm no condensador uma espécie de curto-circuito e fogem por ele.
      No caso do nosso rio significaria diminuir o declive contrário para águas de cores específicas provocando um maior alagamento colorido do pântano ou das casas (neste caso se o nosso rio fosse composto por águas de várias cores, supondo e digo outra vez, supondo no nosso imaginário que fosse possível existir um rio assim).
      Não vou dar a fórmula da resistência do condensador (pode-se encontrar na net), a que normalmente se dá pelo nome Reactância Capacitiva (que nome monstruoso).
      Vou antes dar um exemplo, através de um gráfico, para um condensador de 0,022 microFarad, que nós utilizamos nas nossas guitarras.

       
       
      Neste gráfico é notório que quanto mais elevada for a frequência menor é a resistência, e logo, maior é a atenuação (maior é o alagamento).
       
      Perguntam agora, e muito bem: “Então se o condensador está sempre presente, porque não corta logo as altas frequências?”
       
      Se repararem, para os dados que apresentei, o POT na posição 360 graus tem uma resistência de 250K e este valor em si já é enorme (é um obstáculo muito elevado, tipo montanha). Esta resistência impede que o sinal não entre na parte do circuito de regulação do TONE e assim, este segue em frente, pelo caminho mais fácil (no caso do nosso rio não há possibilidade de alagamento).
       
      Em termos práticos, a resistência de 250K não deixa o condensador “trabalhar”, tão simples como isso.
       

      Fazemos um intervalo para falar de um aspecto particular da nossa audição.
      A nossa audição sente-se confortável com variações de tons que mantenham sempre a mesma relação. Se tiverem a oportunidade de se sentarem frente a um piano façam esta experiência:
      toquem a nota Dó mais aguda e seguir a nota Dó uma oitava abaixo, depois a nota Dó outra oitava abaixo desta, e assim sucessivamente. Que se passou? Nada de especial, não é? Tocamos aquilo que o nosso cérebro já esperava. Não houve sobressaltos nem surpresas. E porquê? Porque tocámos notas que mantiveram sempre a mesma relação entre elas. Como sabemos, a oitava acima é o dobro da frequência de uma nota, logo a oitava abaixo é metade. Assim, tocámos notas que mantiveram sempre uma relação entre si de ½ (metade), e o nosso cérebro facilmente entendeu.
      Agora façam esta experiência. Começam por tocar, por exemplo o Dó mais aguda e depois em cada escala que se segue toquem uma nota ao acaso, sucessivamente até chegar à escala mais grave. O que aconteceu? É isso, o nosso cérebro reagiu estranhamente, tentando perceber o que era aquilo, que melodia era, que sentido faria, etc... E tal deve-se porque não se manteve uma relação constante entre notas sucessivas, mas sim relações diferentes ao sabor do nosso toque.
      Esta parte é interessante para o que se segue.
       
      [pagina="A regulação do “Tone”]
      Quando actuamos no POT de regulação do “Tone” o que queremos? Queremos que haja uma relação coerente entre a quantidade de regulação e a porção de rotação do veio.
      Ninguém ficaria satisfeito em ter uma regulação tipo “tudo ou nada”, isto é, bastaria um toque no POT e já só tinhamos graves. Correto?
      A regulação coerente significa algo que o nosso cérebro goste, do tipo, a 3/4 do curso do POT temos
      3/4 da regulação, a meio do curso metade da regulação, e assim sucessivamente.
       
      Agora entramos na parte mais difícil de entender, por isso peço um pouco de atenção.
      Como já vimos, a regulação do “Tone” faz-se pelo acto de actuar no POT. Para efeitos de experiência e explicação, vamos supor que o veio do POT não tem um movimento contínuo, mas que dá saltos. E vamos estabelecer que ele consegue situar-se em 10 posições separadas de 30 graus: 300, 270, 240, 210 graus... e assim sucessivamente. Tudo claro até agora, certo?
      Como temos posições separadas entre si do mesmo número de graus, neste caso 30, o que queremos é que a sensação de regulação seja coerente (regular). Certo?
      Como vamos chegar a tal solução?
      Tomando o exemplo do piano, vamos supor que, para efeitos didáticos, queremos que exista uma relação de 1/2 nas sucessivas regulações:
      Na posição 300 a frequência de “corte” é a partir de 10.200 Hz (para cima desta frequência já não se ouve praticamente nada);
      Na posição 270 a frequência de corte é 5.120 Hz;
      Na posição 240 a frequência de corte é... certo, 2.560 HZ;
      Na posição 210 a frequência de corte é 1.280 Hz...e assim sucessivamente.
      Nestes casos apresentados que valores de resistência do POT é que seriam necessários para que o nosso circuito assim respondesse?
       
      Para as frequências de corte apresentadas o nosso condensador de 0,22 microFarad tem os seguintes valores de resistência:
       

       
      Supondo que o circuito está equilibrado com uma resistência total de 250K (que é o mesmo valor do POT de controlo do volume de som), então o nosso POT deveria apresentar os seguintes valores de resistência:

       
      Um facto que salta que salta logo à vista é que na frequência de 20 Hz a resistência do condensador anda à volta de 360K e isto significa que sendo este valor superior a 250K, não é possível “cortar” esta frequência. Fazendo contas, a frequência para a qual o condensador apresenta uma resistência de 250K anda na ordem dos 29 Hz. Isto quer dizer que não é possível cortar as frequências abaixo dos 29 Hz com este circuito.
       
      Vamos agora pegar nos valores de resistência do nosso POT apresentados na tabela e construir um gráfico. Eis o gráfico:
       

      E o que nos salta à vista? É que os valores de resistência do nosso POT seguem uma resposta logarítmica.
       
      Agora vamos atacar o problema de outra maneira.
      Vamos supor que os 10 intervalos do nosso POT, referidos anteriormente, separados por 30 graus, correspondem cada um deles a um valor constante de 25K (10 X 25K = 250K) e portanto estamos na presença de um POT linear.
      Assim, cada vez que rodo o POT que valores de resistência de condensador devo ter para obter sempre o valor de 250K? Vejamos a tabela:

       
      E agora segue-se a pergunta: A que frequências de corte correspondem os valores apresentados para o nosso condensador? Mais uma vez esta tabela vai-nos ajudar:

       
      (Tivemos que fazer aqui um “truque”: a resistência do condensador na primeira linha foi alterada de “0” para “400” porque com “0” temos uma impossibilidade matemática de cálculo. O valor 400 foi assumido para dar um valor de “corte” dentro do espectro da audição humana.)
       
      Agora uma pergunta final: Que relações temos entre frequências entre si à medida que se roda o nosso POT Linear? Mais uma vez esta tabela vai ajudar-nos:
       

      E o que vemos? Vemos que a relação das frequências entre si vão subindo, desde 0,016 até 0,900.
      E isto quer dizer que a regulação do “Tone” é logo intensa com um pequeno ajuste do POT Linear (nos primeiros 75K de redução da resistência do POT a regulação fica praticamente feita), assemelhando-se quase a uma regulação de “nada ou tudo”.
       
      Deste modo nada é igual. Existem diferenças entre um potenciómetro logarítmico e um potenciómetro linear. A utilização de um ou de outro, claro está, depende dos gostos.
    • xtech
      Tutorial - Como Escolher um Sistema Wireless para Guitarra
      Resumo:
      Há muita confusão no que toca às opções de sistemas sem fios para guitarra. Neste tutorial, ajudamos-te a escolher o melhor sistema wireless para guitarra ao mínimo custo possível.
      ...

      Ver tutorial completo
    • xtech

      Comprar um sistema wireless para guitarra pode ser uma tarefa complicada. As marcas esforçam-se para mostrar que os seus sistemas são superiores, com bom alcance, fiáveis e sem quebras de som, mas a realidade mostra que nem sempre é assim. 
      Como é habitual no Forumusica, queremos dar-te informação útil da forma mais proveitosa e simples possível. E sendo assim, neste tutorial, vamos começar por explicar melhor os vários componentes e condicionantes de uma escolha destas de uma forma leve e fácil de perceber, de modo a que possas comprar o melhor sistema wireless ao melhor preço e que melhor se adeque àquilo que pretendes.
      Não entraremos em detalhes como a discussão da qualidade dos materiais ou a imagem de marca, mas focaremos os pontos mais difíceis de conhecer e avaliar. Fica connosco nas próximas páginas!

      Um sistema wireless para guitarra serve para transmitir o sinal da guitarra até um amplificador, efeitos, mesa de som, etc "over the air", ou seja, sem necessitar de fios ou cabos condutores. Normalmente o kit é composto por duas peças:
       
      Emissor:  recebe o sinal da guitarra e tem uma antena para transmissão do sinal através de ondas rádio para o receptor. O emissor é uma espécie de um pequeno rádio a pilhas mas ao contrário: em vez de receber, emite ondas rádio. Tem uma pequena antena (que pode ser interna) na qual passa uma corrente que produz radiação electromagnética.  
      Receptor: funciona de forma exactamente inversa ao emissor: tem uma antena que é "excitada" pela radiação electromagnética produzida no receptor e a partir daí produz corrente (o sinal da guitarra recebido) que depois é encaminhado para o amp, mesa de som, whatever. O receptor é normalmente maior e pode ter uma ou mais antenas. A função do receptor é captar, descodificar o sinal recebido e regenerá-lo de forma a que se pareça o mais possível (fidelidade) com o sinal enviado pela guitarra.  

      Na imagem: um típico sistema wireless com o emissor (à esquerda) e o receptor (à direita).
      Dito isto, os sistemas wireless dividem-se em vários tipos:
      Analógicos ou Digitais, consoante a maneira de codificar o sinal da guitarra que usam Non diversity ou True Diversity, consoante o número de subsistemas receptores que o "receptor" tem Conhecer estas características é extremamente importante, como iremos ver nas próximas páginas.

      Uma importante questão a ponderar na escolha de um sistema wireless para guitarra recai na opção analógico/digital. Ambos os tipos de sistemas fazem a mesma coisa, que é transmitir o sinal da guitarra através de ondas rádio (electromagnéticas) do emissor da guitarra para o receptor. A diferença está sim, na forma como o fazem, e essa forma traz vantagens e desvantagens.
       
      Sistemas Analógicos
      Em termos técnicos (e talvez complexos) um sistema analógico pega no sinal que vem da guitarra e modula uma portadora (um sinal bastante mais potente que "carrega" a outra onde, se assim podemos dizer) a uma determinada frequência que é transmitida pelo ar. Em termos simples, o emissor num sistema analógico faz exactamente o que uma estação emissora de rádio "normal" faz, emitindo em FM um determinado sinal.
       

      Na imagem: o sinal original modulado em AM (modulação de amplitude) ou FM (modulação em frequência).
      Note-se que o AM é muito mais naive que o FM, o que se reflecte na pior qualidade de rádio em condições do mundo real...
       
      Vantagens dos sistemas de guitarra analógicos:
      Não tem lag - a emissão é feita em tempo real, dado que a modulação e desmodulação analógica neste caso é imediata Em teoria, os sistemas são mais baratos uma vez que a tecnologia em si é bastante sólida e comprovada Ligeiras perdas de sinal originam uma degradação gradual do sinal (não completa). Lembras-te das "formigas" que havia na imagem nos tempos em que as emissões de TV eram analógicas? Podem atingir alcances maiores (o alcance é limitado pela potência do sinal emitido e pelo ganho das antenas utilizadas) Não há conversão analogico-digital (clica aqui para saber mais sobre a conversão analógico-digital), logo não há erro associado: a integridade do sinal mantém-se até emissão pela antena. Desvantagens dos sistemas wireless de guitarra analógicos:
      Tal como todas as emissões de rádio, são sujeitas a interferência e atenuação (embora possam ser usadas técnicas para aumentar a robustez, e aqui já se depende do know how de cada marca em fazer isso Usam frequências que podem estar ocupadas por outras emissões (por exemplo as emissões de TDT, etc) e cujas atribuições dependem de país para país Apenas têm uma resposta em frequência na gama "útil" e não em toda a gama (full range), devido a características da modulação FM. Além disso, o sinal de guitarra é comprimido acima de um determinado nível o que pode clipar o sinal. Mais susceptíveis ao ruído  
      Sistemas Digitais
      Nos sistemas wireless digitais, os emissores transformam o sinal analógico que vem da guitarra num sinal digital de 0's e 1's (conversão analogico-digital) que é enviada via ondas rádio (normalmente na mesma zona de frequências do WIFI - 2.4 GHz). O receptor faz o processo inverso de conversão digital-analógico.
       
      Vantagens dos sistemas wireless de guitarra digitais:
      A tramissão tipicamente usa todo o espectro audível (20Hz a 20kHz) do sinal de guitarra, o que é bom em termos de qualidade sonora. O alcance é igual ao de um típico router wifi  
      Desvantagens dos sistemas de guitarra digitais:
      Tem lag - o processamento digital requer uso de circuitos digitais causadores de lag. No entanto, um lag sonoro inferior a 2ms é imperceptível ao nosso cérebro Há conversão analogico-digital logo há sempre um erro associado. Há técnicas de aliasing para diminuir este erro, mas poderão aumentar o lag - mais uma vez o know-how e a velocidade do processamento depende da marca e das suas opções... Ligeiras perdas de sinal podem original uma quebra total do sinal (por falha de descodificação do sinal digital).  Quando o sinal da TDT tem quebras, a imagem tem quebras abruptas... Já te aconteceu teres cortes no som num ambiente com vários emissores Wifi ou Bluetooth? Ou quando ligas o teu sistema wireless o pessoal fica sem Wifi??

      Alguns sistemas (principalmente os analógicos) são True Diversity outros não, e ainda há alguns que dizem que são "Diversity" (cuidado!). Mas afinal o que é isto do "True Diversity?
      O "True Diversity" é uma tecnologia na qual duas antenas são usadas (com alguma separação física entre elas) nos receptores de forma a que o receptor possa escolher o sinal oriundo da que mais lhe convier (o sinal mais forte) evitando assim quebras de som momentâneas causadas colisões de sinal, etc. Um sistema "True Diversity" reduz muito as quebras de som, e por isso, deve ser um must para quem quer comprar um sistema wireless digno desse nome.
      Um sistema é "True Diversity" se as antenas estão ligadas a módulos de recepção independentes no receptor. Caso contrário é apenas "Diversity" (e neste caso a sua eficácia é muito mais reduzida uma vez que um módulo de recepção não consegue medir a potência do sinal recebido em cada antena). Na verdade, um sistema "Diversity" pode ainda piorar mais o sinal...
      Agora, não se deixem enganar: há sistemas "Non Diversity" ou "Diversity" com duas antenas (marketing visual para enganar o povo) mas que não tem módulos de recepção independentes no receptor. Só o "True Diversity" é que tem.
      Se um sistema tem duas antenas mas não menciona nada, é porque não é "True Diversity", e portanto, é para evitar.

      Na imagem: um sistema "Diversity" com duas antenas da T.Bone. A evitar!
       
      Em todos os sistemas (mas principalmente nos analógicos), é necessário ter também especial cuidado com as frequências utilizadas por cada sistema para evitar dissabores escusados. Na próxima página, falaremos deste assunto.

      A gama de frequências na qual é possível haver emissões (humanas) de ondas electromagnéticas é definido pelas entidades reguladoras. No caso de Portugal, é a Anacom, que regula o uso do espectro electromagnético.
      Os sistemas wireless de guitarra analógicos mais antigos usam frequências VHF (entre os 30 e os 300 MHz), embora actualmente sejam usem todos UHF (entre os 300 e os 3000 MHz). Normalmente, usam frequências entre os 500 e os 900 MHz. Os sistemas wireless de guitarra digitais usam frequências na gama ISM 2.4GHZ. 
      Interessa-nos saber, nas gamas de frequências utilizadas pelos sistemas wireless, quais podemos (ou não) utilizar em Portugal e mostrar quais poderão ser mais problemáticas. Se quiseres saber apenas quais as melhores frequências a usar nos sistemas wireless, vai logo para o fundo da página ("O que dizemos nós"). Entretanto, vamos explicar o que se passa até chegar à recomendação das melhores frequências.
       
      O que diz a Anacom
      Vamos então ver o que diz a Anacom quanto à atribuição do espectro de frequências. Na gama dos 500 aos 900 MHz temos:
      470 MHz aos 790 MHz:  TDT (dos 470 aos 582Mhz) Microfones Emissores e equipamentos auxiliares auditivos (o que nos interessa): (470 a 790 MHz) 790 a 862 MHz: Serviços de comunicações electrónicas terrestres (vulgo redes de telemóveis) 862 a 890 MHz:  Serviços de comunicações electrónicas terrestres ... Microfones emissores e equipamentos auxiliares auditivos (o que nos interessa) (863 a 865 MHz)  
      Na gama dos 2400 aos 2450 MHZ temos: 
      2400 a 2483,5 MHz:  SRD (Short Range Devices - vulgo wearables, etc) – Aplicações não específicas (interessa-nos) ISM (WIFI, etc)  
      Para piorar e complicar as coisas, devido a considerações de ordem europeia para a introdução do 5G, a Anacom decidiu fazer alterações nas frequências TDT até 2020. A introdução do 5G vai usar a gama de frequências dos 694MHz aos 790MHz, o que "colide" directamente com as frequências actuais da TDT. E a Anacom já decidiu que vai passar as frequências da TDT para a gama abaixo dos 694 MHz.
       
      O que dizemos nós
      Se queremos comprar um sistema wireless que vá para além de 2020, podemos esquecer as frequências abaixo dos 790 MHz porque em 2020 estarão ocupadas com as redes TDT e 5G. Sendo assim, as frequências seguras são a estreita faixa dos 863 a 865 MHz. Portanto, se queres comprar um sistema wireless analógico, certifica-te que escolhes um que funcione dentro desta gama de frequências.
      A nossa convicção é que o mercado, fruto da saturação do espectro electromagnético vá evoluindo em direcção aos sistemas digitais, que serão cada vez mais populares, a trabalhar na zona dos 2.4GHz (mesmo com todos os potenciais problemas de colisão com o WiFi e Bluetooth). 

      Agora que discutimos as questões técnicas, recomendamos as características desejáveis a ponderar na compra de sistemas wireless para guitarra, num horizonte superior a 2020:
      Recomendamos digital em vez de analógico. Continua a haver sistemas analógicos muito bons mas o mercado está a encaminhar-se gradualmente no sentido do digital. "True Diversity" é fundamental nos analógicos e muito desejável nos digitais.  Frequências: 863 a 865 MHz no analógico, 2.4GHZ no digital.  
      Sistemas Sem Fios para Guitarra Recomendados (Analógicos)
      Custo: The t.bone free solo PT 863 MHz (200€) Preço/Benefício: Sennheiser XSW 2-Ci1 E-Band Instrument (390€) Melhor: Shure QLXD14 S50 (1200€)  
      Sistemas Sem Fios para Guitarra Recomendados (Digitais)
      Custo: Line6 Relay G30 (158€) Preço/Benefício: Shure GLXD16 (480€) Melhor: Line 6 Relay G90 (539€)  
      Dúvidas, sugestões e correcções, estejam à vontade nos comentários ou editem o artigo  
    • Max Coelho
      Olá! Nós somos os TOCSIN, e somos uma banda com sede na zona de Viseu, e lançámo-nos no concurso EDP Live Bands como nossa estreia, com o tema Clairvoyance. Somos uma banda de Metal-Progressivo e procuramos trazer algo diferente à comunidade musical, com o junção de várias influências, como Tool, Deftones, A Perfect Circle, Alice In Chains, Alexisonfire, Alter Bridge, entre outros. Agradecíamos imenso se pudessem ouvir a nossa música (gravação e mistura caseira), e deixar o vosso voto para ajudar os TOCSIN a deixar a sua marca, e certamente que as próximas malhas a apresentar vão interessar imenso. Obrigado pela vossa atenção, e muita música!
      !!! https://edplivebandsportugal.edp.com/banda/tocsin !!!

    • tca
      Tutorial - Potpourri de Amplificadores de Guitarra
      Resumo:
      Neste tutorial vamos construir um power amp e discutir algumas tipologias de amplificadores para guitarra. Aventura-te e fica a conhecer melhor o mundo dos amplificadores de guitarra!
      ...

      Ver tutorial completo